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quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

POST 1895: Los 10 mandamientos del branding de marcas en Twitter

Vivimos momentos apasionantes, de eso no hay ninguna duda. Nunca antes en la historia de la humanidad había sido más sencillo enseñarle al mundo quienes éramos, qué sabíamos hacer, cuáles eran nuestros talentos y nuestros logros. No, nunca antas había sido tan fácil construir una marca personal conocida a nivel mundial.

 

Y sí, seguro muchos estarás pensando que nunca fue tan fácil pero las marcas fracasan una y otra vez enfrentadas al obstáculo de la atención al cliente defectuosa y así es, la atención al cliente sigue siendo el gran desafío para las marcas, sepamos qué hacer y qué no hacer en la construcción de nuestra marca.

Primarás al contenido sobre todas las cosas. Generar contenido de calidad y encontrar el enganche con nuestros seguidores a través del uso de los 140 caracteres de impacto de Twitter, es el mandamiento número 1 del branding en Twitter. ¡Sin contenido, no hay marca!

Amarás a tus 'followers' como a tí mismo. Es evidente que debemos aprovechar la facilidad para establecer contactos que Twitter nos brinda para contactar con aquellos usuarios que pueden sentir un interés por nuestra marca. Ellos son el mayor tesoro y a los que debemos prestar toda nuestra atención. Muchos seguidores de marcas, lo son por propio interés o por auténtica pasión; Fans incondicionales y clientes evangelistas. Si nos demuestran su devoción, demostremos que podemos hacer muchas cosas por ellos.

Atenderás al cliente por encima de todas las cosas. Twitter es una plataforma muy indicada para prestar un servicio de atención al cliente bajo el paraguas de la nueva empresa social. Su naturaleza viral y en tiempo real se traduce en el aumento de la fidelización a largo plazo de los clientes satisfechos, a medida que se reducen los tiempos de respuesta. La interacción generada comporta beneficios tanto para los seguidores como para tu propia marca, lo que además, nos permitirá identificar nuevas oportunidades de crecimiento.

Aprenderás a escuchar de forma activa. No sólo de tweets viven las marcas y no sólo de ofertas se alimenta el consumidor. Si bien es cierto que las bondades que reporta el uso de promociones, descuentos, cupones, sorteos y ofertas en nuestras campañas de marketing ha sido ampliamente demostrado, es a través de la conversión, la participación y la escucha activa donde encontraremos el santo grial para conocer mucho mejor los intereses y preferencias de nuestros seguidores y potenciales clientes.

No abusarás del uso del tweet ni el Re-Tweet. Encontrarse con un aumento de visibilidad es algo que se logra de forma progresiva y mientras caminamos sobre las claves de la consolidación de nuestro branding, no busques mayor visibilidad tweeteando demasiado. Controlar la frecuencia de publicación es importante para evitar sobresaturar el 'Time line' de tus seguidores. El spam social puede generar un gran rechazo generalizado.

No Utilizarás el 'Follow' de forma discriminada; No te lances a seguir gente para que te sigan! Como estrategia de branding es mucho más eficiente identificar el tipo de público al que atraemos y por qué se produce dicha atracción, con ello identificaremos las áreas más débiles de nuestras estrategias pero también, iremos conociendo en profundidad a nuestro Target, algo indispensable llegado el momento de iniciar el proceso de evangelización de nuestros clientes.

Utilizarás el #hasthtag para segmentar tu mensaje. No cabe duda que el #hasthtag ha demostrado su eficiencia, aliado de las búsquedas segmentadas, compañero inseparable de la construcción y gestión de listas de contactos y termómetro indiscutible de las tendencias y estudios de mercado. Utilizar el #hasthtag de forma inteligente también puede ayudarnos a destacar a modo de indicador visual nuestros temas y términos estratégicos y relacionados.

Integrarás siempre los botones sociales. Ninguna estrategia en Twitter tiene éxito alguno si no está sustentada con contenidos de alto impacto. Aprovechar las bondades de incluir el botón de acción social o seguimiento de Twitter en tu sitio Web es uno de los requisitos esenciales para alcanzar un mayor impacto, más visibilidad y más penetración gracias a la interacción de otros usuarios.

Ofrecerás siempre una respuesta rápida y directa. La gran fortaleza de Twitter está en su naturaleza dinámica y en tiempo real. Cuando un potencial cliente nos hace una consulta, sugerencia o reclamación, enviar una respuesta lo antes posible habla de una marca creíble y confiable, lo que aumenta nuestra reputación y nos consolida como marcas influyentes.

No dirás falsos testimonios ni mentirás. La transparencia es sin duda uno de los factores más valorados para generar confianza. Por ello, es importante mantener una comunicación sincera, transparente y abierta, evitando además alimentar o formar parte de polémicas o convertirlas en un problema personal.
 
 
 
FONTE: PUROMARKETING

sábado, 1 de dezembro de 2012

POST 1881: INFOGRÁFICO DAS "COMILANÇAS" DO GOOGLE


 
 
 

POST 1880: 10 MARCAS SÃO DONAS DE 90% DO CONSUMO MUNDIAL




 
Clique para ampliar
 
 
 
 
E aqui embaixo um exemplo de empresa dona de várias marcas:
 
 

domingo, 25 de novembro de 2012

POST 1871: DREAMWORKS ANIMATION – A HISTÓRIA


Um ogro verde com problemas de flatulência. Um trio de pingüins maquiavélicos. Uma girafa hipocondríaca. Um urso panda lutador de Kung-Fu. E alguns outros personagens hilários. Você acreditaria que eles se transformariam em verdadeiros sucessos de bilheterias? A DREAMWORKS acreditou. O estúdio, que tem sonho no nome, está mais concreto e real do que nunca, graças em boa parte a essa turma, e em especial ao personagem SHREK, que pode representar para a DREAMWORKS, o que o ratinho Mickey significou para a construção da marca Disney.
 

A história
No dia 12 de outubro de 1994, Hollywood viu nascer com grande estardalhaço o primeiro estúdio cinematográfico das últimas décadas: DREAMWORKS SKG. A sigla SGK era as iniciais dos sobrenomes de seus três fundadores: Steven Spielberg, o mais bem-sucedido cineasta de todos os tempos; Jeffrey Katzenberg, ex-diretor de produção dos estúdios Disney; e David Geffen, um bem-sucedido produtor musical de bandas como o Guns’n’Roses e Nirvana.
 
O novo estúdio não só financiava, produzia e distribuía os seus próprios filmes, como abrangia ainda outras áreas de entretenimento (televisão, música e multimídia). A empresa foi apontada na época como um “novo tipo” de estúdio, lembrando os velhos tempos da United Artists, que no início do século 20 representou a união de artistas consagrados.


Em 1996, começou a parceria com empresa californiana de computação gráfica PDI (abreviação para Pacific Data Images). Esta parceria resultaria no filme Antz (FormiguinhaZ). O Pacificador (1997), realizado por Mimi Leder, foi o primeiro filme a sair do estúdio, que atingiu o seu primeiro grande momento com o filme de animação “O Príncipe do Egito” (The Prince of Egypt) em 1998. Neste mesmo ano o estúdio ganhou os seus primeiros prêmios da Academia com o filme “O Resgate do Soldado Ryan” (Save Private Ryan), dirigido por Steve Spielberg. Nos anos seguintes eles conquistaram mais estatuetas com os filmes “American Beauty” (1999), “Gladiator” (2000) e “A Beautiful Mind” (2001).
 
 
Nesta época o estúdio começou a perceber que para se tornar rentável teria que dar uma grande guinada em sua história. E isto aconteceu em 2000 quando ocorreu a fusão com a PDI (Pacific Data Images) e a formação da DREAMWORKS ANIMATION SKG, braço do estúdio para produzir filmes de animação gráfica. A resposta não poderia ser melhor: o lançamento de Shrek em 2001. A produção não só conquistou a crítica e o público como satirizou, da primeira à última cena, a Disney. Shrek ainda ganhou o primeiro Oscar de animação, categoria criada em 2002, para coroar a ascensão dos desenhos. Era o começo para se transformar exclusivamente em um estúdio de animação. Depois vieram sucessos como Shrek 2, Madagascar, entre outros.


Em 2002, a tradicional Paramount, parte do conglomerado de comunicação americano Viacom, anunciou a compra dos estúdios DREAMWORKS SKG por US$ 1.6 bilhões. O acordo previa, entre outros pontos, a concessão total do catálogo do estúdio que contava com 56 filmes, entre eles o “Gladiador”, “Beleza Americana”, “Guerra dos mundos”, “Resgate do soldado Ryan” e até o recente “Munique”. No entanto, o negócio não englobava a divisão de animação DREAMWORKS ANIMATION SKG, embora desse à Viacom o direito de distribuir os filmes de animação feitos pelo estúdio. Em 2008, depois de 18 meses de desenvolvimento e investimentos superiores a US$ 30 milhões, a empresa apresentou o ULTIMATE 3D (algo como o “máximo em terceira dimensão”), uma tecnologia concebida para colocar o espectador “dentro” da tela de cinema, aumentando a sensação de realismo e emoção. Monstros Contra Aliens foi o primeiro filme animado a utilizar esta nova tecnologia, em março de 2009.
 

Outro programa desenvolvido dentro dos estúdios foi o Emo (E-motion), rodado em máquinas de última geração, capazes de processar bilhões de dados simultaneamente. No filme “Como treinar o seu dragão”, a ferramenta permitiu aos desenhistas levar às telas personagens ilustrados a níveis sem precedentes de detalhes, da textura das roupas e imperfeições na pele a um único fio de cabelo. O poder deste programa de animação se traduz em números. Para dar vida ao personagem Shrek, em 2001, os designers definiram 500 linhas de movimento para o famoso ogro verde. Já o dragão Toothless tem 2.500. Tudo isso se traduz em tempo diante do computador. Se para concluir Shrek foram passados cinco milhões de horas diante do computador, em “Como treinar seu Dragão” o tempo consumido chegou a 50 milhões de horas, em cinco anos de trabalho. Ao todo, 100 terabytes em dados, o equivalente à capacidade de armazenamento de 20 mil DVDs.


Recentemente a DREAMWORKS formou uma aliança com a Tatweer, empresa pertencente à Dubai Holding, para desenvolver uma carteira diversificada de projetos de turismo e lazer na Dubailand, o destino de turismo, lazer e entretenimento mais ambicioso do mundo. Um destaque da aliança será a criação em Dubai do primeiro parque temático com a marca DREAMWORKS. O empreendimento dará vida aos personagens muito queridos dos filmes do estúdio de animação, incluindo Shrek, Kung Fu Panda e a turma de Madagascar, para criar aventuras e atrações imperdíveis. A parceria também irá desenvolver novos conceitos, inclusive restaurantes, hotéis e lojas de varejo com o tema DREAMWORKS ANIMATION na região, oferecendo experiências exclusivas através da utilização de mídias inovadoras e histórias criativas.

A DREAMWORKS ANIMATION já divulgou seus próximos projetos: Gato de botas (2011), a trama, que antecede o primeiro filme de Shrek, mostrará o felino em um plano de assalto ao lado de Humpty Dumpty e Kitty para roubar a famosa gansa das fábulas que bota ovos de ouro; Madagascar 3 (2012), onde a divertida turma vai para a Europa com um disfarce perfeito: um circo viajante; Rise of the Guardians (2012), uma comédia pré-histórica que mostra os embates entre um patriarca tradicional contra um forasteiro que pensa (relativamente) à frente de seu tempo; Turbo (2013), que conta a história de um caracol de jardim que sonha em ser o mais rápido do mundo; Me and My Shadow (2013), onde uma sombra frustrada que anseia por uma vida dinâmica não consegue se separar de Stanley Grubb, o sujeito mais tedioso do mundo; Mr. Peabody & Sherman (2014), que seguirá as mesmas linhas do desenho que o originou, em que Mr. Peabody, o cão mais inteligente do mundo, leva seu garoto de estimação, Sherman, para arrumar as mudanças temporais que estão sendo causadas por alguém que roubou a máquina do tempo do estranho time; e Como Treinar Seu Dragão 2 (2014), uma seqüência do primeiro filme.


Os sucessos animados

1998
● Lançamento no dia 2 de outubro do filme animado ANTZ (FormihuinhaZ) em parceria com a empresa de computação gráfica Pacific Data Images (PDI), com dublagem de Woody Allen (na voz do personagem Z4195), Sylvester Stallone (na voz do personagem Weaver) e Sharon Stone (na voz da personagem Princess Bala). O filme conta a história da formiguinha Z, um operário que sonha roubar o coração da princesa Bala. Para isso, convence seu amigo soldado a trocar de lugar com ele, o que faz com que ele tenha que enfrentar o impiedoso General Mandíbula, que planeja uma grande ofensiva contra o formigueiro. A arrecadação total do filme girou em torno de US$ 171.7 milhões.
 
 
2000
● Lançamento em 23 de junho do filme CHICKEN RUN (A Fuga das Galinhas), primeira animação da parceria com a produtora inglesa Aardman Animations. O filme se passa na década de 50, em uma fazenda em Yorkshire, onde a galinha Ginger busca incessantemente um meio de conseguir escapar do fim trágico que seus donos reservaram para ela e seus semelhantes. Após várias tentativas frustradas aparece na granja o galo Rocky, com uma ambiciosa promessa: ensinar como voar às galinhas. Mas o tempo de Ginger e Rocky é curto: os Tweedy, donos da fazenda, compraram uma máquina que faz tortas de galinha, que em breve entrará em operação e irá dizimar toda a população do local. O vídeo do filme esteve entre os 10 mais vendidos nos Estados Unidos. O filme faturou US$ 224.8 milhões no mundo inteiro.
 
 
 
2001
● Lançamento em 18 de maio do filme SHREK com um elenco estrelado de dublagem composto por Mike Myers (Shrek), Eddie Murphy (Donkey), Cameron Diaz (Fiona) e John Lithgow (Lord Farquaad). A história do filme começa em um pântano distante onde vive Shrek, um ogro solitário, que vê, sem mais nem menos, sua vida ser invadida por uma série de personagens de contos de fada, como três ratos cegos, um grande e malvado lobo e ainda três porcos que não têm um lugar para morar. Todos eles foram expulsos de seus lares pelo maligno Lorde Farquaad. Determinado a recuperar a tranqüilidade de antes, Shrek resolve encontrar Farquaad e com ele faz um acordo: todos os personagens poderão retornar aos seus lares se ele e seu amigo Burro resgatarem uma bela princesa, que é prisioneira de um dragão. Porém, quando Shrek e o Burro enfim conseguem resgatar a princesa logo descobrem que seus problemas estão apenas começando. O filme, do carismático ogro verde, conquistou um Oscar em 2002 e arrecadou impressionantes US$ 484.4 milhões (já que foram gastos para sua produção apenas US$ 60 milhões). O DVD do filme foi um dos mais vendidos da história, superando a marca de 50 milhões de unidades.
 
 
 
2004
● Lançamento de SHREK 2, seqüência do filme de animação gráfica Shrek, que estreou nos Estados Unidos no dia 19 de maio, arrecadando US$ 11.7 milhões em seu primeiro dia de exibição. O filme arrecadou um total de US$ 919.8 milhões (custou US$ 150 milhões), tornando-se um dos filmes animados de maior arrecadação na história e o terceiro filme mais assistido nos cinemas em todos os tempos, perdendo apenas Titanic e Star Wars. Outro recorde alcançado pelo filme veio da venda de DVDs, onde em apenas 1 mês foram comercializadas 30 milhões de unidades.


● Lançamento do filme SHARK TALE (O Espanta Tubarões), no dia 1º de outubro, estrelando, na versão americana, as vozes de Will Smith, Angelina Jolie, Renée Zellweger e Robert De Niro. O filme conta a história de Oscar (voz de Will Smith), um pequeno peixe que tem sonhos grandes e que se torna um herói involuntário após pregar uma grande mentira. Depois de ser perseguido pelo filho do tubarão-chefe, Oscar presencia sua morte. Querendo bancar o herói, ele assume a autoria do assassinato e, com isso, se torna uma grande celebridade no mundo aquático. Porém a situação se complica quando ele é designado para repetir a façanha, eliminando outros tubarões. Foi a primeira vez que um estúdio de animação lançou dois filmes em um mesmo ano. A arrecadação total do filme girou em torno de US$ 367.2 milhões.


2005
● Lançamento do filme MADAGASCAR, dirigido por Eric Darnell e Tom McGrath, em parceria com o estúdio PDI, que estreou em 27 de maio arrecadando US$ 47 milhões em sua primeira semana. A história se passa no zoológico do Central Park, em Nova York, onde o leão Alex (voz de Ben Stiller) é a grande atração. Ele e seus melhores amigos, a zebra Marty (voz de Chris Rock), a girafa Melman (voz de David Schwimmer) e a hipopótamo Gloria (voz de Jada Pinkett Smith), sempre passaram a vida em cativeiro e desconhecem o que é morar na selva. Curioso em saber o que há por trás dos muros do zoológico, Marty decide fugir para explorar o mundo. Ao perceberem a fuga do amigo, Alex, Gloria e Melman decidem partir à sua procura. O trio encontra Marty na estação Grand Central do metrô, mas antes que consigam voltar para casa são atingidos por dardos tranqüilizantes e capturados. Eles são embarcados em um navio rumo à África, onde serão colocados em liberdade por um grupo de humanos que quer tirar os animais da vida estressante em cativeiro. Após um grupo de pingüins, que também está no navio, sabotá-lo, o grupo vai parar na ilha de Madagascar, onde precisa encontrar meios de sobrevivência em uma selva verdadeira. O DVD do filme esteve entre os cinco mais vendidos do ano. A arrecadação total do filme girou em torno de US$ 532.6 milhões.


● Lançamento no dia 7 de outubro do filme WALLACE & GROMIT: THE CURSE OF THE WERE-RABBIT (Wallace & Gromit: A Batalha dos Vegetais), segundo filme animado utilizando a técnica de Stop-Motion em parceria com a produtora inglesa Aardman Animations. O filme ganhou um Oscar de Melhor Filme de Animação. O filme faturou US$ 192.6 milhões.


2006
● Lançamento do filme OVER THE HEDGE (Os Sem-Floresta), baseado na tira em quadrinhos homônima, criada por Michael Fry e T. Lewis, que estreou nos Estados Unidos no dia 19 de maio. No filme, animais que antes viviam na paz da floresta, se vêem cercados por um condomínio construído enquanto hibernavam. Logo os bichinhos aprendem que viver perto de humanos pode garantir uma vida farta de comilança. Grandes nomes do cinema e da televisão americana , como Bruce Willis (o manipulador guaxinim R.J.), Nick Nolte, Steve Carell, Garry Shandling (a tartaruga Verne), Thomas Haden Church e Wanda Sykes emprestaram suas vozes para os personagens do filme. O filme arrecadou mais de US$ 336 milhões.


● Lançamento do filme FLUSHED AWAY (Por água abaixo) no dia 3 de novembro em parceria com a Aardman Animations e dirigido por David Bowers e Sam Fell. Foi o primeiro filme de animação com equipe de criação mista, metade de americanos ligados à DREAMWORKS e metade de ingleses ligados à Aardman. O enredo se passa nas ruas londrinas e abaixo delas. Roddy (voz de Hugh Jackman) é um rato da alta sociedade de Kensington, que acaba sendo jogado pela descarga abaixo. Lá ele encontra Rita (voz de Kate Winslet), uma coletora de lixo bastante empreendedora, que trabalha pelos esgotos usando um barco de nome Jammy Dodger. O casal vai navegando pelos caminhos turbulentos da cidade, perigosos para qualquer rato ou camundongo, com corredeiras, cachoeiras traiçoeiras e o pior: o vilão Toad e seus asseclas Spike e Whitey. Embora esteja totalmente afastado de seu mundo privilegiado, Roddy se acha um herói um pouquinho diferente ao saber que Ratópolis está em encrencas por causa do mundo de cima. O título em espanhol filme é Lo que el agua se llevó, um trocadilho de “Lo que el viento se llevó”, uma versão espanhola do famoso filme “E o vento levou”. O mau resultado na bilheteria do filme, que arrecadou apenas US$ 178.1 milhões, pôs fim à parceria de seis anos com a produtora inglesa.



2007
● Lançamento do filme SHREK 3 (Shrek Terceiro) no dia 18 de maio nos Estados Unidos. O ogro mais famoso das animações agora era pai de trigêmeos de sua amada Princesa Fiona nesta nova aventura. Algumas curiosidades do filme: Foram criados 82 ambientes diferentes para Shrek Terceiro, sendo que 15 deles foram reaproveitados de filmes anteriores; ao todo são vistos 23 personagens de contos de fadas/fantasia como o Gato de Botas, três porquinhos, lobo mau, Homem-Biscoito, Pinóquio, três ratinhos cegos, Cinderela, Branca de Neve, Bela Adormecida, Rapunzel, Chapeuzinho Vermelho, Príncipe Encantado, Capitão Gancho, Cavaleiro Sem Cabeça, Rumplestiltskin, Ciclope, as irmãs feias e a rainha má; foram desenhados cerca de 4.500 trajes (apenas 2.500 permaneceram na versão final do filme) diferentes para as cenas de multidão de Shrek Terceiro. O filme, que custou US$ 160 milhões, faturou US$ 122 milhões somente no fim de semana de estréia e sua arrecadação total fechou em US$ 798.9 milhões.


● Lançamento do filme BEE MOVIE no dia 2 de novembro nos Estados Unidos. O filme mostra as aventuras de Barry B. Benson (voz do comediante Jerry Seinfeld), uma abelha que acaba de se formar na faculdade. Barry, que esperava por uma vida cheia de emoções e aventuras, fica perturbado ao descobrir que a única escolha de carreira atualmente disponível para ele é a que todas as abelhas devem seguir: fazer mel. Mas sua vida sofre uma inesperada reviravolta um dia em que ele é resgatado por Vanessa (voz de Renee Wellweger), uma florista humana que vive em Nova York. Enquanto ele está sob os cuidados dela, aprende o segredo sombrio da humanidade: que eles comem a maior parte do mel produzido pelas abelhas. Vendo que os humanos nunca pagam as abelhas por seu trabalho, enxerga tal ato como uma verdadeira distorção da justiça. E é por isso – com a ajuda de seu melhor amigo, Adam (voz de Matthew Broderick), que decide processar a humanidade para recuperar todo o lucro perdido. A idéia do filme sobre abelhas surgiu durante um jantar entre Jerry Seinfeld e Steve Spielberg, que gostou do título proposto pelo comediante, pois Bee Movie soava como B Movie (Filme B). A arrecadação total do filme girou em torno de US$ 287.5 milhões.

 

2008
● Lançamento do filme KUNG-FU PANDA no dia 6 de junho nos Estados Unidos. Ambientado na China antiga, a animação conta a história de um urso panda extremamente preguiçoso chamado Po (dublado por Jack Black), único animal capaz de salvar o Vale da Paz (Valley of Peace) do poderoso vilão Tai Lung (dublado por Ian McShane), um feroz leopardo da neve. Para cumprir a missão, o panda, que não possui as qualidades necessárias para ser um mestre na arte marcial, é treinado e orientado pelo Mestre Shifu (dublado por Dustin Hoffman) e recebe aulas da Mistress Tigress (dublada por Angelina Jolie), do Mestre Macaco (dublado por Jachie Chan), da Mestre Víbora (dublada por Lucy Liu), do Mestre Garça (dublado por David Cross) e do Mestre Louva-Deus (dublado por Seth Rogen), que o ensinam a lutar como um verdadeiro mestre das artes marciais. A animação arrecadou em seu primeiro fim de semana nos cinemas americanos a impressionante cifra de US$ 60 milhões. A arrecadação total do filme foi de US$ 631.7 milhões.


● Lançamento do filme MADAGASCAR: ESCAPE 2 AFRICA (Madagascar 2 - A grande escapada), que estreou no dia 7 de novembro com arrecadação de US$ 63.5 milhões, somente no primeiro fim de semana. A seqüência do filme original de 2005, que custou cerca de US$ 150 milhões, traz os animais do zoológico de Nova York tentando retornar de Madagascar para a cidade de Nova York. Para isso, eles consertam um avião dos tempos da Segunda Guerra Mundial e começam uma aventura divertida. A arrecadação total do filme foi de US$ 603.9 milhões.


2009
● Lançamento do filme MONSTERS vs. ALIENS no dia 27 de março nos Estados Unidos. O filme, que custou aproximadamente US$ 175 milhões, foi totalmente lançado em 3D, sendo o maior deste tipo na história do cinema americano. A animação conta a história de um confuso grupo de monstros terrestres com a missão de salvar o mundo depois de uma invasão alienígena. Susan Murphy, uma garota da Califórnia, é atingida por um meteoro no dia de seu casamento e fica com 15 metros de altura. Depois que ela é capturada pelos militares e mantida em um local secreto pelo governo, o mundo descobre que os militares, durante muitos anos, estão reunindo em segredo outros monstros. A arrecadação total do filme foi de US$ 381.5 milhões.

 

 2010
● Lançamento no dia 26 de março do filme HOW TO TRAIN YOUR DRAGON (Como Treinar seu Dragão), uma divertida comédia de aventura em um mundo mítico de vikings e dragões selvagens que é vagamente baseado no livro de Cressida Cowell. A história se baseia no filho de um Viking que decide treinar seu esquelético, desdentado e desajeitado dragão para se tornar um herói. Em boa parte do mundo o filme foi lançado em IMAX e 3D. A animação que custou US$ 165 milhões arrecadou em uma semana aproximadamente US$ 116 milhões no mundo inteiro. No total a arrecadação do filme foi de US$ 494.8 milhões.
 


● Lançamento do SHREK FOREVER AFTER (Shrek para Sempre) que estreou no dia 21 de maio. O quarto e último filme da série do famoso ogro verde, que custou US$ 165 milhões foi totalmente produzido em 3D. Depois de derrotar o dragão, conquistar a princesa, vencer a resistência dos sogros e virar pai, Shrek agora é um ogro em crise de meia-idade. Seguindo a lógica da franquia, Shrek encontra em seu caminho mais um personagem dos contos de fada, desta vez, Rumpelstiltskin. O prólogo do filme mostra que o duende tem muitas razões para odiar o ogro, já que tentou negociar o reino de Tão Tão Distante com os pais de Fiona, mas acabou perdendo a oportunidade quando o herói verde resgatou a princesa. Sedento por vingança, Rumpelstiltskin convence Shrek a trocar um dia de sua vida pela chance de ser novamente temido. O que o ogro não desconfia é que abrirá mão de seu próprio nascimento. Ou seja, acaba caindo em uma realidade paralela na qual nunca existiu, Fiona não foi resgatada por ele e o duende é o rei de Tão Tão Distante, uma terra agora repleta de bruxas e personagens que antes eram relegados à clandestinidade. Shrek descobre que tem apenas um dia para recuperar sua vida. Em seu primeiro fim de semana nos Estados Unidos, o filme atingiu bilheteria de US$ 71.3 milhões. A arrecadação do filme foi de US$ 752.6 milhões.


● Lançamento do MEGAMIND (Megamente) que estreou no dia 5 de novembro. A animação conta a história de Megamente, o mais brilhante super vilão que o mundo já conheceu. E o mais fracassado. Durante muitos anos ele tenta conquistar Metro City de todas as maneiras imagináveis. Cada tentativa é um fracasso colossal graças ao “Metro Man”, um super-herói invencível até o dia em que o vilão, durante a execução de mais um de seus atrapalhados planos diabólicos, acaba matando-o. O filme arrecadou US$ 378.9 milhões.
 


2011
● Lançamento no dia 26 de maio do filme KUNG FU PANDA 2. A animação, feita totalmente em 3D, conta a história do urso panda Po, que vive o sonho de ser o dragão guerreiro, protegendo o Vale da Paz ao lado dos mestres Shifu, Tigresa, Macaco, Víbora, Louva-deus e Garça. Sua vida pacata chega ao fim quando surge um novo inimigo, o lorde Chen, que possui uma arma secreta capaz de permitir a conquista da China e provocar o fim do Kung Fu. Para impedi-lo, Po e os Cinco Furiosos precisam cruzar o país e derrotá-lo. O filme já arrecadou US$ 536.8 milhões.


A sede dos sonhos
Alguns detalhes chamam a atenção de quem atravessa os portões da sede da DREAMWORKS ANIMATION, situada na cidade de Glendale, nas cercanias de Los Angeles. A arquitetura campestre e o belo paisagismo fazem o visitante pensar que está diante de uma colônia de férias. É nesse ambiente bucólico que foram criados personagens que povoam milhões de mentes no mundo, como o ogro verde Shrek, os maquiavélicos pingüins de Madagascar e o atrapalhado urso panda Po. Muito diferente de prédios de grandes corporações, a atmosfera é de total descontração. Em meio a muita vegetação, incluindo belas oliveiras, fontes e arquitetura mediterrânea que lembra uma vila, dezenas de profissionais circulam, alguns sentados em mesinhas tomando café, outros jogando pingue-pongue e até videogame, em uma disputada salinha. Com um lugar como esse, não é estranho, quem em 2011, a DREAMWORKS ANIMATION foi classificada em 6º lugar na lista da revista Fortune das “Melhores Empresas para Você Trabalhar”.


A evolução visual
O tradicional logotipo da DREAMWORKS ANIMATION, cujo principal símbolo é um menino pescando sentado sob uma lua crescente, passou por poucas modificações ao longo dos anos. A história da criação do logotipo é interessante. Spielberg queria que o logo do novo projeto fosse remanescente da era dourada de Hollywood. A idéia inicial era de um homem pescando na lua, feito com animação digital. Mas o supervisor de efeitos visuais, Dennis Muren, que já havia trabalhado com Spielberg em muitos outros filmes, sugeriu que um logo pintado a mão poderia dar um efeito melhor. Muren pediu para seu amigo Robert Hunt dar vida ao desenho. Além da versão requisitada, Hunt fez uma versão com um menino pescando numa lua crescente. Spielberg adorou essa versão, que foi escolhida. E o garoto? Ele é Willian, filho de Robert Hunt.
 


Dados corporativos
● Origem: Estados Unidos
● Fundação: 12 de outubro de 1994
● Fundador: Steven Spielberg, Jeffrey Katzenberg e David Geffen
● Sede mundial: Glendale, Califórnia
● Proprietário da marca: DreamWorks Animation SKG, Inc.
● Capital aberto: Sim (2004)
● Chairman: Roger Enrico
● CEO: Jeffrey Katzenberg
● Presidente: Lew Coleman
● Faturamento: US$ 784.8 milhões (2010)
● Lucro: US$ 170.6 milhões (2010)
● Valor de mercado: US$ 1.8 bilhões (julho/2011)
● Filmes produzidos: 22
● Presença global: + 150 países
● Presença no Brasil: Sim
● Funcionários: 2.100
● Segmento: Entretenimento
● Principais produtos: Filmes animados e produtos de licenciamento
● Principais produtos: Pixar Animation e Blue Sky
● Ícones: O personagem Shrek
● Website:
A marca no mundo
A DREAMWORKS ANIMATION SKG, que tem sua sede principal na badalada cidade de Glendale, localizada no estado da Califórnia, tem seus filmes (ao todo já foram 22 longas-metragens e 11 curtas-metragens) distribuídos e produtos licenciados em mais de 150 países ao redor do mundo. A empresa faturou em 2010 aproximadamente US$ 785 milhões.
 
 
 

Você sabia?
● Atualmente, apenas cerca de 20% da receita total de um filme da DREAMWORKS ANIMATION tem origem nas bilheterias. O restante vem da venda de DVDs, Blu-Rays, jogos para computadores, direitos de exibição em televisão e, finalmente, do licenciamento de filmes e personagens para centenas de produtos.
 

● Entre outros acionistas da empresa estão o co-fundador da Microsoft Paul Allen, o presidente da Starbucks, Howard Schultz, e Roger Enrico, que já esteve à frente da Pepsi e atualmente é o Chairman do estúdio.


As fontes: as informações foram retiradas e compiladas do site oficial da empresa (em várias línguas), revistas (Fortune, Forbes, Newsweek, BusinessWeek e Time), sites especializados em Marketing e Branding (BrandChannel e Interbrand), Wikipedia (informações devidamente checadas) e sites financeiros (Google Finance, Yahoo Finance e Hoovers).


Última atualização em 16/7/2011

FONTE: MUNDO DAS MARCAS  

segunda-feira, 19 de novembro de 2012

POST 1861: MARCAS, REPUTAÇÃO, IMAGEM E INTANGÍVEIS: UM FIM NA CONFUSÃO

Apesar de alguns publicitários, marqueteiros e analistas desavisados defenderem que a marca das empresas corresponde ao seu ativo intangível, fica claro, pelo menos aos mais responsáveis, que isso é uma inverdade fundamental. Marca é um intangível extremamente relevante, de uma miríade potencial de 163 intangíveis de que as empresas, em média, podem dispor (ref. estudo da DOM Strategy Partners chamado Gestão Sistêmica de Ativos Intangíveis).
 
Foi-se o tempo em que estoques, vendas e maquinários eram os únicos ativos de uma empresa. Hoje, valores como sustentabilidade, inovação, governança corporativa e relacionamento com clientes e consumidores são alguns dos intangíveis que realmente diferenciam uma companhia de seus concorrentes.
 
E a marca é outro desses ativos que influencia, e bastante, a competitividade e os resultados das empresas. Dependendo do setor, isso pode ser ainda mais verdade. Bens de Consumo (alimentos, bebidas, higiene e cosméticos), Varejo, Serviços, Financeiro e Automobilístico dentre outros, são setores em que a marca é um dos ativos que tem maior peso e que, de certa, reúne em sua expressão, boa parte dos demais intangíveis da empresa.
 
Mas como se cria e sustenta uma marca forte e relevante? Há vários fatores que a influenciam e que se retro-alimentam; dentre eles seu posicionamento, a comunicação, o marketing, a propaganda, os produtos e serviços que a abraçam, os talentos humanos e o relacionamento com os stakeholders corporativos, principalmente os clientes e consumidores.
 
Construir marcas, como deveria ser, não tem a ver só com publicidade, divulgação ou promoção. Diversas empresas conseguiram ter sucesso e liderança de mercado mesmo sem ter suas marcas amplamente divulgadas, conhecidas ou idolatradas. Em alguns setores até, como infra-estrutura e bens de capital, o peso da marca pode ser bastante diminuído.
 
Em outras palavras, o nível de recall da marca nem sempre é seu melhor termômetro de saudabilidade ou mesmo de eficácia de posicionamento.
 
Branding – ou o processo de construção de marcas – é, de maneira geral, fundamental para qualquer empresa. Mas há outros intangíveis além da marca, extremamente relevantes para qualquer organização, em qualquer setor, e que muitas vezes são confundidos com a marca por terem natureza parecida com ela. São eles: a imagem e a reputação.
 
Marcas são relevantes para o negócio, e como tal têm seu valor. Sua principal contribuição para o negócio reside, variando de setor para setor, de negócio para negócio, em contribuir com os dois grupos de fatores centrais do sucesso das empresas – (i) reputação e imagem e (ii) competitividade e resultados.
 
Marcas bem construídas e com valores e princípios alinhados ao seu posicionamento e públicos contribuem para a boa reputação (que definimos como imagem X credibilidade) das empresas ao agregarem "comerciabilidade" aos produtos, serviços e à própria companhia (em função de serem mais facilmente aceitas, por serem mais facilmente reconhecidas).
 
Igualmente, marcas bem construídas trazem competitividade e resultados às empresas, pois significam a possibilidade de cobrar prêmios em seus preços, por conta dos elementos ligados à sua diferenciação e posicionamento exclusivos.
 
Em suma, recomendamos aos gestores das companhias analisarem com profundidade a real necessidade, profundidade, amplitude e criticidade no investimento feito em suas estratégias de marca (e, por decorrência, de marketing, propaganda, promoção, internet etc). Branding sim, mas estratégico, afinado, eficaz e quantificável.
 
Já é hora de abandonarmos o discurso padrão de que 50% do investimento em marca, propaganda, marketing e até sustentabilidade vai para o lixo. Vamos fazer contas, definir e adotar métricas e formas de se quantificar o valor deste intangível e dos outros.
 
Afinal, intangíveis só têm valor quando são percebidos pelo stakeholder que com eles interage; mas, paradoxalmente, só valem alguma coisa de fato (em balanços, demonstrativos etc), quando mostram quanto valem.
 
 
Texto de Daniel Domeneghetti
FONTE: ADMINISTRADORES

POST 1857: CHAVES: UMA MARCA MILIONÁRIA BUSCA NOVA FASE NO BRASIL




NEGÓCIOS DO CHAVES:
 
Custo de produção nos últimos 20 anos:  zero.
Retorno no período:  US$ 1,7 bilhão.
 
Desde 1992, quando deixaram de ser produzidos, os seriados mexicanos Chaves e Chapolin mostraram estar entre os produtos mais rentáveis da televisão.
 
Na série Ícones do Mercado Cultural, o portal de Economia & Negócios do Estado apresentará toda quinta-feira o lado comercial dos grandes expoentes da televisão, da música, do cinema, das artes plásticas e do mercado editorial.  
 
 
 
Começamos pelo humorístico Chaves, que, 41 anos depois de ter sido criado, prepara-se para entrar em uma nova fase no Brasil, com a criação de uma estratégia de longo prazo para financiamento de produtos.  
 
Na semana que vem, a série Ícones do Mercado Cultural apresenta os negócios por trás da Turma da Mônica, de Maurício de Sousa.
 
 
HISTÓRIA E CURIOSIDADES:
 
O ator e diretor mexicano Roberto Gómez Bolaños, nascido em 1929, apresentou o personagem Chaves (ou Chavo, em espanhol) na televisão pela primeira vez em 1971, já com 41 anos.
 
O órfão da vila surgiu primeiro como uma esquete dentro de m seriado, do mesmo autor, chamado Chespirito - nome que é uma forma acastelhanada de Shakespeare e também o apelido de Bolaños.

 
Em 1984, o Chaves estreou no Brasil, na TVS. Nesses 28 anos, as exibições do seriado foram praticamente ininterruptas, com exceção do período de janeiro a novembro de 2004, quando ficou fora da grade do SBT.
 
Além da América Latina e dos Estados Unidos, o Chaves já foi exibido também em países como China, Japão, Coreia do Sul, Tailândia, Marrocos e Grécia.
 
Entre os episódios do seriado, existem 17 paródias de personagens clássicos da história e da ficção, entre eles Romeu e Julieta, Julio César, Leonardo da Vinci, Don Quixote, Frederic Chopin e Cristóvão Colombo.
 
Segundo a Televisa, as histórias que mais fizeram sucesso são "Vamos todos a Acapulco" (sequência de uma história em que os personagens dizem que vão ao Guarujá) e "O ladrão da vila".
 
 
TELEVISÃO:
 
91 milhões de telespectadores por dia formam a audiência média do Chaves, somando América Latina e Estados Unidos, 41 anos após estreia do programa no México e 20 anos depois de parar de ser produzido.
 
US$ 1,7 bilhão é o que a Televisa já faturou com cessão de direitos de exibição, sem gastar nenhum centavo na produção desde 1992, quando foi gravado o último episódio.
 
Em toda a América Latina, o Chaves aparece diariamente na TV por assinatura (Cartoon Network). Na rede aberta, cada país tem uma emissora com os direitos de exibi-lo. A maioria o faz de segunda a sexta, mas de forma intermitente: tiram o programa da grade e voltam a transmiti-lo depois de alguns meses, como fez o SBT recentemente.
 
O SBT cobra R$ 80 mil por anúncio de 30 segundos no intervalo do Chaves. Considerando uma média de oito propagandas por episódio, o potencial de faturamento seria de até R$ 166 milhões anuais, tomando por referência o preço de tabela.
 
 
PRODUTOS:
 
A Televisa fatura US$ 24 milhões por ano em licenciamento e merchandising da marca Chaves.
 
300 produtos diferentes com o nome dos personagens do seriado e companhia circulam no mercado mexicano, o que coloca a marca Chaves entre as mais fortes para licenciamento de produtos no México.


 
Mais de 40 milhões de bonecos do Chaves e sua turma foram vendidos em toda a América Latina junto com o McLanche Feliz. Foram mais de 10 milhões de miniaturas em cada uma das quatro vezes que o McDonald's colocou o produto na McOferta, segundo a Televisa.
 
No México, a Televisa licenciou a torta de jamón do Chaves, ou "sanduíche de presunto", como foi traduzido na versão em português, vendida nos supermercados.
Brinquedos, roupas, salgadinhos e doces são os que mais vendem.
 
 
NOVA FASE:
 
Licenciamento - O famoso sanduíche de presunto do Chaves poderá ser vendido nos supermercados do Brasil, como já acontece no México. A ideia faz parte de um projeto mais amplo da Televisa, de tentar repetir no Brasil, de forma adaptada, o êxito comercial do licenciamento da marca. Junto com o SBT, a emissora mexicana quer identificar quais produtos funcionariam no mercado brasileiro. A "torta de jamón" está na lista.


 
YouTube - O canal do Chaves no YouTube (http://www.youtube.com/user/chaves) tem hoje 159 episódios em português. A Televisa negocia com o Google a possibilidade de colocar todos na rede, de graça.
 
Desenho animado - O desenho do Chaves estreou em 2006. Hoje existem 130 episódios. Atualmente são produzidos a um ritmo de 13 por ano.
 
Musicais - No México, o musical do Chaves já teve mais de 200 apresentações. A Televisa cogita investir também nessa área no Brasil, onde já houve uma apresentação, em 2011.
 
 
 
FONTE: ESTADÃO

domingo, 18 de novembro de 2012

POST 1853: APRENDA A CRIAR UMA MARCA COM JAMES BOND

 
   DivulgaçãoVocê pode preferir Sean Connery a Daniel Craig, achar as perseguições inverossímeis ou sentir falta de Bond Girls mais ousadas. Mas a verdade é que, 50 anos depois do seu surgimento, a marca 007 segue firme entre as mais bem-sucedidas de Hollywood. Com 23 filmes, a franquia já gerou uma receita de mais de US$ 12 bilhões - o novo filme, 007- Operação Skyfall, tem tudo para manter a brand britânica no topo.
 
Estilosa, moderna e totalmente escalável, a franquia Bond ainda ganha pontos no quesito inovação – quem duvida deve conferir o novo Q, um geek digno de uma startup do Vale do Silício. A Fast Company enumerou as sete lições que os empreendedores podem (e devem) aprender com James Bond.
1. A história Por trás de uma fórmula consagrada, é preciso haver uma boa história. Desde a primeira cena de ação, o espectador sabe o que esperar de James Bond. E os filmes sempre entregam o que o público quer, com algumas surpresas salpicadas aqui e ali. Mas nada disso funcionaria se não houvesse um roteiro consistente, com uma história capaz de engajar e emocionar o público. Seja qual for a sua área de atuação, sua marca também precisa de uma boa história – só assim o cliente irá se apaixonar e voltar querendo mais.

2. O estilo
Em um mundo dominado pelo design, as marcas de sucesso sabem que uma boa aparência é fundamental para chegar ao sucesso. Todos os seis atores que interpretaram James Bond usaram o estilo como munição. O smoking impecável, o martini perfeito e as locações exóticas ajudam a compor o apelo do personagem. Clientes em potencial procuram produtos com estilo, que comprovem o seu bom gosto. Se o design não faz parte da estratégia da sua empresa, não espere repetir o sucesso de 007.

3. A equipe
James Bond não conta apenas como o apoio da equipe do MI6. Ao longo dos anos, a marca estabeleceu uma série de parcerias bem-sucedidas, com empresas como Sony, Playboy, British Airways, Smirnoff, Omega e, mais recentemente, Heineken. Pode ser que alguns cinéfilos torçam o nariz - mas, como estratégia de marketing, é uma solução perfeita.

4. O romance
A marca Bond foi construída para ser consumida, em primeiro lugar, por homens. Não é a toa que o termo Bond Girl se tornou um ícone cultural, e que boa parte dos espectadores esperam ansiosos o momento em que as moças vão surgir na tela em trajes mínimos. Pode ser que o apelo erótico não seja fundamental para a sua empresa, mas saber o que os consumidores esperam dela vai fazer toda a diferença.

5. A tecnologia
Por trás de todo James Bond existe um Q - o personagem que cria brinquedos hi-tech de última geração para o agente secreto. O revólver que reconhece a mão de James Bond é apenas a última de uma longa série de invenções que deixam os fãs com água na boca. Abraçar a tecnologia e estar antenado com as últimas novidades é fundamental para empreendedores de qualquer área.

6. A mídia
Todo lançamento de um filme de James Bond é, antes de mais anda, um evento, repleto de oportunidades para atrair a mídia. A música-tema costuma ser entregue a artistas no auge da carreira – a escolhida neste ano foi a cantora Adele. Associar o filme a um acontecimento marcante também ajuda – em 2012, James Bond esteve presente na abertura da Olimpíada. Também é uma boa ideia atrair diferentes gerações – em breve, deve ser lançado um jogo para Xbox. Aproveitar diferentes oportunidades para promover o seu produto pode ser a chave para expandir sua empresa.
7. O logotipo A fusão do número 007 com o desenho de um revólver, criada por Joseph Caroff em 1962, é um clássico eterno de Hollywood. A imagem apareceu no primeiro filme da série, 007 Contra o Satânico Dr. No (1962), e foi usada em todos os longas desde então. Em uma época em que logotipos mudam todos os dias, o logo de 007 é prova de que um bom design pode ser a chave para criar a identificação do público com a sua empresa.
 
 
FONTE: PEGN

quarta-feira, 7 de novembro de 2012

POST 1839: USANDO CONTEÚDO À FAVOR DA MARCA


As empresas precisam usar conteúdo de forma consciente para atrair futuros clientes e proporcionar valor agregado para os clientes já existentes.

Por Ann Handley e C.C Chapman

Marketing 1to1 "Conteúdo leva à conversa. Conversa engaja seus clientes", escrevem Ann Handley e C.C Chapman no livro Regras de conteúdo: Como criar blogs eficientes, Podcasts, videos, Ebooks, Webinars (e mais) que engajem clientes e acendam a chama de seu negócio.

Os autores discutem que a forma de as empresas sobreviverem e prosperarem nesse novo mundo social, é engajando-se com pessoas. "Em outras palavras, conteúdo online é poderoso para o seu negócio, tem a habilidade de despertar o interesse, aumentar engajamento, e convidar à conexão. [...] Considere seu conteúdo como algo além de palavras e imagens em uma página – como uma extensão da sua marca", Handley e Chapman escrevem.

Neste trecho do livro Regras de Conteúdo, os autores relatam a história de Marcus Sheridan que está inovando para entregar o melhor conteúdo para seus clientes, certificando-se de que o conteúdo entrega valor agregado e responde a perguntas antes que elas sejam feitas.

Bom conteúdo como vantagem competitiva

Marcus Sheridan é um dos três donos do River Pools e Spa em Warsaw, Virgínia. A empresa instala piscinas e banheiras em Maryland e Virginia. Desde a fusão da empresa em 2002, Marcus liderou um enorme crescimento. Apesar de anos de recorde de chuvas, da crise imobiliária e da economia preguiçosa, River Pools e Spas continua a crescer: em 2009, vendeu mais piscinas de fibra de vidro do que qualquer outra empresa nos Estados Unidos, onde está entre o top 5 das empresas de piscinas cobertas.

Uma grande razão para isto, Marcus diz, é a aproximação de sua empresa com o negócio. "Estava acostumado a ver minha empresa como uma empresa de piscina. Nós instalamos muitas piscinas e, portanto, somos uma empresa de piscinas. Porém, essa mentalidade estava completamente errada. Hoje, eu vejo meu negócio como uma empresa de conteúdo de marketing. Em outras palavras, meu maior objetivo é entregar um conteúdo mais valioso, útil e notável para os clientes do que qualquer outra empresa do meu campo, o que produzirá mais leads para mais vendas", ele diz. Por meio de um fluxo constante de posts e vídeos em blogs (a empresa publica de 1 a 3 por semana) e um e-book sobre o assunto "como comprar uma piscina" (com a legenda "sem ser explorado"), Marcus criou o site de piscinas mais educacional e informativo da internet.

"Eu quero que nosso site seja uma enciclopédia de como comprar uma piscina", ele diz, não muito diferente de uma editora de revistas, que procura ter autoridade em uma determinada indústria. "Eu desejo que alguém chegue ao nosso site com uma dúvida, e consiga respondê-la lendo ou assistindo a um vídeo".

A indústria de piscinas é dominada por grandes fabricantes, o que torna difícil para uma empresa pequena e jovem, como a River Pools e Spas, de apenas 9 anos, competir online com termos gerais, como piscinas ou piscinas cobertas (quando um cliente em potencial procura por informação sobre piscina usando tais termos, o Google tende mais a mostrar resultados das grandes empresas, não de uma pequena como a River Pools e Spas.)

Então, Marcus decidiu focar nos termos de menor volume e mais frequência para incluir no conteúdo de seu website – frases mais específicas de pesquisa que normalmente consistem em 3 ou mais palavras-chave.

Tais frases devem gerar baixos volumes de pesquisa e tráfego, comparadas com palavras mais genéricas, mas elas levam os usuários para o site com conteúdo específico e profundo, que corresponde ao que o usuário está procurando. Tal abordagem é semelhante a "não receber um clique de cada vez para a home, mas se você receber vários cliques duplos e triplos, você pode ganhar o jogo", Marcus diz.

"A maioria das pessoas que pesquisa pela internet é sofisticada", acrescenta. Não estão procurando apenas por piscinas, como escreveram em alguma pesquisa preliminar, depois elas estreitaram suas escolhas. "Eu me coloquei na mente do cliente e pensei, 'Quais perguntas não foram respondidas?" Marcus focou na criação de conteúdo que responda a essas questões, criando posts e postando vídeos em um blog, sobre problemas em piscinas feitas em fibra de vidro, custos de piscinas em fibra de vidro, e como escolher a sua piscina. O conteúdo dele ensina os clientes sobre o que procurar em um fabricante e instalador – os custos embutidos, o processo orçamentário, ou como Marcus diz, "o bom, o ruim e o feio das piscinas de chão".

Os motores de busca amam pessoas como Marcus; produzem conteúdo com palavras-chave ricas, vídeos no Youtube, posts em blogs, e assim por diante, e então aparecem com consistência na primeira página de pesquisas. Mas Marcus vê o conteúdo que produz como uma vantagem competitiva que expande e aprofunda seu relacionamento com possíveis clientes. Em outras palavras, seus clientes o encontram organicamente através de pesquisas, mas eles fecham negócio com ele por causa de sua boa-vontade em falar sobre problemas e armadilhas a serem evitadas, o que constrói confiança, credibilidade e em última instância, a lealdade de fãs fervorosos.

Marcus chama o conteúdo que produz de "o melhor presente que continua a ser dado" em todas as fases da jornada de um comprador de piscina. Quando os compradores em potencial estão pesquisando sobre opções de piscina, o conteúdo os traz para o site da River Pools e Spas e desperta seu interesse. Quando compradores estão fazendo suas escolhas, o conteúdo da River Pools e Spas lhes dá as alternativas e os ajuda a avaliar as considerações. E depois da compra, Marcus promove o amor de fãs fervorosos e a fidelização dos clientes, e continua a ser um recurso para os donos de piscinas, com os posts do blog, tais como: "Por que eu tenho bolhas de ar na minha piscina? Um guia para solucionar seus problemas."

Este modelo – criar conteúdo que vá de encontro com as necessidades do comprador ao longo de sua jornada de compras e promover lealdade após a compra – tem, não coincidentemente, a mesma abordagem de outras inúmeras empresas [...]

"Quanto mais valiosa for a informação que você pode dar aos outros, mais você será visto como um expert e portanto, ganhará a confiança do cliente", diz Marcus. "A pessoa com abundância mental vence".

Handley e Chapman dizem que as organizações precisam "criar coisas maravilhosas" e então usá-las como base para conversas significativas para engajar clientes. "Conteúdo bom é mais do que textos, gráficos e vídeos", escrevem. "É uma concretização da sua marca. É desenhado para inspirar as pessoas a lerem mais, ou conhecerem e amarem sua empresa um pouquinho mais".

******************

Extraído com permissão do editor John Wiley & Sons, Inc. de Content Rules: How to Create Killer Blogs, Podcasts, Videos, Ebooks, Webinars (and More) That Engage Customers and Ignite Your Business, Edição revisada e atualizada por Ann Handley e C. C. Chapman. Copyright (c) 2012 por Ann Handley e C. C. Chapman.
*****************
 

segunda-feira, 22 de outubro de 2012

POST 1830: ALEKSANDAR MANDIC: O CARA QUE TRANSFORMOU A INTERNET NO BRASIL

Se eu precisasse de apenas uma palavra para definir Aleksandar Mandić, utilizaria o termo "louco". Afinal, não é qualquer sujeito em sã consciência que abre mão de todas as garantias e direitos de um emprego vantajoso e estável para se arriscar em um negócio incerto e completamente obscuro. Após 17 anos trabalhando com automação de grandes linhas de produção na multinacional alemã Siemens, o sérvio-brasileiro se apaixonou pelas novas possibilidades tecnológicas que se descortinavam e revelavam um mundo inexplorado. "Se eu fosse pensar que eu ia para um negócio onde eu já tinha que pagar imposto adiantado, não tinha direitos, não tinha férias, não tinha nada, eu não teria mudado", brinca Mandic.
 
A sua habilidade de desmontar as coisas - nunca montar - se revelou não apenas nos eletrônicos, mas em todo o seu conceito de vida, destruindo as suas próprias zonas de conforto e se arriscando nos negócios só pra ver o que acontecia, como tudo iria funcionar. Deixou a multinacional para montar um serviço de BBS (Bulletin Board System) em 1990, sistema que conecta computadores através de linhas telefônicas, tal qual a World Wide Web (WWW). O serviço só fez sucesso com o boom da internet no mundo, em 1995. Resultado: a Mandic BBS se transformou em um dos mais representativos cases de negócios em rede do mundo – estudado até em Harvard. O resto da história, você confere logo abaixo.
 
Você desenvolveu um serviço pioneiro na época, que era um provedor de acessos via BBS. Como desenvolveu esse interesse pela área?
Acho que esse negócio já vem um pouco lá de pequeno. Quando eu era criança, tinha o dom de desmontar tudo, pra ver como funciona... claro que só desmontar, nunca fui bom em montar as coisas. Então era sempre curiosidade, como funcionava uma coisa, como funcionava outra, desmontava o aparelho de barbear, cheguei a desmontar um carro velho do meu pai, pra saber como as coisas funcionavam. Sempre se fala em empreendedorismo, mas eu sempre tive apenas talento técnico.
 
Eu trabalhava na Siemens, como você bem sabe, também em departamento técnico, que ia a campo fazer instalações grandes, como a da Volkswagen, onde automatizamos toda a linha de produção. E justo naquele tempo começaram a surgir os primeiros modems, a 300 bps, uma coisa que não dava 1/3 de Kbps... se você tem uma conexão de 1 Mbps hoje você acha ruim, imagine 1/3 de Kbps. Mas eu via que a turma da Alemanha entrava no computador aqui no Brasil pra resolver alguma coisa, pra 'cheirar' alguma coisa... e eu vendo isso, me interessei e falei para a própria Siemens que a gente deveria ter um sistema desse de comunicação entre nós, entre técnicos, onde nós poderíamos compartilhar programas, trocar dúvidas, e assim por diante.
 
Seria uma Intranet, como chamamos hoje?
É, era uma coisa assim... a gente chamava de BBS (Bulletin Board System) naquele tempo. Eu fiz esse projeto para a Siemens, e eles adoraram, cheguei até a ganhar um prêmio. Só que esse projeto acabou não sendo implementado. Naquela vontade de fazer aquilo funcionar, implementei o BBS lá em casa mesmo. Uma linha telefônica, na época, custava 4 mil dólares, e eu não tinha nem podia arranjar esse dinheiro para investir numa brincadeira. Aí eu lembrei que, quando casei, minha mulher veio como um "plano combo", com uma linha telefônica junto [risos]. Então pensei em usar essa linha telefônica para colocar meu sisteminha no ar, e ela falou: "não, essa linha telefônica é minha, é minha garantia perante o nosso relacionamento"... 4 mil dólares, era grana. Mas aí no fim deu certo e eu montei o BBS.
 
Só que o serviço naquele ano tava um pouco à frente do tempo, porque ninguém usava, era um produto que só eu tinha e demorou dois anos pra dar uma 'decoladinha'. Eu me lembro que em dois anos eu tinha 400 usuários, todos técnicos. A coisa começou a melhorar em 95, quando chegou a internet no Brasil. Nessa época eu já tinha 10 mil usuários, aí foi só virar a chave para, em mais três meses, ter 40 mil usuários. Foi aí que a coisa explodiu. Não foi uma coisa de "ah, eu tinha um sonho", não; eu não sabia que depois de cinco anos a internet chegaria e em três meses eu quadruplicaria a minha base.


mandic
O DONO | Mandic foi um empreendedor da área de tecnologia muito antes da era das startups: "se você pensar muito, há maiores chances de as coisas darem errado", afirma


Quando você decidiu deixar a Siemens para se dedicar ao novo negócio, foi uma decisão difícil?
Não. Mesmo porque, se eu tivesse pensado muito, não teria deixado a Siemens. Pra quê? Eu tinha um emprego numa multinacional, viajava ao exterior para atualizações profissionais constantemente, tinha meu carro pela empresa, tinha seguro-saúde, tinha aposentadoria garantida, tinha férias e tinha direitos. Se eu fosse pensar que eu ia para um negócio onde eu já tinha que pagar imposto adiantado, não tinha direitos, não tinha férias, não tinha nada, eu não teria mudado. Então foi uma decisão não pensada mesmo. Aliás, se você pensar muito, há maiores chances de as coisas darem errado.
 
Você acha que a Mandic BBS foi um empreendimento inovador?
O BBS já existia no mundo, o que eu fiz foi profissionalizar o BBS. Antes era uma coisa amadora, fundo de quintal, era uma coisa que não era sequer cobrada. Quando eu comecei a cobrar pelo serviço, começaram a me perguntar: "como você vai ganhar dinheiro numa coisa que todo mundo dá de graça"? Me perguntaram a mesma coisa mais à frente, no Mandic Mail... Eu falei: "eu vou vender qualidade", e pode ver que deu certo. Então o usuário se sentia como cliente, isso fez uma grande diferença.
 
Então o diferencial competitivo da BBS era o atendimento personalizado?
Era tudo, não era só o atendimento. Nós estávamos sempre à frente de qualquer outro BBS na época: tínhamos as últimas versões dos programas, tínhamos diferenciais como jogos, e outros recursos que os outros não tinham, como mais espaço em disco, o que quer dizer que contávamos com uma grande variedade de programas. Além do atendimento, fazíamos o social, como encontros, eventos. Isso aí foi um conjunto de coisas.
 
Olhando pra trás agora, como você analisa a venda da Mandic BBS, que àquela altura já era um case de sucesso?
Eu acho que aquilo foi o máximo, porque, na época que a gente vendeu a Mandic BBS em 99, três meses depois estourou a bolha*. Imagina se eu estivesse dentro da bolha, não valeria nada a empresa. É o mundo dos negócios, dos empreendimentos, quer dizer, a mesma coisa três meses depois não valeria nada.
 
Você anteviu essa 'bolha da internet'? Por que motivo você vendeu?
Não. Claro que você pode sentir essas coisas, mas quando eu vendi, meus concorrentes disseram: "parabéns Mandic, você tem visão", enquanto eu pensava: "eu vendi porque eu não enxergava mais nada" [risos].
 
Como você chegou à vice-presidência do IG?
Na verdade eu fui o fundador do grupo, o IG surgiu de uma conversa minha com o Henrique Neves (Ex-presidente da Brasil Telecom)... então quando eles aceitaram a minha ideia naquele 'bate-papo', acabou que eles me convidaram para trabalhar junto.
 
Quando você estava no IG, você decidiu deixar o cargo e reabrir a Mandic, desta vez com um novo foco de negócios, que seria com e-mails corporativos...
Na verdade eu sempre fui assim: primeiro jogo, depois analiso. Na verdade, quando eu saí do IG (eu iria sair de qualquer jeito, com todos da diretoria), essa transição já iria existir. O que eu deveria ter feito, era ter ficado quieto, ter ficado em casa, pego um avião e ido pra Paris [risos]. E eu, naquele momento de agir, reabri a Mandic, e isso foi bom, hoje ela é uma empresa S.A, é bem sólida no mercado, fatura bem. Mas ela passou uns bons quatro anos como um 4x4 ligado o tempo todo para sair do atoleiro. E não dá pra voltar no tempo, então eu tinha que fazer a coisa, e depois a coisa deu certo. Quando um produto ou serviço tá um pouco à frente dos demais, ele custa pra vender... hoje, por exemplo, eu vendo e-mail num mundo onde essa ferramenta é grátis, e fazemos sucesso.
 
Mas porque você resolveu trabalhar com e-mails corporativos? Antigos provedores de acesso, como o UOL, Terra, Globo.com resolveram trabalhar com conteúdo jornalístico...
O que o UOL faz há cem anos? Notícia. A Globo.com a mesma coisa. Então é a origem deles. A minha origem não é essa; você não vê o portal da IBM, por exemplo, publicando notícias. Graças a Deus eles não se meteram no meu caminho, e eu não consigo me meter no caminho deles.
 
Então você tem o seu próprio mercado, seu próprio nicho?
Na verdade eu devia até abrir uma igreja, a IBM, Igreja do Bispo Mandic, por que tem clientes que me seguem pra onde eu vou [risos]. Virou religião.
 
Atualmente, segundo alguns analistas, o mercado está na iminência de uma nova bolha da internet, devido à supervalorização das redes sociais, assim como aconteceu no começo do milênio com as ponto.com. Como você enxerga o mercado da internet hoje?
O mercado hoje tá aquecido, com muitas fusões e aquisições, o mercado consumidor tá crescendo, tá todo mundo entrando na internet. Então tem coisas legais acontecendo nesse mercado, que começou a aquecer depois de alguns anos meio 'chocho'...
 
Você acha que pode acontecer uma nova crise com a supervalorização de empresas que prestam serviços na internet, como as redes sociais?
Crise sempre vai existir... desde que eu nasci existem crises. Eu quero saber de um ano em que você, andando por aí, não achou uma crise. É a crise da Rússia, crise da China, depois passa para os Estados Unidos, depois Brasil, agora Argentina... umas são maiores, outras são menores. A crise é um mal necessário; é como uma tempestade, que chove, mas é pra limpar. A crise limpa o mercado... os bons ficam e os ruins vão embora, vão ser evaporados depois lá no oceano.
 
Saindo um pouco desse assunto, ano passado você tentou se candidatar a deputado federal... como se deu essa decisão? Como você analisa hoje?
Essa ideia na verdade não partiu de mim, partiu do Kassab, que me convidou. Ele disse: "nas próximas eleições, é a tecnologia que vai mandar, você tem que se candidatar". Foi uma experiência legal, mas tem um ditado que diz que quem tem clientes tem saudades de patrão. E eu complemento: quem tem eleitor tem saudades de clientes. Meu negócio é empresa, não é política... e olha que nem fui eleito.
 
Então você não pretende se candidatar novamente?
Não... eu acho que você tem que ter talento pra essas coisas. Tudo na vida, para dar certo, tem que ter três coisas: talento, trabalhar muito e ter sorte. Na política, até agora, eu só vi que trabalhei muito; eu não tenho talento e não tive sorte [risos]. Pra isso o cara tem que nascer político, o que não é meu caso. Foi bom, foi legal ver como funciona, mas empresa é muito mais fácil.
 
Pra encerrar, quais são as 'mandicas' que você gostaria de deixar para os leitores?
Como a gente tava falando de crise, a mandica é: tire o 's' da crise, crie. Criar é muito mais legal.
 
 
*Entre os anos de 1999 e 2000, as empresas de internet, conhecidas como ponto.com, tiveram suas ações supervalorizadas pelos especuladores. No auge da bolha especulativa, o índice Nasdaq passou de 5 mil pontos. Quando a bolha secou, as empresas já tinham investido todo o capital de risco e os preços das ações despencaram, causando a quebra, vendas e fusões da maioria delas.
 
 
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