domingo, 25 de novembro de 2012

POST 1870: 6 SEGREDOS PARA CRIAR UMA CULTURA DE INOVAÇÃO. Por Marcelão

Pessoal, o blog da Harvard Business Review publicou artigo sobre uma pesquisa realizada pela IBM que recentemente entrevistou 1500 executivos em 60 países. A pesquisa apontou que os executivos elegeram a criatividade como sendo a competência de liderança mais importante atualmente.


De acordo com a pesquisa, 80% dos CEOs disseram que o ambiente de negócios está crescendo em complexidade de forma assustadora, o que exige, literalmente, novas formas de pensar e agir(
veja mais sobre isso aqui). Menos de 50% disseram acreditar que suas organizações estejam equipadas para lidar efetivamente com esta complexidade crescente. Uma das razões para essa falta de preparo é a escassez de líderes criativos e a ausência de uma infra-estrutura organizacional que facilite o surgimento desses líderes(Veja mais sobre isso aqui).

 


O problema é que, como já abordei em vários posts, a mudança dificilmente vem de cima. A alta administração dificilmente lidera movimentos de transformação necessários para promover a cultura da criatividade e inovação, sendo que, algumas vezes, chegam até a sabotar (Veja mais sobre isso aqui).


Assim como na gestão de pessoas, há uma distância muito grande entre o discurso e a prática. Eu acrescentaria que uma das razões, de porquê a inovação tem dificuldades para surgir nas empresas, é a mentalidade ainda muito mecanicista presente na alta administração das empresas. Acham que a inovação pode surgir a qualquer momento sem que se crie um ambiente adequado não só referente a cultura organizacional, mas também um ambiente físico próprio para o estímulo a inovação.


Voltando ao artigo da Harvard, ele apresenta seis movimentos fundamentais que as empresas devem adotar para criar uma cultura de inovação:


1 – Atender as necessidades das pessoas: Reconhecer que questionar a ortodoxia e as convenções – a chave para a criatividade – começa com questionar as formas como as pessoas tem expectativas sobre o trabalho. Como suas necessidades principais – fisicas, emocionais, mentais e espirituais – podem ser atendidas no ambiente de trabalho? Quanto mais as pessoas estão ocupadas com as necessidades não satisfeitas, menor a energia e o empenho que eles trazem para o seu trabalho. Comece perguntando aos seus funcionários, um de cada vez, o que eles precisam para executar o seu melhor. Em seguida, defina o que é sucesso para as pessoas e mantenha-as informadas sobre as metas, mas, tanto quanto possível, deixe-as conceber seus próprios dias como acharem melhor para alcançar esses resultados. Mais do que nunca, é preciso colocar as pessoas no centro da gestão (Veja mais sobre isso aqui);



2 – Exercitar criatividade sistematicamente: Não é mágica e pode ser desenvolvida. Há cinco fases bem definidas e aceitas do pensamento criativo: uma visão em primeiro lugar, a saturação, a incubação, iluminação e a verificação. Nem sempre elas se desdobram de forma previsível, mas elas nos fornecem um roteiro para mapear todo o cérebro, indo e voltando entre pensamento analitico, raciocínio dedutivo do hemisfério esquerdo, e mais os padrões de busca, do grande retrato e o pensamento do hemisfério direito. Aqui segue a dica do livro do Daniel H. Pink: “O Cérebro do Futuro – A Revolução do Lado Direito do Cérebro” (
leia resumo aqui);



3 – Cultive a paixão: A maneira mais rápida de matar a criatividade é colocar as pessoas em funções que não excitam a imaginação. Crianças que são encorajadas a seguir sua paixão desenvolvem uma melhor disciplina, um conhecimento mais profundo e são mais perseverantes e mais resistentes frente às contrariedades. Procure, mesmo em formas pequenas, dar aos seus funcionários, em todos os níveis, a oportunidade e o estímulo para seguir seus interesses e expressar seus talentos únicos. Afinal de contas, como seres humanos, somo definidos pelas causas a que servimos e pelos problemas que lutamos para superar. É a paixão em solucionar problemas extraordinários que cria o potencial de realizações extraordinárias.;



4 – Tornar significativo o trabalho: Os seres-humanos são animais de significado (
Veja mais sobre isso aqui). Dinheiro paga as contas, mas é uma fonte limitada de significado. Sentimo-nos melhor sobre nós mesmos quando estamos fazendo uma contribuição positiva para algo além de nós mesmos. O que as pessoas querem é a oportunidade e as condições para criar um sonho. Para se sentir verdadeiramente motivado, nós temos que acreditar se o que estamos fazendo realmente importa. Quando os líderes podem definir uma missão, que transcende o interesse convincente de cada indivíduo de si mesmo, é uma fonte de combustível não só para maior desempenho, mas também para pensar mais criativamente sobre como superar os obstáculos e gerar novas soluções;



5 – Fornecer tempo: Criatividade não tem ponto eletrônico em que você tem expediente de trabalho entre as 8 horas da manhã e as 6 horas da tarde. O pensamento criativo requer tempo relativamente aberto, ininterrupto e livre de pressão para respostas imediatas e soluções instantâneas. O tempo é escasso, uma comodity sobrecarregada em organizações que vivem pela ética do “mais, maior e mais rápido”;



6 – Renovar-se: Os seres humanos não são preparados para operar continuamente da mesma forma que computadores. Estamos destinados a gastar energia para períodos de tempo relativamente curto – não mais que 90 minutos – e depois se recuperar. A terceira fase do processo criativo, incubação, ocorre quando passo de um problema que estamos tentando resolver e deixamos o nosso inconsciente trabalhar sobre ele. É eficaz quando realizamos uma caminhada, ou ouvimos música, ou silenciamos a mente através da meditação, ou mesmo ao dar um passeio. Movimentar-se – especialmente o exercício que aumenta a taxa de coração – é uma outra maneira poderosa para induzir o tipo de mudança na consciência para que os avanços criativos apareçam espontaneamente.



É bom deixar claro que todos nós somos criativos e que fazer surgir a criatividade é muitas vezes fruto de uma situação ou de uma necessidade. É como disse aquele velho ditado : “A necessidade é a mãe de todas as invenções.” Todos somos criativos, mas alguns de nós desenvolveremos mais esse esse talento do que outros devido a questões educacionais, sociais e culturais que vão contribuir para o estímulo a criatividade ou para comportamentos menos criativos baseados em repetições de modelos previamente estabelecidos.


É importante exercitarmos o máximo possível a nossa criatividade assim como os esportistas desenvolvem os seus músculos para as atividades físicas. Afinal de contas, o cérebro é um músculo e também precisa de exercício, senão atrofia.



Um abraço.

“Keep the Faith”
 
 
Marcelo de Souza Bastos, o Marcelão.
Formado em ciência da computação pelo Uniceub em Brasília e MBA em planejamento e gestão empresarial pela Universidade Católica de Brasília.
Mais de Marcelão AQUI

POST 1869: MANTENHA A SANIDADE MENTAL (E FINANCEIRA) NESTE FINAL DE ANO. Por André Massaro

Os finais de ano costumam ser épocas extremamente estressantes do ponto de vista financeiro (às vezes de outros pontos de vista também). Especialistas em finanças pessoais costumam ser bastante requisitados nessa época, especialmente pela mídia, que busca dicas de como utilizar melhor o 13º salário, como otimizar os gastos com presentes e festas e como planejar as férias que já deviam estar planejadas meses atrás…
Vamos, então, ver um apanhado dos assuntos financeiros que tipicamente tiram o sono das pessoas nessa época do ano e o que se pode fazer para sobreviver e manter um mínimo de sanidade para começar o novo ano da melhor forma possível.
13º salário
Aqui não há muito o que discutir. Quem tem dívidas, deve utilizá-lo para pagar essas dívidas. Num país onde alguns instrumentos de crédito têm taxas de juros superiores a 200% ao ano, não se deve “marcar bobeira” de jeito nenhum.
Quem não tem dívidas pode se dar ao luxo de direcionar essa verba para o consumo, mas ainda assim é interessante pensar em investir.
Presentes
O ideal é sempre comprar os presentes de final de ano ANTES do final do ano. Naturalmente, pouquíssimas pessoas fazem isso; afinal, somos o povo que sempre deixa tudo para a última hora…
Aqui vale a velha e boa lei da oferta e da demanda. Com a demanda alta, não espere dos comerciantes boa vontade para facilitar a vida dos compradores. As margens de negociação ficam bem reduzidas em situações assim. Por isso, deve-se pensar em outras formas de economizar aqui, como fazer uso intensivo da internet para comparar preços ou apelar para o tradicional “amigo secreto”, para evitar comprar presentes para cada parente individualmente.
Se a situação estiver meio apertada, não tenha o menor pudor em não dar presentes, especialmente para aquelas pessoas que, de alguma forma, não estão merecendo desfrutar do seu “espírito natalino”. Isso vai doer na hora mas, acredite, você se sentirá muito mais leve depois…
Férias
Mais uma vez, a lei da oferta e da demanda é implacável aqui. É o pior momento possível para fazer planos de férias. Se você não planejou suas férias ainda, o ideal é que você simplesmente não faça nada.
Se for absolutamente necessário viajar, defina bem o objetivo da viagem (não gaste uma fortuna no hotel mais caro se tudo o que você precisa é apenas um lugar para dormir e tomar banho), faça um orçamento e evite ao máximo financiar a viagem, pois no futuro você estará pagando por algo que será apenas um conjunto de lembranças em sua memória.
Impostos
“Nada é certeza, exceto a morte e os impostos”, já dizia Benjamin Franklin. Não se esqueça de colocar essa “inevitabilidade” em seu planejamento financeiro. O Big Brother está de olho em você (e NÃO estou falando de um programa de televisão)…
Feliz ano novo?
Um final de ano que se preze precisa ter planos e promessas (que provavelmente não serão cumpridos). Uma das promessas mais populares (talvez só perca para a dieta) é “este ano colocarei minhas contas em ordem”.
As pessoas sempre perguntam “como começar o ano com as contas em ordem?” Essa é fácil de responder: “basta terminar o ano com as contas em ordem” (eu sei, não era a resposta que você esperava…).
Se suas contas estão bagunçadas agora, provavelmente não há muito o que fazer para começar o ano com as contas em ordem (vamos ser realistas), mas pense agora em como será o final de 2012 (lamento informar, mas acho que não é desta vez que o mundo vai acabar!). Como você gostaria de começar o ano de 2013?
Esqueça os planos mirabolantes e concentre-se em viver o ano de 2012 seguindo o ensinamento máximo da boa gestão de finanças pessoais: “viva de acordo com seus meios”. Os começos de ano são épocas em que renovamos nossas esperanças e nos sentimos mais motivados para irmos atrás de nossos sonhos. Não é bom, nem financeiramente nem psicologicamente, começar o ano cheio de encrencas para resolver. Coloque suas contas em ordem e se dê de presente de Natal, no ano que vem, um final de ano sem pressões financeiras. Começar o ano endividado não é apenas ruim para o nosso bolso, é ruim para a nossa sanidade.
 
****************
Originalmente postado no Blog do André Massaro na EXAME
 
André Massaro
Administrador de empresas pós-graduado em economia.
Já foi executivo financeiro, consultor e investidor profissional.
Mais de André Massaro AQUI


POST 1868: A ARTE DE FALAR EM PÚBLICO – METÁFORAS, VIDEOS, DINÂMICAS E PIADAS. Por Rodrigo Cardoso

A Atitude e Comportamento de hoje irá tratar sobre dicas, técnicas e ferramentas para melhorar suas apresentações em público.

Estou partindo do pressuposto que você, em algum momento de sua vida, já se deparou com a situação de apresentar um seminário, falar em pé numa reunião de negócios, vender uma idéia em público ou até mesmo realizar palestras.

Muitas pessoas me perguntam sobre o uso de piadas para começar uma apresentação.

Minha opinião a respeito é que se deve ter muito cuidado com essa abordagem. Primeiro deve-se verificar o perfil do publico, segundo, a piada obviamente deve ser de bom gosto e não gerar nenhum tipo de constrangimento e por último, você deve ter certeza de ser um bom contador de piadas.

Nesse contexto, você pode usá-las, eu particularmente acho bem arriscado, portanto, avalie. As pessoas que tem facilidade para tal costumam fazer um ótimo quebra gelo com essa abordagem no início.

Caso ninguém ria de sua piada, faça como Jô Soares, não ria também, fique sério, ou ridicularize sua própria piada... Você terá uma chance de salvar a situação...

Dinâmicas: Gosto muito de usá-las. Movimentar a platéia combina muito com o meu perfil. Porém, quando estou falando com líderes, diretores e presidentes, eu evito usar essa abordagem. Ela funciona melhor com equipe de vendas e o pessoal administrativo.

Vídeos: é uma ótima ferramenta para reforçar um conteúdo, uma idéia ou até mesmo quebrar o gelo para que as pessoas dêem boas gargalhadas, desde que os vídeos sejam bem escolhidos e que tenham a ver com o contexto. Vídeos podem ajudar até na emoção de sua apresentação. Gosto muito de usá-los.

No entanto, é importante frisar que devemos tomar muito cuidado com os vídeos que rodam na internet e o excesso da utilização desse recurso. Eles devem ajudá-lo apenas como um apoio. Caso contrário sua apresentação se torna uma seqüência de vídeos com alguns comentários no meio. Isso é perigoso.

Por último, uma excelente dica para uma oratória interessante e surpreendente é o uso de metáforas, histórias. Quando originais e bem contadas, costumam surtir um grande efeito. As metáforas criam imagens no cérebro da sua platéia e usando analogias, costumam ter um forte poder de fixação e aprendizado.

Lembre-se de escolher metáforas originais, de preferência, crie as suas. Algumas histórias e metáforas estão muito conhecidas. Começar a apresentação com uma delas pode estragar sua palestra.

Pesquise, estude e tenha ótimas experiências ao falar em público.
 
 
Rodrigo Cardoso
• Engenheiro formado pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP)
• Pós graduado em Psicologia - FACIS IBHE - SP
• Leader Coach pela Institute for International Research & Crescimentum
• Master Practitioner em programação neuroligüística pela SBPNL
• Treinado pela Robbins Research International - EUA e Austrália
Mais de Rodrigo Cardoso AQUI

POST 1867: PARA SER ENGANADO, PREENCHA ESTE CUPOM COM SEUS DADOS! Por Rosana Braga

Que cupom?!? Como assim?!? Por que eu quereria ser enganado?!?
Tomara que você tenha se feito perguntas parecidas com essas ao ler o título deste artigo. Afinal, será mesmo que alguém, em sã consciência, gostaria de ser enganado? Parto do princípio de que não!
A grande maioria de nós inicia relações, sejam de parceria profissional, amizade, namoro ou sob qualquer outro nome, desejando que a base delas seja – entre outros predicados – a sinceridade! Aliás, um dos adjetivos que mais valorizamos numa pessoa é justamente a sua capacidade de dizer a verdade!
No entanto, haveremos de descobrir, ao longo de inúmeras experiências que vivermos, que a mente mente! Ou seja, nosso complexo e ainda misterioso cérebro (um emaranhado de consciência e inconsciência) cria mecanismos de defesa ou estratégias de ataque que podem ser, antes de mais nada, perigosas e eficientes armadilhas. Uma delas – e mais comum do que imaginamos – é uma espécie de pedido para sermos enganados.
Pedimos?!? Sim, pedimos, mesmo sem termos a menor noção de que estamos fazendo isso. Na ânsia de amenizar certos sentimentos (solidão, baixa auto-estima, carência...) ou experimentar certas sensações (aceitação, acolhimento, segurança...), criamos uma realidade que, na verdade, não existe!
Projetamos em alguém ou numa situação aquilo que gostaríamos de viver e sentir, e julgamos – ingênua e equivocadamente – que nosso desejo se tornou real e a vida nos presenteou com a chance de, finalmente, sermos felizes.
É a armadilha da idealização: passamos a viver uma história “ideal”, criada e alimentada por aqueles sentimentos e sensações que citei antes, do jeitinho que sempre desejamos que ela fosse; e embebedados por nós mesmos, nos recusamos a enxergar a história como ela realmente é. Nossa mente passa a perceber, sentir e concluir não a partir do que está acontecendo de verdade, mas a partir de uma projeção deste ideal, ou seja, de uma ilusão...
Dependendo do quanto os envolvidos nessa nossa ilusão também a alimenta, e também dependendo do tempo que demoramos a “cair na real”, os estragos podem ser grandes. Aqui cabe muito bem o ditado “quanto mais alto, maior o tombo”.
Como não preencher o cupom? Como não idealizar? Como não se enganar ou não permitir que alguém o engane? Bem... tudo começa na coragem. Todos nós podemos ser corajosos, mesmo quando estamos com medo. Coragem não é a ausência do medo e sim o reconhecimento de nossa capacidade de superação.
Claro que não é fácil lidar com solidão, carência, baixa auto-estima, insegurança, entre outros sentimentos que nos colocam frente a frente com nossas limitações, mas com dedicação e persistência, podemos aprender... e temos a vida toda para isso, embora seja prudente começarmos o quanto antes!
No mais, se você está com a sensação de ter se enganado ou de ter sido enganado mais vezes do que gostaria, perceba os sinais. Se a sua voz interior (ou intuição) lhe disser, em alguns momentos, para você ir com calma, vá com calma! Se as pessoas que amam você lhe alertarem para as improbabilidades desta situação, mantenha-se alerta! Se a situação vivida lhe parecer “a cura que caiu do céu”, que vai lhe salvar de todas as suas angústias, questione-se: será que você não está fugindo de si mesmo? Será que não está evitando ter de enfrentar suas dores, preferindo um atalho que parece lhe conduzir a uma “felicidade” bem mais rápida?
E fique com o coração bem aberto – a resposta virá! Talvez você descubra que o que poderia ter se configurado como uma grande enganação é, na verdade, a oportunidade de aprender algo muito precioso. Mas se, infelizmente, descobrir que é tarde demais e que você realmente se deixou enganar, corra atrás do prejuízo, rasgue o cupom preenchido e encha-se de coragem para abandonar o lugar de vítima e tornar-se dono de sua própria história...
 
 
Rosana Braga
Reconhecida como uma das maiores especialistas em relacionamento & comunicação do país, Rosana Braga desenvolve um trabalho considerado inspirador e eficaz, promovendo mudanças no âmbito profissional e pessoal.
Mais de Rosana Braga AQUI


sábado, 24 de novembro de 2012

POST 1866: PORQUE O MONITOR GOUP, DO GURU MICHAEL PORTER, PEDIU FALÊNCIA?

 
O Monitor Company Group LP, consultoria fundada em 1983 por Michael Porter, entrou com um pedido de falência no último dia 8 de novembro junto à Corte de Falências dos Estados Unidos em Wilmington, Delaware. A dívida da companhia, que forneceu consultoria ao regime de Muammar Kadhafi na Líbia, chega a US$ 500 milhões.
 
O total de ativos listados no pedido é de US$ 100 milhões. A unidade norte-americana do Monitor Group deve ser adquirida pela firma britânica Deloitte Consulting LLP, enquanto as operações em outros países vão para a Deloitte Touche Tohmatsu Ltd, pertencente ao mesmo grupo.
 
Em fevereiro de 2011 foi revelado que o regime de Khadafi desembolsou, por ano, US$ 3 milhões e outras despesas para tocar um "programa de longo prazo para melhorar o entendimento e apreciação internacional da Líbia". Mais tarde a Monitor Group publicou um pedido de desculpas.

michael
(imagem: Flickr/HSM Brasil)

Michael Porter, o fundador da empresa, é conhecido no management como um dos maiores especialistas do mundo em estratégia competitiva. Seu modelo das "cinco forças" conquistou o ensino da Administração no mundo inteiro com a premissa de que as empresas podem mapear os elementos internos e externos que a ameaçam, antes que a situação seja irreversível.
 
Para ele, isso não deu certo.
 
Uma análise do colunista Steve Denning, da Forbes, desconstrói toda a teoria de Porter e em certos momentos chega a ser ofensiva de tão ácida. Para ele, o pensamento de Porter, desenvolvido ao longo de três décadas, carece de base intelectual, fatos e lógica.
 
"Ignorando o pensamento fundamental de Peter Drucker, de que o único propósito de um negócio é gerar um cliente, Porter focou na estratégia de como proteger os negócios de seus rivais. O objetivo da estratégia, negócios e educação para negócios era encontrar um paraíso seguro para as empresas das forças destrutivas da competição", analisa Denning.
 
Já o empreendedor Peter Gorski vai além... muito além: "até mesmo um chimpanzé vendado atirando dardos no quadro das Cinco Forças de Porter pode acertar uma estratégia de negócios tão eficaz quanto a prescrita pelo Dr. Porter e outros estrategistas bem pagos", provoca.
 
Para Dennings, o modelo de Porter levaria as empresas a obter lucros sem merecê-los, apenas por evitar a competição e procurar ganhos acima da média, protegidas por barreiras estruturais - notadamente, governos. "O Monitor falhou em gerar valor para os seus clientes. Eventualmente, os clientes foram alertados para isso e pararam de pagar o Monitor pelos seus serviços. Logo, o Monitor faliu", declara.
 
E você, leitor, o que acha? O pesquisador mais citado em trabalhos acadêmicos merece crédito ou as críticas são válidas? O Modelo das Cinco forças ainda é essencial na Administração contemporânea? Deixe sua opinião nos comentários, mas não esqueça de ler os artigos citados acima.
 
 
Retirado do Portal Administradores

terça-feira, 20 de novembro de 2012

POST 1865: REDUÇÃO DE CUSTOS COLABORATIVA: QUANDO A EQUIPE AJUDA A CORTAR OS GASTOS


A visão que funcionários, normalmente, possuem da redução de custos de cima para baixo não é nada simpática.
Gisela Kassoy*
 
As empresas brasileiras estão voltando novamente seus olhos para a redução de custos. E como menciona a reportagem "A Hora da Tesoura", da revista Exame, uma das formas mais eficazes para eliminar despesas são as ideias dos colaboradores. Concordo plenamente!
 
Participei da elaboração de vários programas de ideias para contenção de despesas, e me sinto muito à vontade para concordar. Mas, em vez de falar sobre o óbvio - os resultados em economia - quero apontar outros benefícios, nem todos tão tangíveis.
 
Primeiro, esclareço um equívoco: a ideia inicial é que esses programas se beneficiam apenas de muitas pequenas ideias, e que as despesas só diminuem realmente quando há economia de escala. Isso é parte da verdade. Que o diga Edison Moraes, diretor presidente da "Atenua Som", fabricante de janelas antirruído. Foi graças à ideia de José Ilton de Souza, um de seus colaboradores, que ele abandonou a proposta de instalar um novo elevador na empresa e optou por uma escada paralela, eliminando não só grande parte dos custos como meses de quebradeira infernal.
 
A visão que funcionários possuem da redução de custos de cima para baixo não é nada simpática. Aparentemente, ela prejudica projetos futuros, elimina certos confortos (haja subjetividade para decidir o que é conforto e o que é necessidade) ou, pior ainda, causa demissões. Assim, reduções decididas dessa maneira tendem a não decolar, arrasar a moral do pessoal e a serem abandonadas assim que possível.
 
Porém, basta contar com a participação dos colaboradores para conseguir virar o jogo: entra a criatividade, o reconhecimento e o 'empowerment'. Melhor ainda, a maior parte das ideias acaba eliminando os verdadeiros desperdícios, com soluções que tem tudo para durar. Num clima motivado, a atitude também muda. Mesmo empresas que não premiam ideias - como apagar a luz - acabam gerando comportamentos que reduzirão despesas inúteis.
 
O aprendizado é enorme: os programas de ideias de cuja elaboração participei envolveram estímulo a visão sistêmica, noções de avaliação custo-benefício, diferenciação entre o essencial e o dispensável. Vale lembrar que esses programas podem ser ampliados: com a plataforma montada, costumo – em função do 'timing' e das necessidades - acrescentar espaço para outras ideias que visam, por exemplo, melhoria no atendimento, qualidade de vida no trabalho ou sustentabilidade.
 
E finalmente, já que esses programas estimulam a criatividade, o questionamento de hábitos rotineiros e as mudanças rápidas, podemos aproveitá-los para incrementar outra grande necessidade das empresas: a cultura de inovação. Mas vamos deixar essa parte para uma próxima oportunidade!
 
 
(*) É especialista em criatividade, inovação, adoção de mudanças e programas de ideias. Atua com consultoria, seminários, palestras e facilitação de grupos de ideias. Realizou trabalhos em quase todo o país e nos EUA, Europa e América Latina
 
RETIRADO DO BLOG ALBÍRIO GONÇALVES

POST 1864: O FIM DE UM PASSARINHO. Por Stephen Kanitz

 
Um passarinho, voou para dento da sala e não conseguia mais achar a saída de volta.
Ficou insistindo num vidro fechado que não tinha como abrir.
 
O estudante idealista parou o jogo de cartas.
 
_ Precisamos ajudar o coitado do passarinho.
_ Vocês vão parar o jogo só para ajudar um passarinho? disse o banqueiro.
_ Claro que sim, ele precisa de mim.
E foi tentar agarrar o passarinho a todo custo, que obviamente fugia de toda tentativa de ser apanhado.
Escapou mais de cinco vezes, cada vez mais assustado.
_ Posso dar uma sugestão, disse o advogado liberal.
 
Por que você simplesmente não abre as duas outras janelas desta sala, dando maiores oportunidades para o passarinho achar uma passagem para sair?
 
_ Ele já deve ter se metido em enrascadas destas antes, e por tentativa e erro ele achará eventualmente a saída certa.
 
O estudante, pelo jeito gostou da ideia e abriu as duas janelas como sugerido.
Mas logo teve uma recaída.
 
- Isto vai demorar. Aí pegou uma vassoura e começou a tentar induzir o pássaro a voar para a janela mais próxima.
 
Foi quando o pior aconteceu.
 
Já confuso e assustado, o pássaro voou com dupla velocidade e bateu no lustre no meio da sala, quebrou o pescoço e caiu como uma pedra.
 
O banqueiro estava certo.
 
Se tivessem continuado o jogo o pássaro provavelmente estaria vivo.
 
O pássaro não pediu a ajuda de ninguém, e morreu pelo altruísmo de alguém bem intencionado, mas totalmente equivocado.
 
A solução liberal era uma ajuda indireta, aumentava as chances do pássaro sair sozinho, e assim ninguém poderia acusar o advogado de omissão.
 
Ao contrário do estudante, que no fundo foi o indutor da morte do pobre coitado.
Por que intelectuais acham que todos nós passarinhos somos perfeitos idiotas, que precisamos da ajuda dos estudantes mais esclarecidos?
 
Mas o pior da tarde ainda estava por vir.
 
O estudante correu para o centro da sala, pegou o pássaro carinhosamente na mão e pediu ao mordomo para buscar um pouco de whisky.
 
O idiota achava que o pássaro estava simplesmente desacordado, e que o cheiro do whisky iria reanimá-lo.
 
Ele continuou com seu autoengano até o fim, e nenhum de nós, eu infelizmente presenciei esta cena, teve a coragem de dizer que o pássaro estava morto.
 
Ele continuou achando que o pássaro estava salvo e que seu altruísmo não foi em vão.
 
E assim lentamente, os passarinhos foram lentamente morrendo um após o outro, e no fim só sobraram alguns cidadãos muito altruístas, vivendo à custa do governo.
 
 
 
Texto de Stephen Kanitz
Administrador, Escritor e Conferencista.

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

POST 1863: 15 DEFINIÇÕES DE EMPREENDEDORISMO


Abilio Diniz, Eike Batista, Wellington Nogueira, Ricardo Buckup, Pedro Passos, Romero Rodrigues e muito mais. O que pensam 15 empreendedores de sucesso.
Por Vicícius Victorino*
 
Afinal, o que é empreender? Quais são as características que tornam uma pessoa empreendedora? Como essas são perguntas que permitem várias possibilidades, preparamos uma lista com as respostas de grandes representantes do empreendedorismo de alto impacto no Brasil, que lançam uma luz sobre essa questão.
 
Confira o que pensam alguns dos maiores empreendedores do país:
 
Abilio Diniz, Grupo Pão de Açúcar: “Empreendedor não deve ter sonho, tem que ter meta. Ele não é um cara que briga, faz negócios. Brigar é coisa de namorados.”
 
Eike Batista, Grupo EBX: “Empreender é enxergar uma oportunidade, ou uma boa ideia, e assumir o risco de botá-la em prática, executá-la. E o Brasil precisa disso, pois a vontade do brasileiro de tomar riscos ficou reprimida nos últimos 20 anos.”
 
Wellington Nogueira, Doutores da Alegria: “Empreender é gostar de encrenca. Sair na chuva e se molhar, ajoelhar e rezar.”
 
Romero Rodrigues, BuscaPé :“Empreender é acreditar no impossível. Se você quer empreender e está perseguindo uma ideia, não conheço nenhuma palavra que possa provocar e trazer mais sucesso, realização e felicidade do que a palavra impossível.”
 
Pedro Passos, Natura: “O empreendedor é apaixonado por uma ideia e corre atrás dela. Ele tem que ter brilho nos olhos e vontade de fazer, mesmo que seja a segunda, terceira, quarta iniciativa.”
 
Ricardo Buckup, B2 Agência: “Empreender é correr risco, é liberdade, é autonomia, é desafio e é demais. É saber que, seja no negócio, na família ou em uma empresa, você não fica na zona de conforto. É buscar outro desafio não só nos negócios, mas na vida.”
 
Salim Mattar, Localiza: “Empreendedores de verdade são aqueles que vencem em um ambiente hostil.”
 
Arnold Correia, SubWay Link: “Empreender é acreditar no seu sonho, fazer com que mais pessoas acreditem nele e transformar tudo isso num sonho de um monte de gente. Sozinho fica pequeno. Tem que ser em time.”
 
Diego Martins, Acesso Digital: “Empreender é justamente acreditar que não existe limitador algum para você fazer aquilo que sonha. E, para ter força, você precisa se inspirar em coisas que superou no passado.”
 
Wagner Furtado, Cash Monitor: “Empreender é fácil. Continuar empreendendo é que é difícil. É simples ter uma iniciativa inovadora. Agora, quebrou? Vai de novo. Quebrou novamente? Tenta de novo. É aí que sobra só quem aguentar mais paulada. Empreender é aguentar paulada.”
 
Valério Dornelles, Tecno Logys: “Empreender é ter vontade de realizar. É você não ficar contente em apenas ter ideias, e sim de colocá-las em prática.”
 
Rodrigo Azevedo, Comunique-se: “Empreender é insistir. É ter muita gana, muita vontade de fazer acontecer, não se cansar e acreditar nesse sonho. Deveria ser a primeira opção de emprego para todas as pessoas.”
 
Bento Koike, Tecsis: “Empreender é curtir muito encontrar uma solução para algo que está te importunando. Se essa for uma solução que você bolou, não copiou, ela é o grande incentivador do espírito empreendedor.”
 
Wilson Poit, Poit Energia: “O empreendedor não tem vergonha de tentar e ter atrevimento para querer coisas maiores. Ele sabe que o ‘não’ ele já tem garantido.”
 
Rodrigo Teles, diretor-geral da Endeavor Brasil: “Empreendedor é quem tem um sonho apaixonante, uma fé inabalável, e se joga de cabeça!”.
 
 
(*) É membro da equipe de Cultura Empreendedora da Endeavor Brasil.
Fonte: Endeavor Brasil
Retirado do Blog do Albírio Gonçalves
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