Mostrando postagens com marcador CONFLITO DE GERAÇÕES. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador CONFLITO DE GERAÇÕES. Mostrar todas as postagens

domingo, 3 de junho de 2012

POST 1718: CHOQUE DE GERAÇÕES OU CHOCADOS COM AS NOVAS GERAÇÕES? Por Sidnei Oliveira

A primeira impressão que se tem é de que as gerações estão vivendo um tempo de ruptura total, onde os mais velhos não entendem os jovens de hoje, que por sua vez consideram os mais velhos como absolutamente lentos e desconectados da realidade atual.

Evidentemente estas divergências sempre aconteceram entre as gerações. O fato novo é que os conflitos atuais estão mais potencializados principalmente pelo ritmo de vida que surgiu com as novas tecnologias.


Como mencionei em meu último artigo (
http://bit.ly/8XstRw ), todos desejam ser jovens pelo maior tempo possível. Até o aumento da expectativa de vida, provocado também por avanços da ciência, contribui para a intensidade nos conflitos, pois existem mais gerações lutando por um lugar no mundo. Os mais velhos sentem-se produtivos em seus postos atuais, por isso não abrem espaço para os mais jovens ocuparem estas posições. Claro que esta situação não se sustenta por muito tempo.

O que é necessário é um novo modelo de relacionamento entre as gerações, onde os mais velhos substituam o papel de "executivos / operadores", guardiães dos processos e zeladores dos resultados, para assumir uma nova carreira – a de líder educador – conhecido como mentor. Deixando todo esforço executivo para a geração mais jovem, que tem mais energia e mais habilidades para o atual contexto tecnológico.

Esta conscientização também deve acontecer com os jovens da Geração Y, que mesmo tendo mais habilidades, precisam reconhecer que isto é apenas fruto de um cenário de super-estimulação a que foram submetidos desde a primeira infância. E isso não os torna "especiais".



Eles precisam entender que são e precisam ser mais preparados para o novo ambiente hiper-competitivo e que, além de todo conhecimento técnico e toda informação que conseguem absorver, precisam acessar um tipo muito especial de conhecimento - o TÁCITO -, que apenas os mais velhos possuem, fruto de todas as experiências acumuladas em suas vidas.

O caminho é a negociação de interesse entre as gerações. E esta negociação precisa acontecer com maior rapidez.



Sidnei Oliveira
Consultor, Autor e Palestrante, expert em Conflitos de Gerações, Geração Y, desenvolvimento de Novos Talentos e Redes Sociais, tendo desenvolvido soluções em programas educacionais e comportamentais para mais de 30 mil profissionais em empresas como Vale do Rio Doce, Petrobras, Gerdau, Lojas Renner, TAM, Light, entre outras.
Mais de Sidnei Oliveira AQUI

segunda-feira, 9 de abril de 2012

POST 1477: QUE TIPO DE JOVENS ESTAMOS PREPARANDO PARA O FUTURO? Por Sidnei Oliveira

Tenho o costume de contar o exemplo de educação da águia, que depois de uma rápida avaliação da maturidade de seus filhotes, os faz “saltar” do ninho para que descubram suas próprias asas. A conclusão que a história traz é que é sábio e desejado que sejamos autossuficientes e independentes, tomando nossas próprias decisões e assumindo as consequências de cada uma delas.
Entretanto, atualmente muitos jovens relutam em “saltar” para sua independência, pois estão acostumados com o padrão de vida que seus pais proporcionam. Parece que o ninho está sempre confortável.

Para as gerações veteranas (X e baby-boomers), é um desafio enorme acreditar no potencial de “voo” dos mais jovens. As motivações são variadas e paradoxais, mesclando argumentos que remetem a sentimentos de amor e cuidado com a vida do jovem e críticas pela falta de foco e compromisso com as próprias expectativa, levando ao julgamento de imaturidade para se aproximar do penhasco e ousar fazer o “voo”.
Esses argumentos são válidos em algumas circunstâncias. Muitos jovens estão focados em manter o estilo de vida que possuem no convívio com seus pais, focando suas preocupações nas dificuldades que enfrentam para se colocar profissionalmente de maneira aceitável, isto é, de forma que possam sustentar um padrão de vida no mínimo equivalente ao que possuem atualmente.
Quando confrontado com esses argumentos é comum ao jovem negar o comportamento mais acomodado e transferir a situação para a realidade atual, que tem um cenário mais complexo e competitivo do que no tempo de seus pais.
Realmente o cenário é bem diferente que em outros tempos, mas isso não é uma boa justificativa, pois dificuldades sempre existiram e as gerações anteriores encontraram uma forma de “voar”, transformando-se em águias.
Talvez o que tenha acontecido é que as “águias veteranas” também mudaram seu comportamento e melhoraram seus ninhos deixando de desafiar seus filhotes para o “salto”. Este é um comportamento muito comum em outro tipo de ave, que tutela seus filhotes, mantendo o conforto e a proteção – a galinha.
Devemos lembrar apenas que filhotes de águia viram águias quando voam e ganham independência, já os filhotes de galinha...
Que tipo de jovens estamos preparando para o futuro? Águias ou galinhas?



Sidnei Oliveira
Consultor, Autor e Palestrante, expert em Conflitos de Gerações, Geração Y, desenvolvimento de Novos Talentos e Redes Sociais, tendo desenvolvido soluções em programas educacionais e comportamentais para mais de 30 mil profissionais em empresas como Vale do Rio Doce, Petrobras, Gerdau, Lojas Renner, TAM, Light, entre outras.
Mais de Sidnei Oliveira AQUI

segunda-feira, 2 de abril de 2012

POST 1428: Y: PRESTAR ATENÇÃO NOS FEEDBACKS É UM BOM CAMINHO. Por Marcelo Miranda

Conversando na última semana com um CEO de uma empresa de comunicação, ouvi o mesmo relatar problemas para lidar com alguns jovens talentos de sua empresa. Ele falava sobre dificuldades dos jovens em absorver e prestar atenção nos feedbacks e também falava sobre a pressa demasiada em promoções e crescimento.
Segundo o mesmo, o ambiente profissional da geração Y às vezes mostra um mundo “de crescimento mais fácil e rápido” que na média sempre foi, pela abundância de informações, oportunidades e pelo momento positivo de nosso país. Ele disse isso sem desprezar o esforço dos jovens, pelo contrário, foi apenas o retrato da realidade que o mesmo vivencia com sua equipe.
Não vou aqui neste post escrever sobre a questão mais abrangente da geração Y, pois nosso colega estagiário y assim o fez recentemente com propriedade no post “ Eclipses são necessários “. A mensagem que eu quero colocar aqui é sobre a constatação da dificuldade que alguns jovens tem de dar importância ao feedback.
Temos uma ferramenta muito boa para balizar nosso crescimento e desempenho que são nossos ouvidos, devemos deixá-los sempre atentos aos feedbacks.
A inquietude que é uma característica (positiva ao meu ver) dos jovens somada ao excesso de informações muitas vezes desvia a atenção do jovem para situações onde recebe retorno indireto, ou até pequenos toques sobre seu desempenho.
Esteja aberto para receber esses sinais, se não estivermos procurando, não perceberemos. Às vezes não prestamos atenção por acharmos que já estamos pensando lá na frente ou que já temos muito com o que nos preocuparmos. Mas para chegar lá tem de partir daqui, tem que vencer cada dificuldade, uma a uma, sem perder essas valiosas lições.
Não precisamos ter medo ou evitar situações em que somos colocados em avaliação, pelo contrário.
Essa prática de buscar feedback construtivo e objetivo e realmente agir em cima desses feedbacks pode ser um fator diferencial muito grande para um profissional em início de carreira. Diferencial, pois fortalece nas dificuldades e trás o profissional para uma situação mais realista sobre nosso desempenho. Quanto mais nos conhecemos, menos sofremos com nossos erros, que virão, tenha certeza. E são parte importante do nosso crescimento.
Mas para isso, precisamos estar com os ouvidos abertos e com humildade para absorver de forma construtiva. Cada um de nós tem talentos e qualidades, que se potencializam quando aprendemos a ouvir e a prestar atenção nos retornos que temos.
Você tem prestado atenção nesses pequenos retornos? Está com os ouvidos abertos e desarmados? Comente.


Marcelo Monteiro de Miranda
É mestre em Administração de Empresas pela Stanford Graduate School of Business (Sloan), certificado em Global Management. Possui dois cursos de especialização pela Harvard Business School, um sobre em análise financeira e outro sobre mercado imobiliário.
Mais de Marcelo Miranda AQUI

domingo, 1 de abril de 2012

POST 1422: GERAÇÃO Y É UM MITO OU HÁ UMA NOVA GERAÇÃO DE LÍDERES ? Por Sidnei Oliveira

Há realmente alguma coisa acontecendo ou é apenas mais uma daquelas “modas” da administração moderna?

Em 2010 os primeiros jovens da geração Y atingiram os 30 anos de idade, o que significa que os próximos 10 anos veremos cada vez mais, as características desta geração determinando os destinos da sociedade. Eles terão como desafios lidar com os problemas que as gerações anteriores não puderam superar e ainda solucionar aqueles que ainda nem existem.

Neste cenário é muito comum surgirem teses e fórmulas de ação para lidar com os jovens, principalmente no ambiente corporativo, onde o maior identificador de que alguma coisa diferente acontece está no aumento da rotatividade dos funcionários, principalmente os mais jovens.

Este fenômeno é recente e tem desafiado os gestores, que tem que lidar com os elevados custos de re-contratação e re-treinamento de seus empregados, além de precisarem absorver os custos indiretos com as perdas de talentos, as futuras lideranças da corporação.

A realidade de cada empresa  dificulta a apresentação de "fórmulas infalíveis" que dêem resultados reais. O  caminho é a verdadeira atenção para o fenômeno ( geração Y ) e a abertura de  canais de comunicação de acordo com a realidade de cada  empresa.

No ambiente corporativo, as avaliações de Clima precisaram ser  analisadas com mais profundidade. A  Geração Y está muito focada em sua rede de relacionamentos, o que inclui os colegas com quem trabalha, assim como o equilíbrio com sua vida "fora da empresa", chamada de vida pessoal.

Outra coisa muito importante para motivar e  manter os talentos é reavaliar a relação do jovem com seu lider/gestor  imediato. Este é o elo mais frágil atua lmente e certamente um nos principais  motivos para que um jovem se desligue de uma empresa.

Este jovem  valoriza muito, muito mesmo, a relação que tem com seu chefe. Se for positiva, ele permanece e acredita que pode evoluir, se for negativa, ele se esforçará  para se colocar em outra realidade.

E, neste caso, não se trata de estabelecer  uma relação "paternalista" ou "franciscana" entre o chefe e o jovem. O que a  Geração busca é um mentor que se preocupe com seu desenvolvimento e que apresente desafios estimulante, que levem este jovem a crescer e alcançar rapidamente uma posição mais desafiadora na própria organização. 

Estamos vendo surgir uma nova geração de lideres, com novos comportamentos, novas expectativas e novas soluções.


Sidnei Oliveira
Consultor, Autor e Palestrante, expert em Conflitos de Gerações, Geração Y, desenvolvimento de Novos Talentos e Redes Sociais, tendo desenvolvido soluções em programas educacionais e comportamentais para mais de 30 mil profissionais em empresas como Vale do Rio Doce, Petrobras, Gerdau, Lojas Renner, TAM, Light, entre outras.
Mais de Sidnei Oliveira AQUI 

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

POST 1349: JOVEM GESTOR: FORME QUEM VAI SUCEDÊ-LO Por Marcelo Miranda


Tenho observado em jovens gestores duas características que merecem observação com relação a preparação de sucessores. A primeira é que poucos deles de fato tem se preocupado com a formação de sucessores.
E a segunda que muitos que se preocupam tentam moldar seus sucessores a “sua imagem e semelhança”, sem espaço para diversidade.

A formação de sucessores é um fator importantíssimo para o crescimento da carreira, mesmo nas suas primeiras experiências como gestor. Muitas vezes em suas primeiras posições como gestor existe uma chance maior de promoções rápidas e até de mobilidade lateral, por ser maior a quantidade de posições de gestão na base das empresas do que no topo.

Um dos fatores para estar pronto para aproveitar essas oportunidades é ter um sucessor definido e formado. Sua liderança imediata só o escolherá para uma nova oportunidade se assim sentir segurança que a pessoa que você preparou pode sucedê-lo de forma tranquila. Esse trabalho de formação de sucessores dará tranqüilidade para seu gestor te indicar para uma promoção.

Outro fator que observo é que os jovens gestores quando buscam preparar seus sucessores fixam muito na ideia que o perfil a ser desenvolvido para o sucessor é um perfil parecido com seu próprio perfil, que seus sucessores devem trilhar os mesmos caminhos que o jovem gestor trilhou. Não necessariamente.

O que deu certo para você como formação pode não dar certo para outra pessoa, e ainda mais relevante é o fato de que a alternância de perfis diferentes é muito rica para as equipes.

Assim, aprenda a valorizar e principalmente a desenvolver perfis diferentes do seu, a diversidade é rica para sua equipe e sua empresa.

Comente!


Marcelo Monteiro de Miranda
É mestre em Administração de Empresas pela Stanford Graduate School of Business (Sloan), certificado em Global Management. Possui dois cursos de especialização pela Harvard Business School, um sobre em análise financeira e outro sobre mercado imobiliário.
Mais de Marcelo Miranda AQUI

domingo, 26 de fevereiro de 2012

POST 1345: VESTIR A CAMISA: SIM OU NÃO?

A alta competitividade e a rotatividade do mercado de trabalho atual despertam em algumas pessoas a necessidade de se sentirem mais compromissadas com a organização em que atuam. Algumas buscam inconscientemente essa dedicação aparente para se sentirem úteis e valorizadas, pois se tornaram dependentes do vínculo afetivo que criaram com o trabalho.

"Vestir a camisa" de uma empresa, embora para muitos pareça um fator positivo, pode ser uma grande armadilha. Um indivíduo que passou boa parte de sua vida em uma instituição, investindo em seu trabalho e esperando uma valorização em troca, está mais propenso a entrar em um grande conflito interno, em caso de desligamento. Esse tipo de situação é mais comum entre os profissionais da geração X, que colocaram em suas carreiras altas doses de vínculo "aspiracional".

Já a geração Y passa pelo movimento contrário: são descamisados profissionais. Quando entram em uma instituição, eles têm como prioridade seus próprios sonhos e suas próprias metas. Esses jovens são colaboradores desapegados que possuem uma identidade própria independentemente da organização em que trabalham. Já as gerações anteriores adotaram para si a identidade de suas organizações.

Os profissionais mais jovens tendem a se preocupar, primeiramente, com o que consideram importante e relevante para si mesmos. E, por isso, colocam os ideais e as metas da empresa em um plano paralelo ao seu, e são movidos por desafios contínuos. Realização. Para eles, salário e benefícios não são motivos de comprometimento. Sua permanência em uma organização está, geralmente, relacionada à capacidade que a empresa tem de inovar e reconhecê-los. Essa geração crê que o objetivo de seu trabalho é a realização pessoal.

Comparando as duas, é possível perceber como as mudanças econômicas, políticas e sociais influenciaram o comportamento dos indivíduos no mercado de trabalho.

A reestruturação pós-crise, por exemplo, alterou as relações da "pessoa" com a "empresa". Diante de qualquer oportunidade de troca, um profissional contemporâneo não hesitará em migrar de companhia. Isso ocorre porque muitos têm hoje uma relação meramente profissional com o trabalho, o que é saudável. Afinal, o vínculo emocional não é mais estável, já que muda de acordo com as diferentes situações vividas dentro da organização.

Nesse contexto, o que antes era visto como honra e mérito, hoje soa como careta e até repulsivo. Mas vale lembrar que a geração Y não teve tempo de desenvolver habilidades como a geração anterior. Os mais velhos aprenderam com a escola da vida e, justamente por isso, entram em conflito com os mais novos.

Muitas vezes, um Y tem dificuldade em confiar em um X, pois se esquece de que aquela pessoa pode até ter menos conhecimento teórico do que ele, mas tem muito mais experiência e habilidade para lidar com situações diversas.

A geração Y vem com o mesmo defeito de fábrica que as anteriores: cresceu dentro de um modelo educacional que privilegia o individualismo e a competição, o que há tempos é um grave problema em vários lugares do mundo. Na escola, o aluno é valorizado por seu desempenho individual, e quanto maior forem suas notas, melhor será sua valorização.

Espírito de grupo. Quando esses indivíduos vão parar no mercado de trabalho, eles não sabem trabalhar em equipe, pois passaram a vida toda sendo valorizados por aquilo que faziam individualmente. Sendo assim, eles têm muita dificuldade de compartilhar conhecimento.

Fazendo todas essas considerações, o que nossa experiência demonstra é que todo sentimento em demasia gera desequilíbrio. E esse fato pode prejudicar o desenvolvimento profissional.

Se por um lado "vestir a camisa" pode ser algo negativo, dependendo das proporções que tal comprometimento tiver, ser um profissional sem amarras nem consonância com os ideais da corporação também pode contribuir para relações efêmeras e superficiais, que em nada viabilizam o crescimento.


Texto de José Augusto Figueiredo
É Chief Operating Officer (COO) da DBM na América Latina e presidente do International Coaching Federation – ICF Brasil.



RETIRADO DO BLOG DO ALBÍRIO GONÇALVES

sábado, 4 de fevereiro de 2012

POST 1301: GERAÇÃO Y - O PARADOXO DA ROTATIVIDADE NO EMPREGO. Por Sidnei Oliveira


Nos últimos meses a crescente rotatividade de pessoal, principalmente na faixa de jovens entre 20 e 30 anos, tornou-se uma das grandes preocupações para os RH nas empresas. Tem sido comum encontrar gestores perplexos com os novos comportamentos e expectativas profissionais que os jovens apresentam.  

O que mais impressiona é a semelhança nos depoimentos que classificam estes novos profissionais. Em diversos segmentos empresariais tenho encontrado classificações que consideram inadequadas as atitudes dos jovens no ambiente corporativo. 

Ansiedade por crescimento rápido, superficialidade, falta de comprometimento e de foco, desprezo pela hierarquia e infidelidade corporativa são as características mais comuns. Surgiram até mitos de que os jovens não querem trabalhar em funções técnicas e rotineiras, querem crescer e se tornar gerentes e diretores em menos de 2 anos e somente aceitam trabalhar em ambientes divertidos e descolados. 

Todos estes fatores já seriam suficientes para justificar a desconfiança que os gestores tem dos jovens em suas equipes, mas a realidade tem mostrado que é necessário ter um olhar menos passional e mais isento sobre estes fatos. Se focarmos somente na questão da rotatividade no emprego, iremos observar uma contradição comportamental.

Em minhas palestras para universitários e trainees, há um momento em que observo um grande incomodo nos jovens, sempre aliado a uma postura critica, principalmente quando apresento casos de profissionais que trocaram de emprego diversas vezes. Normalmente este tipo de comportamento é avaliado como negativo pelos jovens profissionais.  

Uma recente pesquisa com jovens prestes a entrar no mercado de trabalho – (Empresa dos  Sonhos dos Jovens 2010 – Cia de Talentos), apontou também este fato – mais de 88% dos quase 40 mil jovens entrevistados disseram que o tempo adequado para permanecer numa empresa seria acima de 5 anos. 

Será então um paradoxo provocado pela Geração Y?  Estariam estes jovens absolutamente perdidos em suas aspirações? A resposta é não para ambas as questões. 

O que acontece é que as empresas não estão sendo rápidas em atualizar suas diretrizes e processos corporativos, além disto, os gestores se afastaram de um dos pilares fundamentais do exercício da liderança, que é o desenvolvimento de pessoas e formação de lideres e sucessores. Avaliam que a única forma de dar “novos desafios” é através de promoções a cargos superiores - que ainda estão ocupados por eles próprios - ou ainda através de aumentos salariais. 

Um avaliação mais profunda permite concluir que as expectativas mais valorizadas pelos jovens são a possibilidade de receber “mentoria” genuína de seu líder imediato, aliada a uma autonomia com flexibilidade em projetos que ajudem o jovem a se desenvolver. 

No lugar disto, vemos surgir processos que ampliam o controle e monitoramento de atividades. O melhor exemplo são bloqueios sistemáticos às redes sociais. O principal instrumento da Geração Y ainda desperta muitos receios e medos impedindo o acesso aos benefícios que possibilitam nesta nova ordem corporativa. 

É crescente o número de gestores que seleciona equipes com a expectativa de “renovar” e promover inovações, contudo ainda exercem sua gestão exigindo o cumprimento dos processos sedimentados e se incomodam profundamente com a quantidade de questionamentos e a crescente expectativa por “feedbacks. 

No lugar dos gestores promoverem desafios que permitiriam o amadurecimento de suas jovens equipes, ampliam os bloqueios e controles. Os resultados que alcançam com isso é a desmotivação dos jovens com a carreira corporativa e a redução na capacidade de promover inovações, este é o verdadeiro paradoxo! 

Certamente teremos que aprender a gerenciar índices maiores na rotatividade de pessoal, pois é a nova realidade no mercado hiper-competitivo que estamos experimentando nestes novos tempos. Se há uma real vontade de gerenciar esta realidade com melhores resultados, o caminho passa pela reavaliação no papel dos gestores, promovendo com mais intensidade as competências que permitam o desenvolvimento de pessoas e principalmente a formação de novos líderes.


Sidnei Oliveira
Consultor, Autor e Palestrante, expert em Conflitos de Gerações, Geração Y, desenvolvimento de Novos Talentos e Redes Sociais, tendo desenvolvido soluções em programas educacionais e comportamentais para mais de 30 mil profissionais em empresas como Vale do Rio Doce, Petrobras, Gerdau, Lojas Renner, TAM, Light, entre outras.
Mais de Sidnei Oliveira AQUI

quinta-feira, 29 de dezembro de 2011

POST 1162: NÃO ESQUEÇA DO MEU ABRAÇO... Por Sidnei Oliveira


Diz a lenda que quando a televisão começou a influenciar parte da vida das famílias, surgiu uma das primeiras campanhas “virais” com o objetivo de aumentar a venda de um produto.

Muitas crianças foram tocadas pelas constantes chamadas dos comerciais e rapidamente lotaram os bolsos das roupas de seus pais com bilhetes que pediam presentes dizendo:

NESTE NATAL, NÃO ESQUEÇA DA MINHA CALOI.

Também fui uma destas crianças, contudo, rapidamente percebi que para mim o Natal teria sempre uma relação diferente, pois é também quando faço aniversário, na verdade, meu aniversário é na véspera.

Este fato provocou situações curiosas, a maioria delas eram de palavras consoladoras quando falávamos sobre presentes, afinal, normalmente eu ganhava apenas um presente.

Com o tempo fui percebendo que esta aparente injustiça, era na verdade uma tremenda vantagem, pois desde que eu me lembro, não houve um só aniversário em minha vida que não foi comemorado com uma festa, com amigos e parentes próximos e com uma troca de presentes e abraços.

Recebendo quase sempre apenas um presente, acabei buscando elementos que pudessem diferenciar o meu aniversário do Aniversariante maior. Descobri que os abraços que eu recebia eram sempre mais calorosos, intensos e amorosos, afinal sempre foram duplicados.

O primeiro abraço normalmente ocorria pouco antes da meia-noite, quando há uma ansiedade geral, principalmente nas crianças. Nesta hora, sempre alguém lembra de “cantar parabéns” antes de abrir os presentes e começar os cumprimentos de Natal.

Na maioria das vezes, uma vela é improvisada no peru ou na sobremesa, apagam-se as luzes e começamos a cantar. O segundo abraço vem logo em seguida, sempre acompanhado de cumprimentos de Feliz Natal.

Com os anos, percebi que sempre gostei do Natal, mas não por causa dos presentes e sim pelos abraços de pessoas especiais. Hoje, até a tecnologia ajuda com esta experiência única, pois agora abraços virtuais podem ser trocados através de mensagens e tweets.

O ato de abraçar é para mim um gesto com muitos significados. Desde momentos de consolo e segurança até a mais vibrante alegria e entusiasmo.

Abraçar faz bem, pois é o momento em que dois corações podem se aproximar com emoções positivas e verdadeiras. Não há como enganar em um abraço, se houver falsidade, ela é logo percebida e o abraço perde seu efeito restaurador.

O mais interessante é que não há como “dar” um abraço sem ter que “pedir” para ele acontecer. Portanto, como as festas de final de ano se transformaram em um grande momento de “pedir presentes”, irei novamente espalhar bilhetes com um único pedido:

NESTE NATAL E FINAL DE ANO, NÃO ESQUEÇA DO MEU ABRAÇO


Sidnei Oliveira
Consultor, Autor e Palestrante, expert em Conflitos de Gerações, Geração Y, desenvolvimento de Novos Talentos e Redes Sociais, tendo desenvolvido soluções em programas educacionais e comportamentais para mais de 30 mil profissionais em empresas como Vale do Rio Doce, Petrobras, Gerdau, Lojas Renner, TAM, Light, entre outras.
Mais de Sidnei Oliveira AQUI

sábado, 26 de novembro de 2011

POST 1073: GERAÇÃO Y - ATRAIR, ENQUADRAR, RETER ... OU SÓ ENTENDER. Por Sidnei Oliveira

Os jovens definitivamente são o assunto do momento. Eles já foram classificados de tantas formas nos últimos meses, que já não se sabe mais de quem se está falando, até mesmo porque todo mundo, de alguma forma, se sente classificado por estas características.
Quando se fala que a geração Y é multi-tarefa, imediatamente se concluí que todos nós somos também, independente da geração. Quem não atende o celular enquanto dirige ou faz reuniões  respondendo emails. Este é um comportamento decorrente de toda tecnologia criada nos últimos 20 anos. Isso acontece com boa parte das características atribuídas aos jovens,  pois todos nós estamos sujeitos às mesmas influências e queremos dar conta dos tantos interesses que temos em nossa dinâmica de vida atual. Contudo, existem algumas diferenças importantes entre as gerações, principalmente nas atitudes e escolhas.
No mercado de trabalho já existe consenso quanto a um comportamento muito característico da geração Y - a rotatividade nos empregos.
Diversos fatores provocaram o desenvolvimento deste comportamento, desde aumento da expectativa de vida dos profissionais mais antigos, que ocupam por mais tempo seus cargos até a própria hiper-competitividade do mercado, com empresas disputando os melhores talentos para aproveitarem o crescimento econômico.
É importante lembrar que o mundo está bem diferente e muito mais competitivo que no passado. Um jovem de hoje, não consegue nem se qualificar como candidato a uma vaga de emprego de qualidade, se não tiver um curso superior, falar uma língua estrangeira e tiver completo domínio do computador e internet. Isso não era necessário há 20 anos, quando os atuais pais, professores e gestores eram jovens.
Todo este cenário apresenta uma reflexão – para atrair o interesse dos jovens as empresas precisarão inovar e flexibilizar seus modelos de empregos e relacionamentos com empregados. Os jovens também precisarão desenvolver com mais intensidade, algumas competências para serem bem sucedidos em suas escolhas. As principais são:

Paciência
- o jovem  vive em um ritmo intenso e muitas vezes, a ansiedade em se tornar um profissional de sucesso, afeta suas escolhas e seu foco. Isto é mais grave quando ele é impaciente, pois impede que tenha tempo para desenvolver o conhecimento que só pode ser adquirido com a experiência. É importante que o jovem saiba que algumas de suas melhores escolhas são decorrentes da experiência. Isto só se alcança com paciência, pois experiência não pode ser acelerada, precisa ser vivida para ser conquistada.

terça-feira, 15 de novembro de 2011

POST 1034: JOVENS PROFISSIONAIS - COMO MOSTRAR SERIEDADE, APESAR DA POUCA IDADE?


Normalmente, juventude está associada à falta de experiência. Em decorrência disso, profissionais que acabam de entrar no mercado de trabalho enfrentam diversos problemas relacionados à postura profissional. No entanto, apesar da pouca idade, é possível, sim, mostrar seriedade, bastando estar atendo a alguns elementos comportamentais.

Especialistas de carreiras lembram algumas das principais falhas cometidas pelos jovens dentro das organizações, sendo elas, atrasos, faltas sem aviso ou justificativas, falta de comprometimento, problemas de relacionamento, inflexibilidade, entre outras. A lista, no entanto, não para por ai e tais condutas podem custar o emprego do jovem.

A coach de carreira e professora de psicologia organizacional na Veris IBTA, Claudia Carraro, explica que esses comportamentos comprometem muito a imagem do profissional. Logo, se o objetivo for se apresentar como um profissional sério e que pode ser cotado para uma promoção, é preciso ter cuidados nesses pontos.

Mudando de emprego
Outro elemento que é visto de forma negativa é ter curtas experiências profissionais em várias empresas. Do ponto de vista do selecionador, Claudia explica que o objetivo é encontrar um candidato que preencha a vaga em questão e que vá ficar um longo período na empresa. Assim, se constarem no currículo do candidato passagens por várias empresas, mas com períodos inferiores a seis meses, ele poderá ser avaliado como instável.

Claudia ressalta que a troca de emprego deve ser feita com muito critério e não baseada apenas em aumentos salariais, por exemplo. Se o profissional estiver considerando mudar de emprego, pois acredita que terá mais oportunidades na nova posição ou porque o novo cargo está mais coerente com seu plano de carreia, ele tem justificativas plausíveis para a mudança. Caso contrário, é aconselhável permanecer pelo menos um ano no emprego.
Na prática, as empresas querem profissionais em que possam investir. Portanto, o selecionador vai buscar um candidato que passe segurança nesse sentido, ou seja, que esteja interessado em ficar na empresa. De acordo com Claudia, isso fica claro quando os candidatos são questionados, no momento da seleção, sobre por que mudaram de emprego com frequência.
Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

MAPA DOS VISITANTES DO MASTER A PARTIR DE 06.02.2012

free counters

ORIGEM DOS ACESSOS AO MASTER DESDE 01.02.2011

free counters

You can replace this text by going to "Layout" and then "Page Elements" section. Edit " About "

MASTER Copyright © 2011 -- Template created by O Pregador -- Powered by Blogger