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terça-feira, 11 de junho de 2013

POST 1926: EVOLUÇÃO DO LOGOTIPO DA MICROSOFT




terça-feira, 15 de janeiro de 2013

POST 1920: A EVOLUÇÃO DOS CELULARES - SMARTPHONES




POST 1919: O QUE ACONTECE A CADA MINUTO NA INTERNET




POST 1917: O FUTURO DA APPLE COM TIM COOK

Tim Cook completou recentemente um ano no comando da Apple, depois de ter sido o CEO por duas vezes substituindo Steve Jobs, que já apresentava problemas de saúde. No ano passado escrevi um texto sobre a saída de Steve Jobs do cargo de CEO, algo que marcou a indústria da tecnologia como uma verdadeira mudança de era, para mim até mais do que a data da sua morte.

Tim Cook, ex-chefe de operações, assume a Apple após saída de Steve Jobs. (Foto: Divulgação)
Tim Cook, o chefão da Apple. (Foto: Divulgação)


É verdade que Steve Jobs faz muita falta no comando da Apple, mas ele soube escolher muito bem seu substituto. Além dele, há alguns fiéis escudeiros: Phil Schiller do marketing, Scott Forstall do iOS e Jonny Ive, o mago do design, algo como um "herdeiro espiritual" de Steve Jobs na Apple e principal responsável por “carregar a chama” dos novos produtos.

Para gerir a empresa que ele fundou e depois voltou para salvar da falência e do colapso financeiro, o criador do iPad, iPhone, iMac e iPod escolheu Tim Cook, uma pessoa prática e tranquila, credenciais curiosas para o cargo. Como eu previ no texto do ano passado, a Apple passou pelo seu primeiro ano sem seu comandante com enorme sucesso, e inclusive se tornou 75% mais valiosa do que era.

Responsável pela criação das lojas, pela negociação com parceiros chineses e pela logística impecável da Apple, Tim Cook já tinha uma grande participação na transformação da Apple na maior empresa do mundo. O CEO da Apple é completamente diferente de Steve Jobs; ao contrário do antigo patrão, Cook é uma pessoa que está disposta a ir até a fábrica da Foxconn na China para tratar pessoalmente do assunto dos casos de suicídio de funcionários. 


A nova cara da Apple é mais simpática e descontraída, e até mesmo o rígido controle com o qual a empresa cuidava a sete chaves seus maiores segredos parece ter ficado esquecido em algum lugar do passado. E as mudanças não param por aí.
Em uma atitude surpreendente para quem acompanha a história da Apple, Tim Cook chegou até a pedir desculpas aos clientes pelos problemas do Apple Maps uma semana após o lançamento do iOS 6, algo inédito quando nos lembramos do problema de antena do iPhone 4. Naquela ocasião, Steve Jobs demorou quase dois meses para realizar um evento para lidar com o “Antennagate”, e oferecer bumpers de plástico a quem tivesse comprado o smartphone da Apple.

O futuro da Apple depende do sucesso do iPhone 5, e as perspectivas são muito boas. Tim Cook estava muito à vontade no palco no lançamento do iPhone 5. Em um gesto de que não pretende roubar a cena de sua equipe, Tim Cook deixou para Phil Schiller o momento de subir ao palco e apresentar o novo iPhone. Phil não estava tão à vontade, mas compensou isto com bom humor. Os dois sabiam muito bem que o produto que a Apple estava lançando não era uma revolução. Depois que você cria o smartphone mais amado do planeta, fica complicado mudar tudo de uma hora para a outra.

Meu único problema é relativo à falta de avanços do iOS 6, pois em termos de hardware, considero o iPhone 5 praticamente perfeito. Sua tela pode não ter tecnologia super AMOLED ou ter 4,7 polegadas, mas tem o tamanho ideal. Eu confesso que ao usar smartphones Android com telas muito, muito grandes, comecei a achar a tela do iPhone 4S pequena. Ela precisava aumentar, mas não muito. Se aumentar mais, estraga, pelo menos na minha modesta opinião.


iPhone 5 (Foto: Reprodução)iPhone 5, a grande aposta da Apple (Foto: Reprodução)


Assim como seu antecessor, o iPhone 5 é uma obra prima do design e da simplicidade, com a assinatura de Jonny Ive. É fácil reconhecer o toque de Steve Jobs neste produto, assim como os novos modelos do iPad e do novo MacBook Pro com tela retina. Não se espante com isto, pois, segundo relatos, Jobs estaria envolvido em projetos que a Apple ainda vai lançar nos próximos anos como o tão esperado iPad Mini.


O primeiro ano da Apple sem Steve Jobs foi de um enorme sucesso financeiro, as ações da empresa não param de subir e os produtos da empresa nunca foram tão usados quanto agora.

O iPhone 5 é a grande aposta da Apple para as festas de fim de ano, e o lance é bem alto, pois além dele ser o produto mais vendido e mais conhecido da Apple, também tem o potencial de trazer novos usuários para o iOS e também para o OS X, ajudando a vender iPads e Macs. Pelo impressionante sucesso da pré-venda e das vendas nas lojas, o iPhone 5 parece que vai fazer jus a toda esta expectativa.

Steve e Jonny certamente trabalharam juntos neste projeto, um aperfeiçoamento do design original do iPhone 4 e 4S. Quando a Apple diz que ele é o smartphone mais fino do mundo, está falando da espessura integral do aparelho. Modelos da Motorola e outras empresas são ainda mais finos, mas contam com câmeras integradas que aumentam a espessura em um ponto determinado. Eu sempre acho graça deste título de “o mais fino do mundo”, pois é sempre uma honraria com prazo de validade, até sair outro ainda mais fino.

Sem querer entrar nesta polêmica, digo que o novo iPhone tem o mérito de ser simples, e é exatamente isto é o que o diferencia dos demais. Quem fala mal do aparelho agora vai ter que engolir suas palavras, pois ele vai continuar vendendo muito. Este é o grande truque da Apple, como escreve MG Siegler neste brilhante texto, um dos melhores que li neste ano. Na hora que a pessoa chega à loja e pega o aparelho na mão, se convence de que precisa ter aquilo de qualquer forma. Enquanto a Apple continuar lançando produtos como este, o futuro da Apple está garantido, e Tim Cook sabe disto melhor do que ninguém.



FONTE: TECHTUDO

POST 1914: VAMOS FALAR DE TEKPIX???




POST 1910: A EVOLUÇÃO DOS LOGOTIPOS DA MICROSOFT





quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

POST 1893: 10 TENDÊNCIAS DE CONSUMO PARA 2013

 

trendwatching,tendências,consumo,comportamento do consumidorA TrendWatching apresentou ontem, dia 28, uma pesquisa apontando as 10 principais tendências de consumo para 2013. Com impacto direto da evolução tecnológica, os movimentos indicam para uma participação cada vez maior dos consumidores na construção das marcas.
 
Entre os temas listados pela consultoria estão o crescimento expressivo nas políticas de crowdfunding, com os clientes dando suporte financeiro para novos produtos e serviços, a presença das plataformas mobile em todos os momentos do consumo, a maior pressão para que as organizações sejam socialmente responsáveis, além de um retorno à valorização de elementos e símbolos culturais locais, em resposta a políticas de Marketing globais.
 
Outro fator apontado como tendência é a cobrança por transparência das marcas. De acordo com a TrendWatching, as empresas serão forçadas a mostrar que não têm nada a esconder. Mas elas também cobrarão uma postura responsável por parte dos consumidores. “Espere observar uma mudança ousada na relação entre marcas responsáveis e ambiciosas e seus clientes em 2013. Marcas conectadas que já embarcaram na busca por um futuro mais sustentável e socialmente responsável irão exigir que seus consumidores também contribuam, ganhando assim o respeito até dos mais exigentes”, diz um dos trechos do relatório apresentado.


 O estudo indica ainda que o consumidor terá capacidade para filtrar as informações que recebe pelos canais digitais. Os compradores esperam ter maior controle e fazer o melhor uso possível dos seus próprios dados, procurando marcas que utilizem esta informação proativamente. Conheça a seguir cada uma das tendências apontadas pela TrendWatching.


1 – Presumer e custowners
A primeira tendência da TrendWatching para 2013 está na participação cada vez mais expressiva das ações de crowdfunding. "Os consumidores vão abraçar ainda mais formas de participar do financiamento e (pré) lançamento de novos produtos e marcas", diz o relatório. Um exemplo é a ZaoZao, marca de Hong Kong voltada para amantes da moda. Ela pré-lança seus produtos, angariando fundos para iniciar a produção.


2 – Emerging
Com a força dos mercados emergentes e a situação delicada vivida pela economia européia, empresas de países como Brasil, China e Índia começarão a desenhar estratégias de Marketing com foco em outros mercados emergentes, como Turquia ou África do Sul. E o caminho inverso também é verdadeiro. A brasileira Amazonas Sandals anunciou planos para abrir uma loja na China no início de 2013. A marca usa matéria-prima bruta de árvores seringueiras do Brasil e a borracha de suas sandálias são feitas com 80% de material reciclado.


3 – Mobile Moments
As pessoas passarão cada vez mais tempo conectadas via dispositivos mobile. De acordo com a TrendWatching, os consumidores usarão os seus smartphones e aparelhos celulares em todos os momentos. Para aproveitar esta tendência, as empresas devem apostar em produtos, serviços e experiências que permitam aos consumidores amantes da mobilidade a adotarem naturalmente um estilo de vida “multi-hiper-tasking”. Um exemplo é a Jana, plataforma que permite aos usuários de telefones celulares em países em desenvolvimento participarem de pesquisas de mercado por meio de SMS em troca de prêmios, como minutos para ligação. Como resultado de sua parceria com operadoras de telefonia celular, o serviço atende quase 3,5 bilhões de pessoas em mais de 100 países.


trendwatching,tendências,consumo,comportamento do consumidor4 – New Life Inside
O consumidor será cada vez mais exigente em relação a produtos e serviços sustentáveis, indo além do conceito de reciclagem. A ideia é que as empresas criem itens que possam ser adaptados e reutilizados em outros momentos e com novas funções. Por isso o nome New Life Inside, pois os produtos, além de sua função principal, ganharão uma nova “vida” com outra função, evitando o descarte. Um exemplo de produto encaixado nesta tendência é o Sprout, lápis que depois de utilizado pode ser “plantado” no jardim. Ele vem com uma cápsula de semente no seu interior, dissolvida quando em contato com a água.


5 – Appscriptions
O exercício da medicina estará cada vez mais ligado às tecnologias digitais. Aplicativos para smartphones e tablets substituirão exames, avaliarão as condições do paciente e serão capazes de monitorá-los a distância. Segundo a TrendWatching, os aplicativos médicos serão parte do receiturário do profissional de saúde, assim como os remédios. Em junho de 2012, o fundo do governo australiano “National Prescribing Service” lançou o Antibiotics Reminder. O aplicativo gratuito permite que pacientes criem alertas para lembrá-los de tomar a sua medicação, rastrear quando foi tomada e manter um diário de monitoramento.


6 – Celebration Nation
Os produtos e serviços globais dividirão espaço para marcas que tragam no seu DNA elementos com simbolos e culturas regionais. O relatório de tendências aponta que os mercados emergentes exportarão mais produtos que representam seus valores históricos e culturais. Um exemplo é a NE-TIGER, considerada primeira grife de luxo chinesa, que é conhecida pelos seus designs étnicos inspirados em uma mistura Oriente/Ocidente.


7 – Data Myning
Os dados disponibilizados na web não serão estratégicos apenas para as marcas. Os consumidores também farão o caminho inverso, obtendo maior controle e fazendo melhor uso dos seus próprios dados. Este indivíduo dará preferência por marcas que usem esta informação proativamente para oferecer benefícios reais para o seu estilo de vida ou economia de dinheiro. Um exemplo é o Movenbank, plataforma criada em outubro deste ano com o objetivo de oferecer serviços financeiros que ajudem seus usuários a melhorar a sua relação com suas economias e os recompense sempre que for o caso. O serviço é baseado em um sistema de pontuação.


8 – Again Made Here
Em 2013 haverá um ressurgimento da produção local em diversos países. No mês de outubro, a plataforma líder de impressoras 3D Shapeways abriu a sua primeira Fábrica do Futuro na cidade de Long Island, em Nova York. A fábrica terá capacidade para produzir de três a cinco milhões de objetos anualmente.


9 – Full Frontal
As marcas não podem ter nada a esconder. Segundo a TrendWatching, empresas de todos os setores serão cada vez mais pressionadas a mostrar de forma proativa que estão dentro das normas legais e éticas. Um dos casos mais emblemáticos para ilustrar esta tendência é que o McDonald’s começou a divulgar informações calóricas de seus lanches nos menus dos seus restaurantes e nas janelas dos drive-thru no Brasil e nos EUA . Ao mesmo tempo, a marca deu início à campanha “Favoritos abaixo de 400 calorias” para promover lanches leves como o sanduíche McFish e o EggMcMuffin.


10 – Demanding Brands
A última das 10 tendências elencadas pela consultoria pode ser considerada como uma evolução do conceito de servile brands (marcas servis). O relatório da TrendWatching afirma que as companhias adotarão também um caminho inverso, exigindo que os seus consumidores contribuam com projetos e ações ligadas à sustentabilidade. O Vitória Futebol Clube usou deste recurso para promover a sua campanha de doação de sangue. Em julho deste ano, quando apresentou os novos uniformes dos jogadores, o clube surpreendeu a mídia: apesar de suas cores serem preto e vermelho, as camisas estavam com listras pretas e brancas. Fãs de todo o país foram encorajados a doar sangue para que a cor vermelha voltasse aos uniformes, o que aconteceu progressivamente durante o campeonato.
 
 
 
FONTE: MUNDO DO MARKETING

quarta-feira, 17 de outubro de 2012

POST 1824: INFOGRÁFICO: UM ANOS SEM JOBS

 

terça-feira, 16 de outubro de 2012

POST 1821: DESIGN CRIA BOX QUE PERMITE USUÁRIO NAVEGAR NA INTERNET DURANTE BANHO

 
 
 
 
Desenvolvido pelo designer Fei Chung Billy Ho, o La Terme é um conceito de box e chuveiro que permite aos seus usuários navegar na internet enquanto se banham. O cubículo, feito com painéis de aço inoxidável, projetam as telas do seu gadget em paredes sensíveis ao toque, permitindo que os banhistas façam ligações, escutem música ou até mesmo naveguem normalmente pelos sites de seu interesse.
 
 
 
O box tecnológico também inclui uma base de madeira capaz de eliminar bactérias e fungos.
 
 
 
Ho é finalista do Reece Bathroom Innovation Award pelo design inovador. O La Terme não está disponível no mercado.
 
 
 
FONTE: PEGN

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

POST 1797: O FUTURO É MÓVEL: COMO AS MÍDIAS PORTÁTEIS ESTÃO TRANSFORMANDO O MUNDO?

Em entrevista ao Administradores.com, Tomi Ahonen – um dos maiores especialistas do mundo em mídias móveis – diz que a popularização dos aparelhos de comunicação móveis fortalece a democracia e cria novas oportunidades de negócio.
 
Hoje um indivíduo com um smartphone na mão pode ter mais poder do que tinha o governo dos EUA com todos os seus computadores nos anos 1950. A afirmação é auspiciosa, mas seu autor a defende com bastante convicção e apresenta fortes argumentos para isso.
Em entrevista ao Administradores.com, Tomi Ahonen – ex-diretor do Departamento de Consultoria Global de Negócios 3G da Nokia e um dos maiores especialistas em mídias móveis do mundo – afirma que a popularização dos aparelhos de comunicação móveis fortalece a democracia, dando como exemplo as revoluções no Oriente e a implementação de serviços cidadãos através de celulares em países de tradição democrática consolidada.
Além disso, ele destaca que a explosão da comunicação móvel cria novas oportunidades de negócio, e garante que o futuro está nesse segmento.

Você diz que o futuro é mobile. Por quê?

Boa pergunta. No começo, a indústria da comunicação e a mídia eram eletrônicas. Agora, são digitais. Nesse processo, se tornaram multimídia e agora estão se tornando interativas. E mobilidade é isso. A televisão é eletrônica, sim. Ela é multimídia, sim. Mas não é tão boa em interatividade. Já a Internet é ótima nisso, mas ainda não está em todo lugar com os dispositivos tradicionais. Mobilidade é, então, a transformação que vem acontecendo. Cada vez mais é por meio dos aparelhos móveis que fazemos nossa primeira comunicação. Se fazemos algo interessante, na hora tiramos fotos. Pelo celular, usamos a internet para carregar jogos ou ler alguma notícia. Nós podemos fazer isso com diferentes dispositivos, podemos ligar o rádio, pegar o vídeo game, tanto faz. Mas o celular é o dispositivo de comunicação que não largamos. Gostamos de enviar mensagens. Então, quando o dispositivo que usamos para isso ganha uma câmera, a partir de então, essa será nossa câmera preferida. Se ganha uma tela, essa se torna nossa tela preferida. Se ganha funções de interatividade, a partir desse momento, se torna nosso principal dispositivo de comunicação multimídia.
Tomi Ahonen, um dos maiores especialistas em mídias móveis do mundo (Foto: Simão Mairins/Administradores.com)

Você diz que hoje nós temos mais poder com um celular na mão do que os Estados Unidos tinham com imensos computadores, há 50 anos. O que esse poder significa?

Esse é um ótimo ponto. Se olharmos para o cálculo tradicional do poder da computação, o foco está no poder de processamento, quantos milhões, bilhões de contas ele pode fazer. Então, desde cedo, os computadores foram capazes de realizar muitos cálculos por segundo. E hoje nós temos esses milhares de cálculos em um pequeno celular. Nós temos a mesma memória que um computador cujo uso dependia de um centro bem equipado com ar condicionado, onde eles recebiam uma placa refrigerada, cheia de memória, que era destinada apenas para ler e calcular, ler e calcular. Então, se você medir o poder do computador, você será confrontado por um Iphone que é mais poderoso que qualquer computador do planeta, há 20 ou 40 anos, e ainda pode ser levado a qualquer lugar.

E para os negócios, o que esses avanços tecnológicos significam?

Se você pensar sobre os primeiros computadores, vai ver que eles foram inventados para a ciência espacial, energia e bombas nucleares. Eles foram usados para espionagem. Hoje, os computadores mais poderosos do mundo estão com as equipes de Fórmula 1, e são eles que fazem o design dos carros de corrida. Nós estamos usando celulares para nos habilitarmos e computadores para criar filmes como Avatar. Computadores já foram "coisa séria", exclusividade de militares, segurança nacional, você sabe, emergências. A nossa geração substitui esse uso pelo entretenimento. Fazer filmes, propagandas e até as músicas soarem melhor. Se você pensar nos telefones celulares, nós sabemos que eles podem fazer filmes em três dimensões, assim como Avatar. Nós podemos ter filmes curtos e torná-los magníficos no nosso bolso. Então, nós estamos usando o poder da computação para nos entreter. Nós não precisamos calcular.

Você acredita que milhões de pessoas, cada uma com um smartphone na mão, são mais fortes que um governo em posse de um super computador?

Sim, e eu acredito que temos o exemplo perfeito. Observe a Primavera Árabe. Telefones celulares não criaram o movimento, assim como não criaram a revolução Occupy Wall Street. Revoluções são com a Francesa, a Comunista, a Russa. Revoluções sempre existiram. Mas o celular permite às pessoas dizerem "a polícia está chegando", "vamos nos encontrar nas ruas" ou "agora vamos ao banco". Permite que as pessoas se comuniquem instantaneamente. Aparelhos telefônicos simples, no nosso bolso, já estão preparados para o caso de um policial bater em um jornalista. Alguém poderá fotografar ou filmar rapidamente e isto chegará ao presidente com a frase "veja o que os policiais estão fazendo". Telefones celulares estão viabilizando uma nova democracia, mais realista, humana, onde todos de fato se envolvem. A existência desses aparelhos permite o acesso à democracia pelas pessoas. Elas podem controlar a hostilidade do governo com a população.

O mercado e as empresas precisam se preparar para lidar com esse tipo de democracia?

Eu acredito que isso mostra a maturidade do governo e da democracia. Por exemplo: para alguns países, a democracia é algo novo e o governo está com medo, São lugares como a China, Coréia do Norte, Irã, entre outros. O governo tenta sufocar a comunicação entre as pessoas, mas se por acaso você for à Coréia do Sul você conhecerá o sistema de comunicação que liga o governo e a população. Lá se você cair em um buraco na rua é possível ligar diretamente para o órgão responsável e exigir que seja feita uma manutenção. Imagine você em São Paulo, na mesma situação, mandando mensagem para o responsável pela rua e recebendo dele uma resposta imediata, já que é digital e você tem uma gravação da reclamação da pessoa. O problema seria resolvido e você receberia uma mensagem de volta com os agradecimentos. Se os governos assumirem uma postura positiva em relação às novas tecnologias, eles estarão aproveitando uma grande oportunidade.

O que falta para as regiões menos desenvolvidas chegarem a esse nível mencionado, em que as mídias digitais são úteis. Como podemos chegar lá e por que ainda não chegamos?

É fácil olhar para a Apple, seus computadores, iPads, iPhones e pensar: esse é o futuro. Não é. Para a maioria das pessoas, principalmente nos países emergentes onde o maior dispositivo digital é o celular, e não é um iPhone ou Blackberry, é apenas um Nokia simples e barato, ou Motorola, LG. Nós precisamos construir algo, principalmente serviços governamentais, que funcionem através de SMS. Exceto para documentos importantes, como um passaporte, tudo seria feito por mensagem, consultar impostos, relatar um problema, puxar seu histórico. Cingapura foi pioneira nisto, e a Índia seguiu o exemplo. É um serviço chamado "e-govermment", que pode ser acessado pelo celular ou computador. Lembre-se de que só 5% da população possui um computador, mas todo mundo tem um celular para mandar mensagens e receber respostas imediatas. Se em Cingapura temos esse sistema, é possível aplicá-lo no Brasil.

Você diz que o celular é uma mídia de massas, mas tem propriedades particulares. O que significa ter uma mídia massificada, porém personalizada?

O conteúdo de uma mídia de massas alcança milhares de pessoas, mas não é personalizado. Por exemplo, enquanto você recebe milhares de notícias sobre esportes no Brasil, eu posso programar para receber notícias apenas sobre Fórmula 1. Eu não me interesso por futebol, mas quem é fã pode receber notícias sobre esse jogo e qualquer outro que lhe interesse. Isso é pessoal. Então nós podemos focar em como adequar esse conteúdo pessoal em uma mídia que tenha audiência das massas. No celular, nós podemos focar no que é relevante para nós. Seu melhor amigo escolherá um conteúdo diferente, assim como sua mãe, pai, filho, cada um selecionará as noticias dentro de um mundo de opções. Um exemplo: no Japão, foi introduzido um serviço de notícias que opera na tela do seu celular. Geralmente, a tela inicial do seu aparelho mostra que horas são. Melhor que o relógio, nós podemos ter a atualização de notícias de uma fonte como a CNN, através de um botão. Quando eles apresentaram esse sistema no Japão, foi um sucesso instantâneo. As pessoas pagavam US$ 2 por mês pelo acesso. Quando eu dizia isso nos jornais, eles diziam "Meu Deus". A reação era a mesma no rádio, na televisão e então eles passaram a reparar nessa nova moda e classificá-la como uma nova mídia de massas.

Você afirma que as empresas encontraram um novo caminho para ganhar dinheiro com celulares. Como isso é viabilizado?

Sim, os celulares são fábricas de dinheiro para a mídia. Eu lhe darei um exemplo que é até meio óbvio. O American Idol (formato original dos programas da linha do "Ídolos"). O que você pagar para votar em seu artista preferido pelo telefone é dividido entre a emissora, a companhia telefônica e os donos do American Idol. Nós podemos fazer isso pela Internet, podemos vender conteúdo e ganhar dinheiro através de mensagens premiadas. Nós podemos fazer isso na Billboard, no impresso, na televisão, cinema, em qualquer lugar. O celular é uma máquina mágica de fazer dinheiro. Nós podemos criar um conteúdo especial, no qual podemos vender pelo celular ou, paralelamente, adicionar novos elementos.

FONTE: Administradores

quarta-feira, 29 de agosto de 2012

POST 1790: O FUTURO CHEGOU E MUITOS NÃO PERCEBERAM

Walter Longo alerta que o futuro é agora e ressalta a importância de as empresas se atentarem à exteligência e ao nexialismo.
 
Enquanto os filmes de ficção científica apregoam maravilhas para o futuro, Walter Longo acredita que estamos deixando-o passar. Em sua participação no Fórum HSM Novas Fronteiras de Gestão, o vice-presidente da Young & Rubicam apresentou uma visão otimista do futuro. Segundo ele, atualmente o mundo está polarizado: de um lado estão os que acreditam que seremos vítimas de crises e problemas ambientais que podem colocar a vida humana em risco; de outro, estão os que acreditam que estamos entrando em uma era de abundância. Isso, é claro, deixa a todos em dúvida.
Além de apostar nos últimos, Longo sugere que os gestores se antecipem, provocando transformações em vez de reagir a elas. “Na aventura humana, sempre procuramos ir além do possível e do permitido, para chegar mais perto de Deus. O mundo digital está nos aproximando do divino ao permitir que qualquer pessoa do planeta tenha acesso a todo tipo de informação”, afirmou.
 
A mudança é tão radical, aposta, “que deveríamos celebrar todas as noites, com fogos”. “A possibilidade de mostrar seu talento na internet é algo revolucionário, permitindo o surgimento de milhares de Einsteins e Mozarts que antes não teriam chance”, festejou, dizendo que isso também vai impactar de forma decisiva a educação, com a oferta cada vez maior de cursos. “Depois que alguém experimenta toda essa informação, o cérebro não volta ao tamanho original”, completou.
 
Para Longo, devemos estimular nossas competências em dois sentidos: a busca externa e a reflexão interna. “Nosso cérebro não deve mais ser usado como um HD, mas como memória RAM, pois todo o capital intelectual humano construído durante milênios está disponível para cada um de nós.” Essa inteligência em rede é chamada de exteligência e, segundo Longo, é o que diferencia os homens dos animais.
Diante de tudo isso, vem a pergunta: estamos aproveitando tudo isso em nosso dia a dia profissional? Ele acredita que muito pouco. Todas as informações sobre clientes e empresas está à nossa disposição, mas muito poucos vendedores, por exemplo, “fazem a lição de casa”.
 
A mudança não é tecnológica, mas humana
O palestrante destacou que o que está mudando é o cérebro humano e que estamos expandindo os limites da imaginação com a mídia digital. Se antes a possibilidade de criar robôs serviria para libertar o homem dos serviços que tem de realizar, como no caso da indústria automobilística, hoje a inteligência artificial serve para receber e processar informações que lhes permitem tomar decisões. É o caso, por exemplo, dos robôs da Amazon, que deslocam o estoque conforme a demanda dos produtos.
O futuro, portanto, já chegou — ou está à nossa porta. É o caso das impressoras 3D, que já geram produtos personalizados e individuais e logo vão usar células como matéria-prima, criando um estoque de reposição de órgãos para transplante.
 
Segundo Longo, agora, a hora é de esquecer tudo que nos ensinaram. “Não dá para acoplar o mundo digital ao nosso conhecimento analógico. Não adianta termos armas digitais, como sites e perfis no Facebook. Vamos ter de criar uma nova alma digital”, alertou, apontando que a primeira medida para isso é sair da zona de conforto. “Ser sustentável é reciclar ideias”, afirmou, apresentando quatro paradigmas que precisam ser mudados:
1. Tamanho não é documento
Já houve um tempo em que ser grande dava segurança e poder. Uma empresa grande tinha mais acesso, mais potencial. Hoje o mercado é o mundo para todas as empresas, independentemente do tamanho. E as pequenas têm mais facilidade de se adaptar. O fundamental, porém, é não perder o foco. “As empresas de sucesso terão a capacidade de aprender, desaprender e reaprender, mas sempre mantendo o foco”, disse.
 
2. O que importa não é o negócio, mas o modelo de negócio
A concorrência deixou de ser entre empresas e passou a ser entre modelos de negócio. Nesse sentido, alguns conceitos são fundamentais: o uso de sistemas colaborativos, que podem ser aplicados a quase tudo e não só à inovação; o uso de sistemas generativos: cada empresa tem de criar sistemas para conectar pessoas e estimulá-las a gerar novos valores, ideias e realizações. Sustentabilidade, acredita ele, é usar o que não está sendo usado, como já descobriram empresas que alugam os carros de um vizinho para outro, ou outras que gerenciam quartos vagos em residências para hospedagem. É o fim da ideia de propriedade, que só é possível com o uso da exteligência.
 
3. O futuro é dos nexialistas
Já fomos generalistas e passamos a ser especialistas. Hoje, temos a necessidade do nexialista, que não é exatamente quem sabe a resposta, mas quem sabe o que e para quem perguntar. Diante da complexidade do mundo, é preciso ter alguém que encontre nexos.
 
4. O ótimo é inimigo do bom?
Para Longo, é uma questão fundamental diante do universo de possibilidades no qual estamos imersos. “Se partirmos do princípio de que tudo pode melhorar, em que momento temos de parar de procurar o ótimo e aceitar o bom? Antes havia todo tempo do mundo, mas hoje os critérios têm de ser reavaliados”, afirmou. “Empresas de sucesso têm uma compreensão do que é suficientemente bom. Fomos educados para tirar 10 e não dar valor para o 9, mas qual a real necessidade de ter o ótimo?” Segundo Longo, as empresas precisam incorporar o conceito de upgrades, assim como as empresas de TI.
 
O papel dos rebeldes
Para concluir, o palestrante afirmou que o bom mocismo está expulsando os rebeldes das empresas. “Toda empresa precisa de rebeldes, de gente que pergunte ‘por que não?’. Uma organização de acomodados quebra em três anos, uma só de rebeldes quebra em três meses. É preciso haver um equilíbrio entre os dois. Infelizmente estamos num mundo em que os acomodados estão se dando muito bem nas empresas.”
Ele acredita que se uma empresa não tem a capacidade de nutrir rebeldes, seu futuro não está assegurado em um mundo em que imaginação não tem limites.
 
RETIRADO DO BLOG DO ALBÍRIO GONÇALVES
FONTE: Portal HSM.

sábado, 18 de agosto de 2012

POST 1783: A RENDIÇÃO AOS APLICATIVOS: A WEB VAI MORRER?

Num mundo que será dominado pela mobilidade e telas pequenas, objetividade, rapidez e utilidade serão as palavras-chave, acredite você ou não que a web está morta.

Afirmar que estamos cada vez mais dependentes de nossos celulares é comprovar o óbvio. Passageiros em ônibus e trens, pessoas andando nas ruas, em corredores de shoppings e infelizmente motoristas em seus veículos, colocando em risco vidas além da própria. Um fato que me tem chamado a atenção é a revolução silenciosa, baseada em teclados QWERTY e principalmente toques em telas sensíveis de smartphones. Tráfego de dados em vez de voz parece ser a tendência - apesar da modalidade pré-paga e das promoções insanas tipo: pague pouco e fale muito, as quais têm colocado o sistema de telefonia celular em xeque.

Para comprovar tal movimento, trago dados da consultoria Strategy Analytics, segundo a qual foram habilitadas mundialmente, no 2° trimestre, 154 milhões de smartphones, ou seja, um aumento de 42,1% comparado com o mesmo trimestre do ano anterior. Não obstante os resultados positivos, há ainda muito espaço para crescimento, considerando a penetração de 37,9% no volume total de celulares. Quanto aos tablets, 25 milhões de unidades foram adicionadas, com crescimento de 66,2%. Em ambos os casos a Apple ainda lidera, porém o crescimento da plataforma aberta Android é algo notável e preocupante para a marca criada por Jobs.

Esta migração dos desktops e notebooks para tablets e smartphones trouxe consigo o conceito de mobilidade, na qual informações e soluções estarão cada vez mais na palma das mãos dos usuários, literalmente. Tal mudança fez com que Chris Anderson, editor-chefe da renomada revista Wired, mencionasse em seu controverso artigo: The web is dead, que o acesso à internet através de navegadores tipo Explorer, Firefox e Chrome será cada vez menor, enquanto crescerá via aplicativos ou Apps.

Apesar das críticas pelo tom alarmista do texto, prestar atenção aos comentários do criador de termos como Cauda Longa e Freemium, duas tendências comprovadas no mundo digital, é no mínimo prudente. Modelos de negócios como Netflix, no qual os grandes hits foram substituídos por milhares de filmes e a rede social de negócios Linkedin, onde uma pequena parte de assinantes paga o custo da maioria, comprova a visão futurista de Anderson.

Um marco que corrobora tal afirmação ocorreu nos Estados Unidos, onde o tempo despendido pelos internautas em aplicativos foi maior que o gasto em browsers, pesquisando a web. Intrigante a princípio, pode ser comprovado por você mesmo caso possua um smartphone ou tablet. Conte quantos Apps baixou em seu aparelho nos últimos tempos. Jogos, compras, previsão de tempo, mapas, filmes, notícias, entretenimento, serviços financeiros, músicas e redes sociais. Duvido muito que não tenha pelo menos dois ou mais dos aplicativos: Angry Birds, Google Maps, Fruit Ninja, Talking Tom Cat, Twitter, Skype, iBooks e Facebook, verdadeiros hits da web. Compare agora com o tempo que passa navegando na web. Goleada para os Apps, os quais tem se tornado motivo de conversa em diversas rodas de amigos e conhecidos.

Empresários têm uma grande chance neste promissor segmento. O site da Apple, por exemplo, conta com mais de 550 mil opções, enquanto o Google Play 450 mil e o Windows Phone Marketplace com 90 mil. Saliento que as oportunidades vão muito além de Apps voltados para pessoas físicas. O filão corporativo é também muito interessante, no qual desenvolvedores criam soluções para empresas aumentarem sua produtividade, reduzirem seus custos e atenderem melhor seus clientes, considerando que grande parte da força de vendas e operações hoje trabalha com dispositivos móveis em seu dia-a-dia, sejam smartphones, tablets, notebooks ou coletores de dados.

As empresas, a possibilidade de se aproximarem de seus consumidores através de aplicativos que facilitem seu dia a dia, promovendo seus produtos ou serviços diretamente ou indiretamente através de assuntos correlacionados. Trânsito, saúde, segurança, receitas, viagens, bem-estar e economia são alguns exemplos. Num mundo que será dominado pela mobilidade e telas pequenas, objetividade, rapidez e utilidade serão as palavras-chave, acredite você ou não que a web está morta.

sexta-feira, 17 de agosto de 2012

POST 1782: NO FUTURO, VOCÊ FARÁ BACKUP DO SEU HD USANDO DNA

Você acha o cartão de memória da sua câmera muito espaçoso? Ele não é nada perto do DNA. Com o acúmulo de dados crescendo rapidamente mais do que em qualquer momento da humanidade no passado, cientistas e engenheiros veem o código genético como um tipo de próxima geração de armazenamento de dados digitais.

Agora, uma equipe de geneticistas de Harvard e Johns Hopkins estão desenvolvendo um novo método de codificação do DNA que torna possível armazenar mais informação digital do que nunca. Falamos com o chefe da pesquisa, Sriram Kosuri, para saber por que o futuro do armazenamento de dados está no código genético e por que o novo esquema de codificação da sua equipe representa um passo tão importante para o aproveitamento do vasto potencial de armazenamento do DNA.

O problema
A humanidade tem um problema com armazenamento. Recentes pesquisas conduzidas pelo IDC Digital Universe sugerem que a perfusão da tecnologia dentro da sociedade desencadeou uma explosão no volume de informação que nós, enquanto espécie, produzimos diariamente. Entre fotos, vídeos, textos, tweets, atualizações no Facebook, solicitações intrusivas do FarmVille, fotos no Instagram e várias outras formas de produção de dados digitais, a informação do mundo dobra a cada dois anos e levanta algumas importantes questões, sendo a maior delas: onde afinal nós guardaremos tudo isso?
“Em 2011 tínhamos 1,8 * 10²¹ bytes de informação guardados e replicados”, explica Sriram Kosuri, geneticista de Harvard e membro da plataforma de biologia sintética do Instituto Wyss, em um email ao io9. “Em 2020 será 50 vezes isso. É um número assustador; e não inclui um conjunto ainda maior de dados que nós desconsiderados (por exemplo, feeds de vídeo).”

Cadeias de DNA.Como Kosuri aponta, nem toda essa informação precisa ser guardada, mas (sendo os pequenos malucos diligentes que somos), uma boa parte dela será guardada em algum lugar para a posteridade; e no ritmo em que estamos gerando informação, precisaremos de novas soluções de armazenamento se quisermos ter alguma esperança de mantê-las à altura da nossa demanda por espaço. “A nossa capacidade de guardar, gerenciar e arquivar informações está constantemente sendo posta à prova já,” repara Kosuri. “O arquivamento também é um grande problema.”

A (teórica) solução: as vantagens do armazenamento no DNA
O armazenamento de arquivos é onde o DNA entra. Como mídia de armazenamento, é difícil competir com os blocos de montar universais da vida. Em um artigo publicado na edição de hoje da Science, Kosuri — em co-autoria com o geneticista Yuan Gao e o pioneiro da biologia sintética George Church — descreve uma nova técnica que usa o DNA para codificar informação digital em quantidades sem precedentes. Veremos o seu método de armazenamento no próximo tópico, mas por ora vejamos alguns números que ajudam a contextualizar o que Kosuri identifica como as duas maiores vantagens do armazenamento no DNA: densidade e estabilidade de informação.
Na máxima teórica, um grama de uma única fita de código genético pode codificar 455 exabytes de informação. Isso é quase meio bilhão de terabytes, ou 4,9 * 10¹¹ GB. (Como ponto de referência, o último iPad chega no máximo a 64 GB de espaço.) As fitas de DNA também se dobram sobre si mesmas, significando que, diferente de outras mídias de armazenamento digital, os dados não precisam ficar restritos a duas dimensões; e ser capaz de armazenar dados em três se traduz em mais espaço livre.

O DNA também é incrivelmente robusto e costuma ser legível mesmo após depois de ser exposto a condições adversas por milhares de anos. Toda vez que os pesquisadores recuperam informação genética de um espécime de mamute, ou sequenciam o genoma de uma múma de 5300 anos, tem-se um atestado da durabilidade do DNA. Apenas tente recuperar arquivos de um CD ou DVD de cinco mil anos. Nem é preciso ir tão longe; tente de um com 20 anos. Grandes são as chances de você não conseguir.

Dito isso, o DNA tem seus contras. “Ele não pode ser reescrito, ele não permite acesso aleatório e tem uma latência bem alta,” explica Kosuri, “então, de verdade, as aplicações são para arquivamento (sem querer minimizar a importância do arquivamento).”

A solução (prática)
Para demonstrar o vasto potencial do armazenamento no DNA, Kosuri e sua equipe usaram apenas 55 mil pedaços de 159-nucleotídeos de uma única fita de código genético para codificar um livro de 5,27 megabits, contendo 53426 palavras, 11 imagens JPEG e um programa JavaScript. Eles então usaram técnicas de sequenciamento de DNA de última geração para lê-lo de volta. (Para aqueles que precisam de um refresco, nucleotídeos são os blocos individuais que, quando colocados juntos, formam as fitas de DNA.)
5,37 megabits provavelmente não o impressiona muito (isso dá cerca de 660 KB de informação, o que você encontraria em um disquete de 3,5″ dos anos 1980), mas é incrível por pelo menos três motivos:
Um: ele esmaga o recorde anterior de armazenamento em DNA, de 7290 bits.
Dois: o novo método de codificação empregado por Kosuri e seus colegas permitiu a eles corrigir problemas de custo e precisão, dois velhos obstáculos técnicos do armazenamento em DNA:
“O principal motivo do por quê isso era difícil no passado é que a real dificuldade para construir uma grande extensão de DNA com a sequência exata, é torná-la barata. Tivemos uma abordagem que nos permitiu usar extensões menores de DNA (basicamente tendo um endereço [19 bits] e bloco de dados [96 bits]), então cada extensão curta pode ser costurada depois usando um sequenciador. Usar extensões curtas nos permitiu alavancar as tecnologias da próxima geração de síntese [para a escrita de dados]… e da próxima geração de sequenciamento [para a leitura de dados] a custos realmente baixos e mais facilidades.”
Três: ele oferece uma prova de conceito convincente de que o DNA pode ser usado para armazenar informação digital em densidades notáveis. “O que nós publicamos em termos de escala é… obviamente pequeno comparado às tecnologias comerciais de agora,” explica Kosuri, mas “usando o nosso método, um petabyte de dados [um petabyte = 1024 terabytes] exigiria cerca de 1,5 mg de DNA.” Como aquela informação genética pode ser empacotada em três dimensões, isso se traduz em um volume de armazenamento de cerca de um milímetro cúbico.

Gráfico logarítimo.O gráfico logarítmico apresentado aqui ilustra como a densidade de armazenamento demonstrada por Kosuri e seu time (rotulado “This Work”) se compara a tecnologias de hoje e de amanhã. Você deveria mesmo olhar o gráfico, mas para resumir: o DNA ganha por muito.
“Por exemplo,” explica Kosuri, “nós somos ~10 ordens de magnitude (100 bilhões de vezes) mais denso que um CD, um milhão de vezes mais denso que as melhores tecnologias de armazenamento e cerca de ~1000 vezes mais denso que [qualquer outra] prova de conceito funcional (por exemplo, átomos posicionados em uma superfície).” Ele diz que o segredo da superioridade do DNA se deve ao fato de que ele pode ser usar em três dimensões; “assim, não há nenhuma superfície que exija uma espessura, o que realmente acaba com a densidade de dados 3D.”

O futuro
O armazenamento em DNA tem suas limitações. Como mencionei acima, ele não pode ser reescrito e não tem acesso aleatório. A sua latência também é alta para que ele se torne prático para qualquer outra coisa além de arquivamento, mas de qualquer forma, já está convencionado que precisamos muito de espaço para arquivar dados. Os outros únicos fatores limitantes, no momento, são as tecnologias de síntese e sequenciamento — e elas não serão problema por muito mais tempo.

De acordo com Kosuri, os custos da síntese e do sequenciamento de DNA têm caído mais rapidamente do que a Lei de Moore. Na seção suplementar do seu paper, Kosuri e seus colegas imaginam quanto um petabyte de informação exigiria, do ponto de vista dos custos de síntese e sequenciamento, e concluem que eles precisaram de cerca de uma queda de 6 ordens de magnitude no sequenciamento e 7~8 em síntese para que uma mídia de armazenamento com aquela capacidade se tornasse viável.
“Para dar perspectiva,” explica Kosuri, “os custos têm caído nos últimos 5~10 anos cerca de 10x e 5x por ano para o sequenciamento e a síntese, respectivamente.” Em outras palavras: esta tecnologia está próxima. Você está pronto para o drive de DNA?

Os resultados da pesquisa foram publicados na última edição da Science.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

POST 1767: O MARKETING ESTÁ MORTO













É preciso repensar o marketing para as novas plataformas”, diz Bill Lee
O marketing tradicional – incluindo os anúncios, relações públicas, branding e comunicação corporativa – está morto. Muitas pessoas que desempenham importantes papéis no marketing tradicional e nas organizações ainda não perceberam que estão trabalhando com um paradigma superado. Mas estão. As evidências são claras.
Primeiramente, os clientes não prestam mais atenção por muito tempo. Muitos estudos confirmam que, durante o “caminho de decisão do comprador”, o marketing tradicional é irrelevante. O consumidor buscado informações sobre o produto por sua própria conta, através da Internet e muitas outras fontes externas à empresa, inclusive com o mais eficiente boca-a-boca e a opinião de outros compradores.


Em segundo lugar, os CEOs perderam toda a sua paciência. Em um estudo devastador feito em 2011 pela empresa londrina Fournaise Marketing Group com 600 CEOs e “tomadores de decisão”, 73% deles disseram que faltam aos CMOs credibilidade nos negócios e habilidade para gerar crescimento suficiente, 72% estão cansados de ouvir pedidos por dinheiro sem explicar como isso gerará expansão nos negócios, e 77% já estão fartos de toda a conversa sobre eqüidade de marca que não pode ser ligada à real eqüidade da empresa ou a qualquer outra medida financeira reconhecida.

Terceiro: nos dias de hoje, com a popularização das mídias sociais, o marketing tradicional não apenas deixou de funcionar. Ele perdeu todo o sentido. Pense nisso: uma organização contrata pessoas – empregados, agentes, consultores, parceiros – que não vem do mundo de seus consumidores, e esperam que eles sejam capazes de persuadir o público a gastar seu dinheiro suado com seus produtos. Quando você tenta estender a lógica do marketing tradicional para o mundo das mídias sociais, isso simplesmente não funciona. Faça uma pesquisa rápida através de uma pergunta no Facebook e logo verá que o marketing tradicional não é efetivo na rede.

De fato, o último exemplo é redundante, já que o marketing tradicional não funciona em lugar nenhum.
Há muita especulação sobre o que irá substituir este modelo – um senso de que nós estamos apenas pegando pequenos vislumbres do futuro do marketing pelas margens. Na verdade, nós já conhecemos detalhadamente este novo modelo. Inclusive, há muitas empresas que já o aplicam. Aqui estão suas principais peças:

Recuperar a comunidade do marketing
Usadas apropriadamente, as mídias sociais aceleram a tendência dos consumidores se sentirem como que comprando nos comércios físicos locais. Geralmente, quando pretende comprar uma televisão nova, uma geladeira, ou qualquer produto, não é costume do consumidor ir direto ao vendedor e pedir para que fale do aparelho, ou entrar no site oficial da empresa. O mais comum é que o consumidor peça a opinião de seus amigos e conhecidos, em especial daqueles que já consumiram do produto.
As companhias deveriam posicionar suas mídias sociais para reproduzir ao máximo este tipo de comunidade de consumidores orientados pela experiência. Ao mesmo tempo, as empresas como o Facebook deveriam se especializar em dar um suporte específico a este tipo de trabalho. Elas podem fazer isso expandindo seu network de compradores, de modo que possam prover informações baseadas em sua própria experiência com um produto ou serviço.
Por exemplo, uma agência nova, a Zuberance, faz este trabalho fácil e divertido para uma firma, em sua rede social, com uma plataforma de escolhas. No momento em que um internauta é identificado como “promotor” ao responder a pesquisa na rede social, ele logo se sente compelido a escrever uma recomendação e compartilhar o teste em todas as suas contas. Uma vez que ele faça isso, a plataforma Zuberance se populariza nos sites designados, e os promotores instantaneamente ficam a par das experiências da empresa, sendo que seus amigos receberão as informações de seus conhecidos, nos quais confiam.

Encontre seus divulgadores
Muitas empresas gastam tempo e recursos buscando divulgadores que tenham expressividade na Web e em suas redes sociais. A melhor maneira de fazer isso é buscando os divulgadores que têm influência sobre os clientes, que lhes dê motivos para falar sobre o produto. Isso requer um novo conceito de valor do consumidor que vai muito além do tradicional valor de tempo disponível baseado somente em suas compras. Há muitas outras formas e medir o valor de um consumidor, além do dinheiro que ele paga a você. Por exemplo: o quão grande e estratégica para seu negócio é a rede de contatos do consumidor? O quão respeitado ele é?
Um dos PMV (Profissional Mais Valioso) da Microsoft é o cliente conhecido como Senhor Excel, devido ao tamanho de sua lista de contatos e seguidores. Em alguns dias, o website dele recebe mais visitas que a página oficial do Microsoft Excel, o que representa uma audiência obviamente valiosa para a Microsoft, que oferece ao Sr. Excel conhecimentos internos e novidades exclusivas de seus programas. Em troca, Sr. Excel fala sobre isso como sempre fez, de forma que ajuda a Microsoft a penetrar neste novo tipo de marketing.

Ajude-os a construir seu capital social
Os praticantes desta nova comunidade orientada de marketing estão repensando a avaliação de valorização de seus clientes através da ótica dos “PMV”, ou “Cliente Divulgador Campeão”, ou “Rockstar”. O marketing tradicional tentava encorajar seus clientes a se tornarem divulgadores com pagamentos em dinheiro e descontos. O novo marketing ajuda seu divulgador a criar um capital social: ajuda-o a aumentar sua lista de contatos, aumenta sua reputação e lhe dá acesso a um novo conhecimento.
A National Instruments usa uma abordagem criativa e especial com seus divulgadores, que são funcionários médios, técnicos de informática de empresas com as quais a NI trabalhou. A empresa se engaja com eles fornecendo pesquisas, cursos e estudos que podem levá-los a cargos de chefia, provando que a NI cria benefícios estratégicos.

Faça com que seu cliente lhe defenda envolvido com a solução que você propôs
Talvez este seja um dos melhores exemplos venha de um mundo sem fins lucrativos. Alguns anos atrás, com o número de adolescentes fumantes crescendo de forma alarmante, o Estado da Flórida buscou uma nova forma para tentar resolver este problema. O que poderia ser mais difícil do que convencer adolescentes fumantes a largar o vício? Utilizando as técnicas de divulgadores de influência, a Flórida resolveu isso. O plano era conseguir alguns adolescentes da comunidade, atletas, líderes de classe, crianças consideradas legais e populares, que não fumassem ou que quisessem abandonar o vício, para que influenciassem os adolescentes fumantes.
Envolvidos nisso, cerca de 600 adolescentes se submeteram a participar do plano e começaram por explicar onde o governo errava. Segundo eles, o problema estava na forma abordada pelas autoridades para tentar fazer os jovens pararem de fumar. Avisos sobre os males do cigarro, as doenças causadas pelo fumo e as advertências alarmantes não impressionavam estes adolescentes fumantes. Assim, os jovens divulgadores influenciadores lhes mostraram sua grande ideia: eles seriam “armados” com documentos que provassem o interesse dos executivos das companhias de tabaco em ter como alvo especificamente os adolescentes, de modo que pudessem substituir os antigos consumidores, que estavam morrendo de câncer de pulmão. Assim, os adolescentes divulgadores formaram um grupo chamado SWAT (Students Working Against Tabaco), que organizava encontros e palestras, vendia camisetas e realizava atividades que levassem sua mensagem às comunidades. O resultado: apesar de um contra-ataque furioso da empresa Big Tobacco, o número de adolescentes fumandes na Flórida caiu pela metade entre 1998 e 2007, de longe o maior sucesso na luta contra o fumo entre jovens em toda a história.

Por outro lado, o que o Estado da Flórida ganhou algo ainda mais importante perante os jovens não-fumantes e os que deixaram de fumar: influência.

Você também pode. O marketing tradicional pode estar morto, mas há novas possibilidades baseadas no marketing orientado comunitário, através das influências que é capaz de gerar perante seus consumidores, o que melhora e muito o seu relacionamento de mercado.

 FONTE: Jornal do Empreendedor, “O Marketing morreu” – Harvard Business Review

sexta-feira, 10 de agosto de 2012

POST 1761: NETWORKING E AS 3 PALAVRAS QUE POTENCIALIZAM SEU SUCESSO

Quanto mais conectado, mais acesso você terá a informação, novidade e oportunidade. Logo, mais chances de fazer negócios e acontecer.

Todo mundo sabe que as relações profissionais são poderosas fontes de indicações e recomendações. E por isso potencializam nosso perfil profissional e a eficácia da nossa competência. Mas, por que isso acontece? Simples. Networking nos expõe a três palavras fundamentais para os negócios: informação, novidade e oportunidade.

Informação é o que todo mundo busca.
É com ela que melhoramos nosso entendimento e conclusão sobre as coisas. Só que é impossível sabermos de tudo ou fazermos tudo, o mesmo acontece com as pessoas que conhecemos. Então qual é o caminho? Estabelecer contatos com pessoas que sabem e sabem fazem. E numa mão dupla, se dispor a informar e distribuir seu saber e seu saber fazer.

Quando você tem um networking de informações você consegue viabilizar mais negócios, parcerias, acordos, realizar projetos e cumprir prazos e objetivos. Porque tem uma rede de pessoas para acionar e levantar informações. E como aprende a trabalhar em rede consegue fazer mais ao mesmo tempo. Rede de informação potencializa sua competência.



Novidade é o que todo mundo precisa.
É o motor dos acontecimentos, são as notícias que precisamos estar a par, para ficar por dentro e conectado com o novo. Qualquer que seja o mercado em que atua, é imprescindível estar ligado às novidades e às informações frescas. O mesmo acontece com seus contatos. Todo mundo precisa estar conectado com o novo e com as fontes de novidades.

Aliás, ser fonte é a maneira mais eficiente de ser e se manter relevante junto aos seus contatos e fazer circular novidades. Até porque novidade tem data de validade. E o interessante é que quanto mais você fazer circular, mais o inverso também acontecerá. As novidades virão até você pelas suas conexões. Rede de novidade potencializa sua relevância.

Oportunidade é o que todo mundo necessita.
É o que gera ação: um negócio fechado, uma venda, uma indicação, um emprego. Oportunidades surgem quando alguém, empresa ou pessoa, tem uma demanda e necessita de uma solução. Mais que uma novidade, essa demanda necessita de uma resposta. É a novidade amarrada a um pedido, a um job, a uma vaga.

Oportunidades surgem no nosso dia-a-dia, porém, a grande maioria não cai como uma luva para nós. Somente uma minoria é para nós. A grande maioria serve quem nós conhecemos. São demandas para a nossa rede de contatos, que como é plural, diversificada e ampla encontram sempre alguém ou algo que pode se beneficiar. O mesmo acontece com quem conhecemos. Estar mais conectado faz com que mais oportunidades de outros cheguem até você. Rede de oportunidade potencializa sua importância.

Quanto mais exposto e conectado melhores serão as chances de você e sua rede compartilharem mais essas três palavras fundamentais. O mundo é muito complexo e competitivo para conseguir vencer sozinho. Networking é importante, porque aumenta suas chances e potencializa seu sucesso. Pare de agir sozinho e vença trabalhando em rede.


Por Marcelo Miyashita.
Consultor líder e palestrante da MIYASHITA CONSULTING. É professor de marketing em cursos de MBA e pós-graduação. Atualmente leciona na Fundação Instituto de Administração FIA, Faculdade Cásper Líbero, Fundação Getúlio Vargas FGV-EAESP GVpec e Madia Marketing School. Foi colunista do Comercial & Cia, na rádio BandNews FM.

FONTE: Administradores

quarta-feira, 25 de julho de 2012

POST 1739: CONHEÇA O C-1: UM CARRO-MOTOCICLETA COM DESIGN FUTURISTA QUE SERÁ LANÇADO EM 2014

O C-1 une praticidade e segurança em um só veículo (Fonte da imagem: Reprodução/Design Boom)
Protótipo teria grande estabilidade mesmo em caso de batidas.

A Lit Motors apresentou o protótipo de um veículo urbano elétrico denominado C-1, que combina a eficiência do tamanho de uma moto com a segurança e o conforto de um carro.

Segundo noticiado pelo site Design Boom, o veículo também possui o apelido de “o smartphone andante” — especialmente pela grande conectividade que ele tem com dispositivos móveis.

Estabilidade em colisões
Um dos destaques deste veículo está na estabilidade apresentada no caso de colisões. Por possuir duas rodas, facilmente poderíamos associar uma “falta” de equilíbrio para o C-1 caso um carro atingisse sua lateral, por exemplo. No entanto, ele usa giroscópios controlados eletronicamente ficar na posição vertical, em variadas circunstâncias. O vídeo de apresentação abaixo apresenta estas e outras situações que podem ocorrer com o veículo.


A carga da bateria do C-1 fica completa de quatro a seis horas, e o carro pode atingir 193 km/h. Com capacidade para dois passageiros, o veículo tem a previsão de ser produzido em 2014, chegando ao mercado com preços que iriam variar entre 12 mil e 16 mil dólares.
FONTE: Tecmundo






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