quinta-feira, 4 de novembro de 2010

Como vai a reputação de sua marca na web?


Pesquisas mostram que ignorar a rede pode destruir a reputação da empresa mais rapidamente. Confira!
Quando as empresas pensam em entrar nas redes sociais ou usufruir os benefícios da web para negócios sem uma estratégia pré-desenvolvida para marcar presença digital, inicialmente elas podem não se atentar para os riscos provocados à imagem de suas marcas. As mídias sociais podem ser um caminho muito adequado para o relacionamento e aproximação com seus clientes, bem como uma excelente forma de inteligência coletiva, quando bem utilizadas. São capazes de oferecer diferenciação e inovação para os produtos ou serviços de uma companhia, e podem também proporcionar um excelente suporte estratégico. Porém, o que se percebe, é que muitas empresas ainda pensam somente em utilizá-las como um canal publicitário para promover seus produtos.

Para os consumidores, a web facilitou o acesso às informações e trouxe a possibilidade de encontrar produtos, preços e empresas a uma velocidade espetacular. Porém, isso fez com que estes novos clientes se tornassem cada vez mais preparados e exigentes para as compras, uma vez que grande parte destas pessoas pesquisa na web antes de adquirir seus produtos e contratar serviços. Outra característica deste consumidor é que eles também estão ávidos pelo relacionamento via redes sociais, tanto que, segundo pesquisas, 74% deles veem as empresas que já estão se relacionando neste meio digital de forma muito mais positiva.
Para entender um pouco mais, observe como ocorre essa rede de influências. Verifique, inclusive, que confiamos nas sugestões de “estranhos”: isso mesmo, de estranhos. Isso ocorre quando levamos em conta as indicações de outras pessoas opinando sobre aquela empresa e seus produtos.
Por isso é que, cada vez mais, o controle sobre a reputação de uma marca não está apenas nas mãos dos gestores e estrategistas e sim do que se fala sobre a empresa na web sendo que, a todo o tempo, estes conceitos estão em constante mutação e dinamismo. A reputação influenciada e definida pelas atitudes de outras pessoas, por meio de um processo de criação de conteúdos e de disseminação da informação, ocorre fora da empresa e por indivíduos que não pertencem a ela. Ignorar este movimento, sem dúvida, não fará com que ela se proteja ou se exima dos efeitos deste processo. O que, de fato, pode ocorrer caso a empresa ignore esta rede, é sua reputação ser destruída mais rapidamente.
O processo de absorção das pessoas em relação ao mundo virtual é veloz e cada vez mais as pessoas se sentem livres e à vontade para opinar. A exemplo, as donas de casa, que até há pouco tempo eram um público ausente desse cenário e hoje já possuem acesso ao uso diário da internet.
Para que as empresas não corram riscos de utilizar estas ferramentas incorretamente ou de não atuar nesse universo, é recomendável que a mesma estabeleça, inicialmente, a estratégia de sua presença digital, elegendo porta-vozes responsáveis que criam estratégias direcionadas às redes sociais, monitorando os resultados de suas ações e interagindo de forma transparente com seu público-alvo. Somente assim, estas empresas poderão colher os bons frutos deste novo relacionamento com o cliente, viabilizado pelas mídias sociais.
Texto de Sandra Turchi (Superintendente de Marketing da ACSP-Associação Comercial de São Paulo / SCPC, Coordenadora do curso “Estratégias de Marketing Digital” da ESPM e VP de Marketing da Abrarec. Blog: www.sandraturchi.com.br Twitter: www.twitter.com/sandraturchi) retirado de Mundo do Marketing – www.mundodomarketing.com.br)

11 Perguntas e Respostas sobre Empreendedorismo.


PERGUNTA: 1. Conte um pouco sobre você. Quem é você, o que você fez/faz e qual é a missão da sua vida?
MINHA RESPOSTA: Eu sou um cara maluco-conservador por natureza que nasceu para mudar o mundo através do Trabalho. A minha religião é o Capitalismo. É tradição, quando se quer mudar as coisas, ser socialista, de esquerda e o escambau, eu quero mudar as coisas, mas não sou um cara de esquerda, nem de direita, eu sou a favor do INDIVÍDUO - sem defesa de classes, sem babar ovo para ricos, ou ter pena dos pobres. O que interessa é o INDIVÍDUO. Eu trabalho para criar oportunidades para um número maior de indivíduos possam se expressar sem medo de viver. O objetivo da minha vida é ampliar os horizontes daqueles que querem CRIAR, FAZER e ACONTECER através do TRABALHO seu de cada dia.
PERGUNTA: 2. Qual idéia você cunhou no passado que se provou obsoleta com o passar do tempo?
MINHA RESPOSTA: Eu diria que a grande maioria das minhas idéias ainda não viraram realidade - no Brasil terceiro mundista que vivemos. Talvez, elas estejam obsoletas por não conseguir virar realidade por aqui. Eu prefiro pensar que são idéias que o tempo ainda não aprovou. Temos muito por fazer.
PERGUNTA: 3. Por qual motivo um pequeno empresário deveria contratar uma Consultoria?
MINHA RESPOSTA: Faltam braços e cérebros para pensar e executar idéias em todas as empresas. Os consultores podem e devem ser esses braços e cérebros que o empreendedor não tem. O empresário deve contratar um consultor quando souber exatamente onde quer chegar, se não souber, não conseguirá orientar os consultores, e o trabalho não trará o retorno esperado.
PERGUNTA: 4. Como o Marketing pode ser decisivo para as pequenas e médias empresas?
MINHA RESPOSTA: Marketing é tudo, tudo é marketing. Marketing é uma filosofia de vida e trabalho. As vezes parece impossível de viver baseado em marketing, mas é algo que deve-se ter como visão para o dia-a-dia. Marketing é a filosofia de tratar os outros como você gostaria de ser tratado, ou como tratar os outros da maneira que eles preferem, ou da maneira que nem eles sabem que preferem. Marketing é o departamento de criação dos produtos, serviços, de fazer a empresa avançar sobre mercados onde há oportunidades, de atrair funcionários talentosos, enfim, empurrar a empresa para frente. Sem marketing a pequena empresa sobrevive, mas, com marketing a empresa cresce.
PERGUNTA: 5. Como pequenas e médias empresas deveriam investir em Marketing em tempos de crise?
MINHA RESPOSTA: A pequena empresa deveria valorizar os clientes que já fizeram negócios com ela, e investir no desenvolvimento do relacionamento com esses clientes. Na prática, as pequenas empresas não mantem bancos de dados, e não valorizam a manutenção de uma comunicação constante com a base instalada. Investir na comunicação e marketing com a base de clientes é a primeira prioridade do marketing de uma pequena empresa.
PERGUNTA: 6. Quais as melhores maneiras de fidelizar os clientes?
MINHA RESPOSTA: Sendo honesto, proativo, transparente, direto, objetivo, humano.
PERGUNTA: 7. Como ser inovador com escassez de recursos, tanto financeiro como de pessoal?
MINHA RESPOSTA: Inovação é filha da necessidade. Quanto menos temos, mais inovadores ficamos. É uma ilusão pensar que a inovação precisa de recursos financeiros ou pessoais. No universo das pequenas empresas, inovação poderia ser a maneira que a empresa escolheu para falar no telefone com clientes, ou a política comercial diferenciada ou qualquer coisa do tipo. A escala do horário de trabalho dos funcionários poderia ser inovadora. A reunião mensal de vendas poderia ser inovadora. Enfim, tem um sem números de eventos que acontecem dentro de uma pequena empresa que poderiam ter uma pegada inovadora.
PERGUNTA: 8. Como atrair talentos com poucos recursos?
MINHA RESPOSTA: As melhores pessoas trabalham por ideologia, por amor, por paixão, por vontade interna de chegar em algum lugar, ou pertencer a algo maior que elas mesmas. Quem não tem esse "drive interno" não faz parte do time MATADOR de seres humanos que nasceu e cirula pela Terra. A pequena empresa que encontra dificuldade em atrair talentos é aquela que no seu discurso de negócios não tem nada de empolgante, apaixonado, objetivo e assertivo. O pequeno empresário que tiver coragem de falar grosso, mostrar sua personalidade, vai atrair as melhores pessoas. Que graça tem trabalhar na pequena pizzaria da esquina que vende pizza da mussarela? Agora, tem tudo a ver trabalhar na primeira pizzaria green do bairro que oferece sessões de culinária para os clientes.
PERGUNTA: 9. Qual a importância do empreendedorismo para a nossa sociedade?
MINHA RESPOSTA: O Empreendedorismo é e sempre foi a força transformadora da sociedade. As grandes empresas não criam nada, e não são responsáveis pela criação da inovação ou riqueza do mundo. Quem criou absolutamente tudo que você conhece foram as pequenas empresas. Há 13 anos a Amazon.com era uma empresa de 2 funcionários, hoje em 25 mil pessoas, e criou a indústria do comércio eletrônico em todo o mundo. A Apple não era nada em 1976, hoje é uma gigante de 80 bilhões de faturamento. Quem inventa os mercados são os empreendedores. Nesse momento, o capitalismo corre o risco de pender para o lado forte da balança - as grandes empresas - matando a criativade do ser humano. Entretanto, eu sou fã do ser humano, e acredito que milhares de pessoas sempre se recusarão a se curvar para as grandes empresas e vão buscar abrir novos mercados.
PERGUNTA: 10. Você poderia deixar uma mensagem, primeiro, para os empreendedores que estão lutando pelos seus negócios e, em seguida, para os estudantes que sonham com sua própria empresa?
MINHA RESPOSTA: O meu recado para os empreendedores é o seguinte: tenha sempre a mente aberta, tenha uma meta clara sobre onde quer chegar, mas seja flexível para se adaptar. " Sobrevive e evolui quem se adapta, e não quem é forte, ou grande". Toda empresa quebra nos primeiros anos. As empresas que sobrevivem são aquelas cujo donos são flexiveis o bastante para se reinventar ao longo do caminho. O meu recado para os estudantes é: ok, trabalhar para as grandes empresas é bacana. Atrai a mulherada, é seguro, oferece benefícios pessoais bacanas, te permite conhecer muitas pessoas, e você fica com a impressão de estar por cima da cocada preta. ENTRETANTO, criar a sua própria empresa te traz uma experiência de vida que você dificilmente irá encontrar em uma grande empresa. O empreendedorismo é um estilo de vida, e não uma carreira. O empreendedorismo é sobre deixar a sua marca no mundo, e não buscar o dinheiro como recompensa final. Por ser um estilo de vida, eu penso que é para poucos.
11. Há algo mais que você gostaria de nos dizer sobre qualquer coisa?
MINHA RESPOSTA: LIDERE, SIGA, OU SAIA DO MEU CAMINHO!!!

Texto de Ricardo Jordão Magalhães - Twitter/bizrevolution

Não terceirize sua responsabilidade


Ultimamente temos visto uma onda muito grande de terceirização de serviços por parte das empresas. Esta estratégia pode ser muito eficiente em vários tipos de contextos, como adequar custos ao nível de demanda, contratação temporária de competência específica e outras mais. Mas, se existe alguma coisa que não podemos terceirizar é a nossa responsabilidade. Principalmente no que diz respeito ao que nos compete como profissionais e como agentes de mudança.
No meu cotidiano, vejo muitas pessoas com atitudes pessimistas e passivas diante de situações que vivem e não concordam. Dizem frases como: “A empresa sempre foi assim”, “A empresa não vai mudar nunca”, “Nunca teremos um empresa que valorize a nós funcionários”, e por aí vai. Soltam estas frases como se a “Empresa” fosse um ser vivo.
No entanto, estas mesmas pessoas afirmam que as “empresas são as pessoas”. Portanto, elas se incluem neste grupo. E qual é a ação que as mesmas fazem para mudar a situação com a qual não concordam? Na verdade, o que vejo é que a maioria das pessoas terceiriza a responsabilidade de mudar as empresas para os altos escalões, permitindo mais ainda a concentração do poder no topo da pirâmide.
Já participei de inúmeros encontros ou reuniões em que as pessoas são chamadas a falar e a expor o que estão vendo de errado. O que ocorre é que elas entram mudas e saem caladas. Pouquíssimos são aqueles que têm a coragem de discordar da visão de alguém sobre os fatos. Ao final destes encontros, a maioria das pessoas que ficaram caladas comenta que não adiantava nada falar ou, o que é pior, criticam aqueles que se pronunciaram na reunião.
É preciso entender que empresas são abstrações. O que vale, na verdade, são as pessoas dentro delas. Empresas são redes interativas, não hierarquias verticais. Empresas são redes sociais tecidas e integradas pelos fios do conhecimento. Empresas são como os seres humanos, estão em constante transformação. Se não estão em transformação, é porque entraram em processo de queda, que levará à extinção.
Para evitar esse trágico destino e realizar a mudança necessária nos modelos de gestão, é preciso que cada pessoa entenda o seu significado dentro do contexto organizacional. Feito isto, é preciso que cada um assuma a sua parcela de responsabilidade quanto ao futuro e as redes as quais estão inseridos. Desta forma, pode-se buscar a mudança. Afinal de contas, ninguém muda ninguém. Nós mudamos ao nos encontrarmos, ao buscarmos a interação e a diversidade de ideias visando construir uma inteligência coletiva.
Como Mahatma Gandhi disse, “seja a mudança que você quer para o mundo”. Não espere que os outros mudem. Comece por você, não terceirizando a sua responsabilidade pela mudança.
Texto de Marcelo de Souza Bastos - Twitter: @blogdomarcelao

Não vamos nos esquecer da função principal do Marketing


Como tudo na vida quando se populariza perde um pouco a sua essência, assim tem acontecido com o Marketing. Devido a sua popularização, ele tem perdido um pouco de seu sentido, sua essência.
Mas primeiramente vamos entender como isso ocorreu. Todos sabemos que a disputa no mercado é acirrada, e não tem espaço para perdedores. Logo o mercado tinha muita demanda para um tipo de profissional que estudava o mercado, o famoso mercadólogo. Devido a esta alta demanda e poucos profissionais do ramo, para supri-la começou a serem contratados outros tipos de profissionais, geralmente com conhecimento específico da área de gestão, com pouco conhecimento sobre o cliente, ou da área específica de comunicação, com pouco conhecimento sobre processos.
Assim era moda e qualquer profissional podia se intitular ‘marketeiro’, como não há nenhum regimento que restrinja esse tipo de atuação a profissionais capacitados especificamente em Marketing, o mercado foi correndo assim mesmo.
Porém na época era fácil, não havia tanta concorrência, a demanda era mais alta do que a oferta, o sistema era focado no produto e não no cliente, já que o cliente não possuía informação necessária e não exigia tanta qualidade como hoje. Bastava apenas colocar “umas propagandas” na televisão em horário nobre e o produto se vendia por si só. Ou então, em alguns mercados exclusivos que necessitavam de uma ação em venda direta, investir em força de vendas.
Isso deu a origem a juniorização do profissional de Marketing, ou seja, profissionais que não são capazes de dominar a ação do processo de estudar e atuar no mercado estratégicamente como um todo. E também deu a origem de seguir tendências como ponto vital para uma campanha, tais como a anos atrás o serviço, sendo que o foco devia ser a inovação, o CRM, sendo que o foco devia ser o relacionamento, e atualmente as Redes Socais. Assim a empresa investe em serviços novos, mas nada inovador, investe em CRM e Redes Sociais, mas não atende o cliente, não se relaciona.
O que falta é a compreensão do profissional de Marketing de diferenciar as ferramentas que o apóiam das estratégias que é o que difere no mercado.
O profissional de Marketing tem como dever conhecer o mercado e agir pontualmente com o objetivo de ter “vantagens” sobre as empresas concorrentes, satisfazendo o cliente e agregando valor a marca. Lembrando que inovação não é investir em novas tecnologias, mas sim agregá-las ao processo de forma que traga vantagens para empresa em relação as concorrentes, afetando a percepção de valor do cliente.
Texto de Plínio Reis – Profissional de Marketing, trabalha no Marketing do Sebrae/ES. Idealizador do blog Tecnocrata Digital. Idealizador do evento TwicontroES, encontro dos tuiteiros espirito-santense.Ama Marketing, atua na área de Marketing Digital e fissurado na Era Digital. Com experiência em agências, blogueiro desde 2008.

Seu chefe realmente te dá autonomia?


O post de hoje foi originado por um email da leitora Flávia, que gentilmente enviou um assunto muito pertinente para discutirmos aqui no blog: a relação entre liderança e autonomia. A mesma questiona a falta de preparo de nossas lideranças em trabalhar a autonomia de fato das equipes, e ilustra com um exemplo da empresa onde trabalha:
“Uma funcionária da empresa onde trabalho contou-me que seu chefe (o diretor do departamento), pediu para que ela providenciasse a confecção de umas camisetas para determinado evento da empresa. Pediu também que ela encomendasse ao designer 2 estampas, as quais deveriam passar pela aprovação dele. No final do dia, a funcionária enviou por e-mail as duas imagens, uma vez que ele não se encontrava na empresa, ele abriu as imagens, olhou as duas e respondeu a ela dizendo que não tinha tempo de escolher e que mais tarde retornaria com a decisão.Ela esperou pacientemente até o final do dia e a conclusão foi: a estamparia fechou e ele não escolheu modelo algum. Lá pelas tantas da noite, ligou para o celular dela perguntando se estava tudo resolvido (camisetas prontas), obviamente a resposta foi não.Ele insatisfeito exclamou: “Fulana, você poderia ter tido mais iniciativa”.Desfecho: ele escolheu uma terceira imagem a qual foi confeccionada no dia seguinte.”
Flávia questiona no email se as chefias muitas vezes desejam a pró-atividade e por outro lado não querem perder o controle. E questiona se por outro lado a funcionária escolhesse por si só e ele não aprovasse a estampa ou a atitude.
Comentando, com relação as lideranças terem medo de perder o controle, e por outro lado pregarem autonomia, isso é muito comum. Pessoalmente, é uma das coisas que mais me irrita, ver pessoas arrotando que fazem isso ou aquilo e por outro lado fazendo ao contrário. Em posts anteriores já citei em post anterior a expressão inglesa “walk the talk”, que remete a fazer na prática o que se prega. Pessoas que acabam fazendo algo diferente que falam no longo prazo perdem a admiração das pessoas, deixam de ser referências, não funcionam bem como líderes. E acabam, muitas vezes se tornado “babacas corporativos”, expressão esta já ilustrada e explicada aqui em post anterior.
Com relação a qual seria a atitude correta da funcionária, a análise é muito superficial e não tem muitos detalhes do ambiente, caso, etc, mas ela poderia sim ter tentado se comunicar com o Diretor antes do final do dia, lembrando-o do prazo e já apresentando a sua sugestão de solução para o caso. Ou, dependendo do “crédito” que ela tinha com o diretor, poderia ter feito isso apenas avisando a sua decisão e deixando espaço pra ele alterar em caso de discordância. Mas, como disse antes, a análise é superficial.
A tão falada autonomia varia muito da cultura e dos valores de cada empresa, e é amplificada pela forma de gestão das pessoas que assim lideram essas empresas. A própia Flávia em seu email citou o exemplo extremo da AES (energia), segundo suas palavras “adota um modelo da Autonomia de Setores, colocando dessa forma os funcionários a frente das mais variadas decisões da cia. Desde a compra do material do almoxarifado aos investimentos feitos pela empresa ao redor do mundo. O CEO, DennisBakke citou “Este ano tomei duas decisões, uma a mais do que no ano passado. Decidi quantos grupos regionais teríamos e quem iria liderá-los. Foram grandes decisões, por isso eu levei 6 meses para tomá-las. Eu realmente me dediquei a elas, porque se você só toma duas decisões por ano, é preciso realmente estar empenhado nelas. Quanto ao resto das decisões (estratégica, de planejamento, alocação de capital, entre outras) que precisam ser tomadas na AES – bem, foram feitas pelas pessoas que estão diretamente envolvidas com as questões ou oportunidades”.
Pg. 61/ Entrevistas com Líderes Empresariais – Interviews with CEOs/ Harvard Business Review – Ed. Campus”
E, nunca é demais lembrar que não existe certo ou errado em gestão, existem modelos diferentes que podem funcionar em ambientes e com pessoas diferentes. A minha posição é de que, com transparência, os gestores da empresa consigam deixar claro aos candidatos e aos funcionários qual o perfil de liderança x autonomia da empresa, e que mais que falar que vivam isso na prática. Cabe então a cada um de nós escolher empresas/gestores que tenham um perfil que se adequa mais a nossas características e ao que buscamos, pois não adianta ficar reclamando e remar contra um sistema que funciona de um jeito que não te agrade, se este é o sistema de determinada empresa.
Texto de Marcelo Miranda.

Você está preparado para virar chefe?





Desânimo, estresse, falta de motivação. Esses são alguns dos principais problemas encontrados no ambiente de trabalho. Tanta insatisfação está ligada a uma figura controversa: o chefe. Uma pesquisa da consultoria Gallup aponta que 66% das pessoas se demitem de seus chefes e não da companhia. No livro “Por que as pessoas odeiam seus chefes?” (Editora Sextante), o consultor americano Bruce L. Katcher lista as principais reclamações dos funcionários, a partir de um levantamento feito por sua empresa.
A constatação é que 46% dos entrevistados acreditam ser tratados de forma desrespeitosa, 52% não têm liberdade para expressar opiniões, 43% disseram não ver seu empenho valorizado e 47% afirmaram não receber informações necessárias para realizar bem seu trabalho. No fundo, muitos chefes sabem que o subordinado quer o seu lugar e não está disposto a dar esse espaço. Mas será que agindo assim o líder vai permanecer por muito tempo no cargo? A resposta é não.
As empresas começam a perceber o quanto faz mal para a organização manter líderes autoritários, que gostam de aparecer e tenham egos inflados. Nesse aspecto, o líder que cresceu por seu desempenho individual vai ter que repensar a forma de agir. Os chefes precisam aprender a lidar com gente e ao mesmo tempo em que devem dar resultado. Quem não consegue treinar, acompanhar e desenvolver seus funcionários está com os dias contados.
Hoje os líderes são promovidos porque desempenharam o trabalho com competência e não, necessariamente, porque são bons em administrar os outros. Mas isso está mudando. Cada vez mais será preciso motivar a equipe, dar feedbacks. Não há mais espaço para aqueles que assumem o poder e continuam agindo como subordinados. A função de chefe pressupõe a habilidade de saber gerenciar pessoas. Gerenciar pessoas significa identificar as características individuais dos liderados, tirar o máximo de proveito das virtudes, saber conviver com defeitos.
E você está preparado para ser chefe?
Texto de Júlio Sérgio Cardozo.

Resultados falarão mais alto ao final



Um leitor na última semana trocou emails comigo sobre um assunto que achei pertinente trazer para a discussão com vocês: como saber separar e pesar na hora de receber feedback o que é sobre os seus resultados e o que é diretamente sobre você.
O leitor havia recebido feedback sobre um trimestre ruim de resultados, na verdade péssimo, mas algum elogio sobre a forma com que ele lidou para mesmo durante o trimestre tentar reverter esses resultados negativos. O mesmo colocou que apesar de seu líder imediato ter citado como positivas algumas medidas e comportamentos que ele teve no trimestre pra tentar reverter, o mesmo o “descascou” quando falou dos resultados ruins, e ele não sabia interpretar quais lições tirar do feedback, mas tinha achado que tinha sido mais “positivo” que “negativo”, devido ao fato de mesmo com resultados ruins o líder ter elogiados seus comportamentos.
Assim como respondi ao leitor, positiva pode ter sido a ação do líder no exemplo de ter elogiado comportamentos e ações que são às vezes pontos de melhoria para reverter a questão, mas o primeiro ponto e mais importante é mesmo que seu líder tenha preocupação com você, acredite no seu talento e na sua capacidade, você está contratado é para dar resultados, para na prática demonstrar que essa confiança se traduzirá em alguma coisa, não apenas ficará no campo potencial. Então, muita atenção aos resultados, faça acontecer realmente o que você pode. Ninguém é infalível, erros são importantes para o crescimento, o que digo é que esses maus resultados não podem virar uma constante.
Outro questionamento do leitor é que apesar dos seus resultados serem em tese fruto de seus atos, muitas vezes eles estão atrelados também a uma série de outras variáveis também. De qualquer maneira, muitas vezes iniciativa para buscar soluções para variáveis externas antes de deixar o pepino estourar são a melhor solução do que apenas ter pontos de justificativa de maus resultados.
Com relação a comportamentos e ações, que no caso foram elogiados pelo líder no exemplo, muitas vezes elas são meio de conseguir as coisas, são avaliadas pelos líderes mais experientes como características importantes que demonstrem capacidade. São sim, pontos importantes para você observar e buscar desenvolver.
Mas, repetindo o que disse ao leitor, não se iluda que seus comportamentos valerão no longo prazo mais que seus resultados. Entregue o que prometer. Seja íntegro com seus valores e os da empresa, mas tenha certeza que você ficará conhecido e reconhecido é pelo que você entrega, não pelo seu potencial.
Texto de Marcelo Miranda.

Chefe não quer funcionários que levem problemas, mas tragam solução



Um amigo médico, jovem de 28 de anos, me ligou um dia desses para ajudá-lo a resolver um problema com a chefe. Ela havia solicitado que ele cobrisse um plantão importante até arranjar um substituto. Seis meses se passaram, então, ele a procurou, disse que precisava seguir em outra atividade porque o que queria era outra coisa. Ela voltou a dizer que iria encontrar o substituto. Mais outros quatro meses e nada.
Até que ele resolveu falar que não podia mais continuar ali. Eis que a chefe, para sua surpresa, demonstrou reação de raiva. Não se conformava com a decisão do jovem. Ainda perplexo, ele me perguntou: - É isso que acontece nas empresas? Eu disse pra ele: - Bem vindo ao mundo corporativo. Você agora aprendeu uma lição de vida. As pessoas precisam aprender que o chefe não é amigo do subordinado. O chefe é amigo dele próprio. E ele não quer que o subordinado traga problemas pra ele.
Na visão de alguns chefes - maus chefes, diga-se de passagem - o problema do subordinado é um problema que o subordinado tem de resolver. Na verdade, quando o problema está relacionado ao trabalho cabe ao chefe solucionar. O que eu o recomendei fazer, se ele tem convicção que deve sair e procurar um novo serviço, faça. Esse é um conselho que se aplica a todos. Deixe o chefe resolver o problema para o qual ele é remunerado e, provavelmente, é capaz de fazer.
Agora, chefe bem preparado, chefe que tenha boa fé são muito raros. Poucos são aqueles que sabem exercer bem a função de liderança. O que mais se encontra por aí são chefes despreparados, inseguros, autoritários, com má fé. Ou seja, o caro jovem médico virou um problema para a chefe. Certamente, ela não será mais a sua chefe, por dois motivos: ou ela vai se livrar do subordinado na primeira oportunidade ou o jovem é quem vai se livrar dela o mais rapidamente possível. Aliás, essa última alternativa é o meu conselho.
Texto de Julio Sérgio Cardozo.
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