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domingo, 2 de dezembro de 2012

POST 1888: ENTENDA ESSE PÍFIO CRESCIMENTO DO PIB. Por Stephen Kanitz

Dilma está preocupada e convocando economistas para entender porque o Brasil não cresce além do crescimento populacional. Um fiasco e tanto.

Ela usou todos os conhecimentos da ciência econômica: estímulos fiscais, redução de juros, PAC, bolsa família e bolsa consumo, empréstimos políticos via BNDES a juros de amigo, e nada.

Guido Mantega, outro economista no governo, além de não ter previsto o fracasso, diz que "nós economistas não sabemos ainda o que aconteceu". Assustador.

DIlma anda perguntando como aumentar os "espíritos animais dos empresários" e como "tirá-los do armário", uma falta de tato mercadológico ainda mais assustador.

Eliana Cardoso, economista do MIT, faz uma importante mea culpa no o Estadão de 28/11/2012.

"Nós economistas pulamos da fase teocrática para a caótica, o que explica tantas falhas no entendimento do nosso desenvolvimento". Parabens Eliana.

Finalmente, diz Eliana, poucos economistas ainda acreditam em Caio Prado Jr. em Formação do Brasil Contemporâneo, e Celso Furtado em Formação Econômica do Brasil, adotados por 40 anos nas melhores escolas.

"Também desacreditada fica a hipótese de uma produção para a exportação", grande bandeira dos economistas da Cepal.

E agora vem a nova descoberta de Eliana.

"O desenvolvimento da economia depende dos empresários inovadores".



Não acertam uma. Eliana mostra o seu total desconhecimento do Brasil administrativo, mais "uma falha de entendimento".

Robert Coase, que se intitula "Prêmio Nobel De Economia", escreve um poderoso artigo
Precisamos Salvar a Economia dos Economistas, que todo economista deveria ler.

Tese que este blog vem defendendo há 40 anos e aceito de bom gardo o apoio de um Robert Coase. Obrigado, poderia ter me apoiado antes.

Nunca tivemos no Brasil empresários inovadores, Eliana, e não foram eles que fizeram o país crescer.

Nossos empresários foram copiadores.

Copiavam inovações que deram certo nos Estados Unidos e introduziram estas inovações no Brasil.

Roberto Marinho introduziu "television", Abílio Diniz o "supermarket", Walter Moreira Salles, o "retail banking", Roberto Young "franchising", Bob's introduziu o "fast food", sem falar da "internet", "email", "blog", "leasing", "credit card", etc..

No Brasil, esta teoria de "empresários inovadores" é furada. Basta ver as nossas patentes.

O que é triste, Dilma, Eliana, e jornalistas como Celso Ming, estão na realidade copiando teorias econômicas de Shumpeter e Coase, e não pesquisando a realidade brasileira.

Mais uma categoria de "copiadores", como nossos empresários.

E nem copiar direito souberam.

Muitos dos nossos setores foram copiados muito mais tarde do que deveriam, outros vieram muitos antes.

A Revista Veja amargou prejuízos por 11 anos seguidos, colocando a própria Abril em risco.

Por outro lado, a edição Melhores e Maiores, cujo lucro foi imediato, e que manteve a revista Exame por 11 anos no equilíbrio, mostra que deveria ter sido introduzido muito antes, mas não foi.

Estes senhores supriram é "capital", não inovação, capital muitas vezes de amigos no BNDES ou Banco do Brasil, a juros subsidiados.

Assim até eu.

Portanto estes "empresários" brasileiros não foram assim tão necessários, não inovaram, simplesmente copiaram e supriram capital.

Quem fez estas empresas crescer foram seus administradores que implantaram as suas ideias, copiadas.

Tanto é que nos Estados Unidos, Bill Gates, Steve Jobs, Mark Zukerman não eram "empresários" e sim alunos e sem capital.

As próprias Universidades os estimulavam a criarem empresas, quando aqui estimulam os alunos a nunca trabalhar numa empresa e sim ter um emprego público.

O Brasil não cresce, porque está nas mãos de pessoas que confessadamente não entendem nada deste Brasil.

Não foi a "visão" de Abílio Diniz, Walter Salles, que fez suas empresas crescerem. Foram os executivos destas empresas.

Quer saber como fazer o Brasil crescer ?

Basta seguir o conselho de Eliana Cardoso, Robert Coase, e tantos outros.

Precisamos salvar a economia brasileira dos economistas.

Agora não sou eu somente que digo isto. Até que enfim.
 
 
 
Texto de Stephen Kanitz
Administrador, Conferencista e Escritor.

sexta-feira, 31 de agosto de 2012

POST 1799: JAMAIS APRESENTE UMA SOLUÇÃO A UM PROBLEMA. Por Stephen Kanitz

Quando a gente encontra um problema que ninguém ainda havia percebido na empresa, no governo, ou na sociedade, a nossa primeira reação é ficar quieto.
Embora o problema fique cada vez mais óbvio para você à medida que os dias passam, normalmente ficamos mudos.
Espantados com "Como é que ninguém viu isto antes?", mas normalmente mudos.
Só iremos escrever um "paper" sobre o assunto, um artigo numa revista, ou dar uma entrevista a um jornalista quando acharmos uma solução para o problema que identificamos.
Isto porque na maioria das culturas não profissionais, ninguém aceita a apresentação de um problema sem a solução.
A Presidente Dilma lhe passará uma descompostura se você apresentar um problema sem uma saída.
 
"E qual a solução? "
Eu, com a sabedoria da idade, sei que apresentar uma solução a um problema que você identificou é o maior erro que se pode fazer em países como o Brasil.
Talvez no mundo, porque de fato valorizamos muito mais os que acham uma solução do que os que acham o problema.
 
Valorizamos quem dá as respostas e não quem faz as perguntas inteligentes.
Refiro-me a países não profissionais, países que não entendem a importância da identificação do problema, países que acham que a solução é a parte mais importante da análise.
Talvez este tenha sido inclusive o maior erro que já cometi na minha vida, e a razão pela qual muitas das minhas análises não tenham tido mais repercussão, para o meu desespero.
Hoje, sou mais sábio.
Nunca mais forneço a solução no mesmo artigo, entrevista ou "paper" nos quais apresento ou identifico o problema.
 
Vou por partes.
Primeiro, gasto o tempo necessário mostrando que temos um problema ou que o verdadeiro problema "é este". A solução, se pedirem, vem depois.
Todas as soluções de problemas errados são, por definição, erradas e só trarão problemas maiores.
Pior, a solução que você propõe poderá estar errada, mas a identificação do problema correta.
 
Aí, você corre o risco de colocar tudo a perder. Ninguém vai concordar contigo devido a sua solução, e a sua correta identificação do problema ficará perdida para sempre.
Antigamente eu identificava o problema, apontava uma solução, detalhava a implantação da solução, e até contratava quem melhor servia para o caso.
Quando tinha 38 anos, descobri que o problema da Dívida Externa Brasileira era o Nominalismo Econômico, que fazia com que pagássemos a dívida externa antecipadamente, e não na época certa.
 
Fui trabalhar no Governo Sarney, onde contatei meus colegas de Harvard, muitos em Fundos de Pensão, e criamos o que é hoje o TIPS americano.
Procurei a Standard & Poors para inciar um rating para o Brasil, contratei a Towers Perrin para identificar os 14.000 fundos de pensão que adorariam ter dívidas certas, mereci até um editorial da Revista Euromoney e uma matéria no Wall Street Journal.
Com o editorial da Euromoney me apoiando, abri uma champagne com meus amigos: "Consegui".
 
Que nada!
 
Descobri que a maioria dos envolvidos do lado de cá, ainda nem sabia do problema.
Achavam que o problema eram os Bancos, a ganância, os juros e a corrupção.
Eu havia escrito 200 artigos em jornais brasileiros, mas a maioria dos que os leram, pelo jeito, haviam achado algum ponto na minha solução que discordavam, um erro de português, ou uma projeção de câmbio diferente daquela que eles possuíam.
Tudo no fundo era detalhe, até a minha solução.
A maioria dos jornalistas a quem dei entrevistas me acharam provavelmente arrogante, um trator, um sonhador maluco, porque estava apresentando uma solução completa, e eles não formados em nada além de jornalismo, ficavam na etapa número 1 e eu estava galopando para a etapa número 10.
 
Um erro monumental.
Quando voltei do fundo de Pensão da IBM, com 1 bilhão de contrato novo na mão, ouvi do Presidente do BC, Fernão Bracher:
"Agora entendi, você só vai pagar o juro real a cada 6 meses, e a correção do principal só será paga no vencimento da dívida daqui 5 anos!"
Até aquele momento ele achava que pagaríamos o juro real mais a inflação a cada 6 meses, que é justamente o erro nominalista que acarretou nossa crise da dívida.
Perdi dois anos de conversas com alguém na minha frente que não estava entendendo nada, e não queria se incomodar.
O erro foi meu, não do Bracher e todos os responsáveis pelas finanças deste país. Não expliquei corretamente o problema, deveria ter ficado somente nisto, mas esta não é a nossa cultura.
 
FONTE:

terça-feira, 14 de agosto de 2012

POST 1764: ENTENDA O AQUECIMENTO GLOBAL. Por Stephen Kanitz

Estados Unidos, Europa e China representam 50% da emissão de Carbono.
São países que colocam o crescimento do PIB em primeiro lugar. O Brasil emite 1,3%, um terço do que emite o setor de aviação.

O problema são as políticas de maximização do PIB, que tomaram conta da maioria dos países, inclusive o Brasil.
A política atual é produzir a maior quantidade de produtos e bugigangas possível, algo que os chineses seguiram à risca.

Países que colocam o crescimento do Patrimônio Nacional em primeiro lugar, se preocupam em fazer menos produtos, mas com maior durabilidade.
Carros que duram 20 anos fazem mais sentido para a população como um todo, do que carros que duram cinco anos.

Dilma acaba de dar incentivos fiscais para produzirem mais eletrodomésticos e mais carros, e não para produzirem carros e eletrodomésticos mais duráveis, que não precisem ser trocados a cada cinco anos.
Maximizar o PIB maximiza também os impostos, mas não diminui a pobreza quanto maximizar o Patrimônio Nacional.

O maior impecilho para o desaquecimento global é a enorme dependência do Estado nos impostos gerados pelo PIB.
Empresas podem lucrar o mesmo valor vendendo produtos que duram mais, simplesmente cobrando mais, não necessariamente 5 x mais, mas 15% mais, se a margem de lucro for de 4%, por exemplo.
Poderíamos reduzir a emissão em 75% se produzíssemos produtos que durassem 20 anos, em vez de cinco anos.

Os ricos continuariam a comprar as últimas inovações tecnológicas, mas em vez de jogar tudo no lixo venderiam o produto usado para as classes mais pobres.
Estes pagariam a metade do preço de um novo, por um produto funcional, mas de uma tecnologia anterior. Qual o problema?
Eu quando era pobre, comprava carro usado.
Carro que não entrava no cálculo do PIB, apesar de eu ter aumentado meu padrão de vida, e bem.

E por não entrar no cálculo do PIB, usados nunca foram tema de política econômica em nenhum país.
Apesar de ganhar quatro salários mínimos na época, meu padrão de vida era o dobro, porque muita coisa que eu comprava era usada e custava a metade do preço.
Toda a indústria de genéricos fabrica remédios cujas patentes já caducaram, e portanto mais baratos.

Mas por isto mesmo são de uma tecnologia anterior, e agora acessíveis para pessoas mais pobres.
Preferível o remédio antigo e menos eficaz, do que nada.

Nós que somos adeptos a maximizar o Patrimônio Nacional não estamos preocupados com a "distribuição da renda", e sim com a "distribuição da produção".
Queremos que produtos durem e troquem de mãos, das classes mais ricas para as classes mais pobres.
Obrigaríamos as empresas a suprir com peças sobrassalentes, 10 anos depois do fim da produção, para incentivar justamente o mercado de usados.
Os adeptos de Adam Smith odeiam o mercado de usados. Apesar de aumentar o bem estar das classes mais pobres, ele não aumenta o PIB e muito menos os impostos.

Financiar casa usada, carro usado, televisão usada, nem pensar.
Tudo tem que ser novo, de última geração.
Pobre tem que pagar o dobro, neste modelo econômico elitista e excludente.
Para incentivar os adeptos de Adam Smith a mudar de filosofia, eu proporia a criação de Imposto de Circulação sobre Produtos Usados, com uma alíquota de 5%, mas o suficiente para chamar a atenção do governo.
Quem compra um carro usado, por exemplo, precisa das mesma estradas, guardas e faróis, e seria justo que pagassem por este custo do Estado, algo que não ocorre hoje.
O que não podemos é ter países como os Estados Unidos, os países europeus e a China, glorificando o consumo, a maximização do PIB, o endividamento absurdo das famílias, a emissão de 10 cartões de crédito para uma única família, para comprar produtos descartáveis.
O sonho dos adeptos de Adam Smith e dos maximizadores do Produto Interno Bruto.

Administrador, Consultor, Conferencista e Escritor

quinta-feira, 26 de julho de 2012

POST 1747: LUCRO: ode ou ódio? Por Ricardo Amorim

Novamente, o governo adotou várias medidas para combater a desaceleração da economia causada pelos efeitos globais da crise europeia.

Tais medidas ilustram bem os defeitos da economia brasileira. Somos o país do plano B. Falta o plano A. Não planejamos, nem temos um modelo de desenvolvimento. Também na economia, somos o país do puxadinho, do combate à doença, ao invés da prevenção. Já dizia Peter Drucker que a melhor maneira de prever o futuro é criá-lo. Nós não prevemos, não criamos, nem agimos. Apenas reagimos.

O governo alega que a crise europeia e suas consequências eram imprevisíveis. Mentira. Meus leitores já sabem disto faz tempo.

Nossos governos, todos eles, quase nunca atacam as causas dos desarranjos, apenas suas consequências. Distorções causadas por gastos públicos excessivos – impostos elevados, infraestrutura precária, juros altos e câmbio apreciado – limitam a competitividade de vários setores. As respostas? Tentar forçar, na marra, a queda dos juros e a queda do Real, ou então elevar impostos de produtos importados. Isto transfere a conta das empresas para o consumidor, através de uma alta da inflação, transformando o Brasil em um país caro, ao invés de um país rico.

Reações favoráveis da maior parte da opinião pública a algumas medidas recentes mostram o quanto o capitalismo ainda tem de evoluir por aqui.

O melhor exemplo é o uso de bancos públicos para forçar bancos privados a reduzirem suas taxas de juros. Sou favorável ao máximo de competição possível em qualquer setor da economia. Entretanto, não dá para esperar que um país com os mais altos níveis de juros básicos, tributação do sistema financeiro e alíquotas de depósitos compulsórios do mundo não tenha também as mais altas taxas de juros ao consumidor e às empresas. “Mas os bancos lucram demais.” Este argumento carrega uma contradição que nos condena ao fracasso. Vivemos em um sistema capitalista onde lucrar é pecado.

Com sua atuação onipresente, o Estado quebra um dos pilares do capitalismo: a livre iniciativa. Casos de favorecimento a grupos, empresas e indivíduos pelo Estado – sem falar em uma cachoeira de corrupção – criaram a percepção de que, no capitalismo brasileiro, qualquer lucro é suspeito. Um histórico de lucros privados e prejuízos socializados distorceu ainda mais a percepção da sociedade em relação aos empresários e empreendedores. Nos EUA, um empresário de sucesso desperta admiração, no Brasil, desconfiança. Somos um pássaro com vergonha de voar. Esta não é uma receita de desenvolvimento, mas de atraso.

Faria melhor o governo retirando entraves à competitividade da economia, o que só será possível com redução de gastos públicos e fim do envolvimento do Estado em tudo, e das benesses que já chamei aqui de Bolsa-Brasil. Feito isso, ele precisa abolir os entraves à competição, abolindo “resgates” de setores ou empresas em dificuldade. Em um regime capitalista, para que haja vencedores, também haverá perdedores.

O Brasil tem de adotar políticas de redistribuição de oportunidades e capacitação, que tornam não apenas os pobres, mas toda a sociedade mais rica. Políticas diretas de redistribuição de renda, na maioria das vezes, tornam os ricos e a sociedade permanentemente mais pobres, e os pobres apenas temporariamente mais ricos. Já passou da hora de garantirmos a todos uma boa educação e substituirmos o ódio ao lucro por uma ode ao lucro.

Formado pela Universidade de São Paulo, com pós graduação pela ESSEC de Paris, o economista Ricardo Amorim foi um dos poucos que anteciparam a crise elétrica brasileira de 2001, a crise imobiliária americana de 2008, a crise européia de 2010 e suas consequências.

Mais de Ricardo Amorim AQUI.


sábado, 26 de maio de 2012

POST 1690: INFELIZMENTE O BRASIL ESTÁ ASSIM NA ATUALIDADE

sábado, 21 de abril de 2012

POST 1545: UMA TRISTE REALIDADE



sábado, 17 de março de 2012

sábado, 10 de março de 2012

POST 1380: O BRASIL QUE SÓ OS GRINGOS ENXERGAM. Por Ricardo Amorim

Nos últimos meses, é raro passar uma semana sem que eu receba um convite para palestrar em conferências no exterior sobre investimentos no Brasil. Tenho feito também muitas reuniões de consultoria com estrangeiros, presidentes e diretores de multinacionais, visitando nosso país para conhecer melhor sua economia.

Em pauta decisões sobre uma eventual entrada ou ampliação das operações de suas empresas por aqui. Quase sempre, algum tempo depois, os investimentos se materializam.

Após duas décadas apresentando a economia brasileira a investidores locais e estrangeiros, pensei que nada mais me surpreenderia. Engano meu.

Nos anos 90 e início da década passada, perguntas em relação ao Brasil eram sobre problemas e riscos. Ao longo deste período, a análise aprofundada de casos de crises financeiras em muitos países treinou-me a identificar sintomas e causas que levam a crises econômicas, mais ou menos como um médico faz um diagnóstico.

Eu nem imaginava que um dia iria antecipar crises nos EUA, Europa e Japão – as ex economias modelos – e suas consequências. Imaginava, ainda menos, que altos executivos de empresas de lá me procurariam para entender crises econômicas e impactos nos seus negócios. Ao contrário de nós brasileiros, forjados em crises nos anos 80 e 90, os ricos não as enfrentavam há décadas, o que despreparou seus executivos.

Outra surpresa, a imensa maioria das perguntas dos estrangeiros, agora foca em participar da emergência brasileira e não mais em quais problemas o Brasil ainda tem.

O ganho de importância do Brasil e a consequente mudança de postura da comunidade empresarial global em relação a nós já aconteciam há anos, mas se aceleraram após a crise financeira global de 2008.

Nos últimos três anos, investimentos produtivos de empresas estrangeiras no país – IED no jargão dos economistas – triplicaram, levando o país de 14º a 3º receptor global, atrás apenas da China e EUA.

A imagem do país entre os estrangeiros mudou. Entre nós mesmos, ainda não.

As recentes reclamações da presidente Dilma em relação ao “tsunami financeiro” vindo dos países ricos, e do ministro Guido Mantega quanto à Guerra Cambial desconsideram a nova ordem econômica global.

Em 2010, em meu artigo Guerra!, já alertava que forte emissão monetária e enfraquecimento das moedas dos países ricos, e ainda um redirecionamento do crescimento chinês para mais consumo local – também anunciado esta semana – eram inevitáveis.

Não significa que o Brasil não possa e não deva enfrentar o novo quadro. Porém, para ter sucesso, é preciso compreender este quadro, abandonar sucessivas medidas de controles de capitais, que só enxugam gelo, e lidar com o cerne do problema brasileiro de competitividade: o excesso de gasto público.

Se o governo gastar menos, tomar menos dinheiro emprestado, as taxas de juros baixarão mais, atraindo menos dólares e reduzindo a apreciação do Real. Os impostos podem cair e investimentos em infraestrutura crescer, melhorando a competitividade.

Enfim, os estrangeiros enxergam o Brasil como potência econômica, já nosso próprio governo, ao invés de tomar as rédeas da situação, culpa outros países pelos males que nos afligem e por defender seus próprios interesses e necessidades.


Texto publicado originalmente em Revista IstoÉ de 09/03/2012

Ricardo Amorim
Formado pela Universidade de São Paulo, com pós graduação pela ESSEC de Paris, o economista Ricardo Amorim foi um dos poucos que anteciparam a crise elétrica brasileira de 2001, a crise imobiliária americana de 2008, a crise européia de 2010 e suas consequências.
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quinta-feira, 8 de março de 2012

POST 1367: O PIB DA INEFICIÊNCIA

O Estado de São Paulo está de parabéns pelo editorial O Pib da Ineficiência

Faltou explicar porque o Brasil é tão mal administrado, tão ineficiente, tão pobre nas suas análises.


Somos de fatos ineficientes, e continuaremos a ser se não percebermos que precisamos colocar no governo pessoas que entendam de eficiência.

Para melhorar a análise do Estado de São Paulo gostaríamos de acrescentar alguns dados.
Descontado o crescimento populacional e a parcela do PIB que vai para o governo, a renda per capita disponível para a população brasileira quase não cresceu.

Aliás, fica próxima do erro estatístico no cálculo do PIB, que obviamente não é perfeito.
Mas se entrevistarmos qualquer contador deste país, e qualquer aluno de administração que já tenha completado o primeiro ano, eles mostrarão algo mais grave.

1. Uma parte do PIB é venda de extração de minério, ferro, alumínio e extração de petróleo.

O que entra no PIB é o valor adicionado, não o valor do minério in natura.
Acontece que o minério e o petróleo extraídos deveriam ser deduzidos do Patrimônio Líquido Nacional.

Demonstrativo que toda empresa elabora, menos o Governo Brasileiro.

Neste contexto estamos ficando mais pobres, estamos esgotando nossas reservas minerais.

Se em vez do PIB, calculássemos a variação do Patrimônio Líquido, como fazem as empresas eficientes e não tão eficientes, iremos descobrir que ficamos mais pobres em 2011.

Os 2,7% de crescimento do PIB não compensou a venda de patrimônio liquido deste país, que sequer calculamos, mas deve ser maior do que 2,7% do PIB.

2. Um outro dado, que todo contador brasileiro aprende no primeiro ano, é que o aumento da dívida de uma empresa sem contrapartida é uma redução do patrimônio.

Em 2011, a dívida não contabilizada do governo deve ter aumentado no mínimo R$ 500 bilhões.

Ficamos R$ 500 bilhões mais pobres, mas isto não é contabilizado e representaria mais 1,2% do PIB. São os direitos adquiridos que por ineficiência e esperteza não são contabilizados.

A maioria dos brasileiros e jornalistas, nem sabe que existem estas despesas não contabilizadas, o que mostra o grau de ineficiência que nos permitimos chegar.

Sequer sabemos o nível dos nossos problemas.

Pelo menos, a ficha caiu que somos ineficientes.

Onde somos ineficientes é que ninguém percebeu ainda. "É nos juros", "É no câmbio", 'É na educação".

Continuem pensando assim.

Quando descobrirem que ineficiência se combate com profissionais treinados para combater a ineficiência estaremos um pouco menos atrasados.




Texto de Stephen Kanitz
Administrador de Empresas, Conferencista e Escritor

terça-feira, 14 de fevereiro de 2012

POST 1325: QUERO MEU DEPUTADO FELIZ. Por Rodolfo Araújo

Cada vez mais eu me convenço de que a maioria dos problemas que enfrentamos é resultado de incentivos mal planejados. Seja na hora em que temos que fazer algo, ou quando alguém tem que fazer algo por nós, o descasamento entre expectativa e entrega normalmente resulta de motivação desregulada.

Ian Ayres escreveu um livro inteirinho sobre isso, o qual recomendo entusiasticamente: Carrots and Sticks: Unlock the Power of Incentives to Get Things Done. Já escrevi, inclusive, dois textos sobre ele: Força de vontade: a má notícia e Força de vontade: a boa notícia (muito criativo, não é?). Dele vem a principal ideia por trás desse texto - que muitos de vocês vão detestar, tenho certeza.


Pois bem, tudo começou dois finais de semana atrás, quando passeava de carro num sábado e vi diversos motoristas conversando ao celular enquanto dirigiam. Sem emergências, sem assuntos de trabalho, puro descaso com a segurança alheia. Comentei minha indignação no Facebook e logo vieram as educadas contestações.

Uma disse que era muito habilidosa e conseguia manusear perfeitamente o aparelho enquanto dirigia. Outra retucou estar dentro da lei, porque usa o bluetooth do veículo. Ambas estão erradas.

O problema ao conversar ao celular enquanto dirige não é ter as mãos ocupadas - é ter a cabeça ocupada. Diversos estudos comprovam que o hábito multiplica as chances de a pessoa se envolver num acidente.

Algo bem diferente de ouvir música ou bater papo com alguém sentado no banco do carona - que são atos que exigem parcelas de concentração e esforço mental infinitamente menores.

E foi aí que a conversa ficou interessante, pois veio o onipresente argumento de que as multas são um absurdo, porque o dinheiro proveniente delas não é revertido em benefícios para o cidadão, tais como melhor sinalização, ruas menos esburacadas, semáforos mais modernos etc. Foi quando caiu a ficha e o Ian Ayres entrou na parada.

A multa, por definição, deve servir como uma punição, um castigo, certo? Se uma multa é aplicada em seu benefício, ela deixa de ser um castigo e passa a ser uma benfeitoria. Uma benfeitoria pela qual você paga compulsoriamente mas, ainda assim, uma benfeitoria.

Ayres cita pessoas que buscam objetivos particulares e fazem apostas consigo mesmas para se forçarem a cumpri-los. Algo como: vou perder cinco quilos em seis meses, senão vou doar US$ 100,00 para uma instituição de caridade.

O argumento dele é que doar US$ 100,00 para uma instituição de caridade é algo altruísta e que você vai se sentir bem fazendo. É uma boa ação, logo, como fator motivacional é um desastre, porque você será capaz de encontrar uma ótima justificativa para perder a aposta, em vez de peso.

Para que o incentivo realmente funcione, você precisa doar o dinheiro para uma causa que não apoie! Algo que vá contra seus princípios, para que você realmente se esforce para evitar.

Daí vem, então, minha estapafúrdia sugestão: o dinheiro das multas deveria ser destinado a festas, viagens e comilanças dos políticos. Cada um teria uma verba extra para torrar com o que bem entendesse, sem necessidade de prestação de contas. Passagens de primeira classe, jantares nos melhores restaurantes, carros importados, pizzas e toda a sorte de luxúrias impublicáveis...

Já posso imaginar a leitora toda nervosinha aí do outro lado. Mas vamos pensar um pouco mais no caso: se o dinheiro não é usado para asfaltar ruas, pintar faixas ou aumentar a segurança, para onde ele vai? Se você não consegue pensar em algo, sugiro que releia o parágrafo anterior. Tem algumas pistas nele...

Então, provavelmente o dinheiro já está tendo um rumo errado. Minha sugestão é apenas que isso seja formalizado, institucionalizado. Ao menos assim, você que fala ao celular enquanto dirige, terá a certeza de que você está fazendo seu político mais feliz. (Estou supondo que você se lembre em quem votou.)

Ou então, se você realmente não quer que isso aconteça, vai com essa mania imbecil de telefonar enquanto dirige. Embora eu continue achando que zelar pela sua segurança, das pessoas que estão no seu carro (sim, seus filhos também contam) e dos estranhos à sua volta deveria contar muito mais.



Rodolfo Araújo
Mestre em Administração pela PUC-RJ; Pós Graduado em TI pela FGV-RJ; Bacharel em Comunicação Social pela UFRJ.
Mais de Rodolfo Araújo AQUI

sexta-feira, 10 de fevereiro de 2012

POST 1320: COMO COMETER UM CRIME PERFEITO.

Este é o sonho da maioria das pessoas.

Todo mundo já sonhou dar um golpe na vida, um golpe tão perfeito que você nunca será pego ou detectado.

Hollywood está cheio de filmes neste sentido e as dicas para cometer um crime perfeito, segundo Hollywood, normalmente são estas:

1. Se disfarçar de outro, que pela lógica, será o preso.

2. Matar todos os seus companheiros, para não correr o risco de delação.

3. Fugir para o Brasil, que não tem tratado de extradição, como fez o italiano Cesare Battisti.

Mas o melhor filme e a melhor dica foi "Golpe de Mestre", com Robert Redford.

O segredo é roubar dinheiro de forma que a vítima não saiba que foi roubada.

Aí, ninguém vai investigar o crime, nenhum policial vai correr atrás.

No filme, um grande apostador de cavalos acha que perdeu uma aposta, não que tenha sido roubado.

No Brasil, temos muitas formas deste tipo de golpe.

O maior deles, e que já chega a uns 5 trilhões, chama-se INSS.

Todo mês você "contribui" para a sua aposentadoria com mais ou menos 30% do seu salário, você e seu empregador.

O dinheiro é descontado em folha e do bolso dos empregados, e é depositado no INSS.

Lá você imagina que o dinheiro é guardado, investido, reinvestido por 30 anos, para que o INSS tenha de fato o dinheiro necessário para pagar a aposentadoria prometida.

Só que não é isto que acontece.

Os 5 trilhões que foram "contribuídos" nos últimos 29 anos, não está lá.

Mas isto é mantido em segredo e se tornou um Golpe de Mestre.

Aí vem a pergunta. Então como os aposentados de hoje estão recebendo suas aposentadorias, se o dinheiro que eles contribuíram sumiu?

Caro leitor, isto vou deixar você descobrir por si, mas basta pensar um pouco.

Os dados necessários eu já coloquei acima. (Dica: 30%)

A venda de Títulos do Governo Brasileiro (e da Grécia, por sinal), é um outro Golpe de Mestre.

Você aplica R$ 100.000,00 em um Título Público.

Provavelmente você acha que seus R$ 100.000,00 serão investidos em algum projeto público rentável que garanta o pagamento dos 10% ao ano que lhe pagam.

Senão, vão te pagar como?

Inclusive o investimento que o governo fez com seu dinheiro, deverá render muito mais do que 10%, para poder lhe devolver todos os R$ 1.000.000.000.000,00 que tomaram emprestado.

Acontece que este é outro Golpe de Mestre, porque o Governo não tem estes R$ 1 trilhão de investimentos feitos.

Senão não faltaria aeroporto, estradas, energia elétrica e portos para escoar a nossa produção.

Só que este fato é mantido em segredo.

Enquanto que no Capitalismo Democrático, todo mundo cuida bem do seu dinheiro. No Capitalismo de Estado quem cuida do seu dinheiro são "os outros"

Agora vem a horrível pergunta.

Se estes investimentos não foram feitos e portanto não geram renda para o Estado, como Tesouro e o Banco Central pagam todo ano 10% de juros?

Isto vou deixar você caro leitor descobrir por si, e basta pensar um pouco.

Os dados necessários eu já coloquei acima. (Dica: R$ 100.000,00)

Até aqui já somamos um Golpe no total de R$ 6 trilhões, e eu poderia continuar com FGTS, PIS, COFINS etc, mas vou parar por aqui.

Robert Redford roubou US$ 54.000 e nunca foi pego, o crime do filme nunca foi noticiado.

Mas, ensinou para muita gente o segredo do crime.

Montar um esquema onde a vítima nem sabe que o dinheiro sumiu.



Texto de STEPHEN KANITZ
Administrador de Empresas, Conferencista e Escritor

sábado, 4 de fevereiro de 2012

POST 1309: A CRISE É DO CAPITALISMO???

Assustador ler hoje artigo de Martin Wolf, economista chefe do Financial Times, culpando o "capitalismo" por esta crise, e colocando suas sugestões de como modificá-la.
Como todos sabem, meu objetivo neste blog sem fins lucrativos é sempre mostrar um lado da questão nunca abordado, ajudando a eliminar preconceitos, memes e ajudando o leitor a pensar mais no assunto.


Não foi o Capitalismo que causou esta crise, muito menos o Neoliberalismo, algo que vai ser difícil, eu sei, a esta altura do campeonato provar.

Vamos definir corretamente de que capitalismo estamos falando, quais os valores deste capitalismo que causaram a crise, lembrando que hoje temos vários capitalismos, como temos inúmeras versões possíveis de socialismo.


Eu defendo o Capitalismo Democrático, enquanto que Martin Wolf defende o Capitalismo de Estado.

Um dos valores do capitalismo tradicional e do liberalismo é: "coloque todos os seus ovos numa cesta, e cuide bem desta cesta".

Poderá parecer estranho para muitos, porque o mantra na imprensa econômico-financeira e do Financial Times tem sido "diversificar seus investimentos e não colocar tudo numa única cesta".

Mas este conselho, "cuide bem da cesta" está nos Axiomas de Zurique, de Max Gunther, uma das bíblias deste tipo de capitalismo.

Estes capitalistas à moda antiga são a favor da governância, da responsabilidade no trato das finanças, da competência e da dedicação.

Os liberais e os neoliberais querem que você tenha liberdade de escolher o Fundo de Garantia de Emprego que quiser, não aquele que rende menos que a inflação, determinado pelo Capitalismo de Estado.

Você escolhe o seu Fundo de Pensão ou cuida você mesmo de uma carteira de ações, ao invés de entregar 30% do seu salário ao Fundo de Pensão do INSS, determinado pelo Capitalismo de Estado.

Cuidar do seu próprio dinheiro faz parte do direito do homem, infelizmente esquecido pelos nossos governos.

"Depositem 40% de impostos, comprem 100% de títulos públicos, que cuidaremos da sua "cesta", da sua saúde, ensino e aposentadoria."

Será que entregar a sua cesta para outros cuidarem funciona?
Martin Wolf acredita que sim.

Martin Wolf acha que entregar sua poupança para um bando de jovens de Hedge Funds, Fundos Fechados, Fundos de todos os tipos, e diversificar em 10 aplicações diferentes que você honestamente não entende nada, funciona.

Mas isto não é capitalismo. Entregar a sua cesta para outros cuidarem é uma santa ingenuidade, mas é isto que hoje chamamos de Wall Street, não muito diferente do que prega o Capitalismo de Estado.

Dê-me seu dinheiro, e eu cuidarei dele por você. Deu o que deu nos EUA e agora na EUROPA, duas faces da mesma moeda. "Cuidaremos de você e dos seus problemas."

Liberais e neoliberais acham que entregar dinheiro para os outros é uma furada. Por isto, são contra governos que tomam para si, e Hedge Funds que afirmam que cuidarão de você.

Liberais acham que é melhor você cuidar do seu dinheiro, da educação do seu filho e da sua saúde que dá mais certo, liberdade hoje negada pelo Capitalismo de Estado e desaconselhada por jornalistas do Financial Times, em nome de seus anunciantes.

POST 1307: 9 GÊNIOS CHAPADÕES QUE MUDARAM O MUNDO [COM INFOGRÁFICO]


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Todos os dias, em todo o mundo, muitas pessoas morrem vítimas das drogas, desde as mais “leves” e lícitas (como o álcool) até as mais pesadas (como o ácido ou a cocaína). E sob o efeito de entorpecentes, poucos são aqueles que conseguem se sobressair. Você consegue se lembrar de alguém?

Nas décadas de 1960 e 1970, o consumo de drogas nos Estados Unidos foi muito elevado, sendo influenciado – e muito – pelos movimentos da contracultura. Algumas décadas antes, o uso de cocaína e maconha não era proibido, sendo inclusive recomendado por médicos e farmacêuticos.

Algumas pessoas que mudaram o mundo usavam alucinógenos e você nem sabia. Se está curioso, preste atenção neste artigo e veja quem são os principais nomes da história dos últimos séculos a terem agido sob influência das substâncias entorpecentes.

Sigmund Freud

O “pai da psicanálise” foi usuário de cocaína em um período em que ela não era proibida. Inclusive, o estudioso escreveu vários tratados que alegam a eficiência da droga para fins antidepressivos e estimulantes. Por muito tempo, Freud usou a cocaína também como tratamento para problemas nasais. Ele só parou de recomendar a substância quando um amigo morreu sob efeito da droga.

(Fonte da imagem: Reprodução/Wikimedia Commons)

Steve Jobs

Um dos maiores gênios da computação admitiu ter utilizado LSD quando era jovem. Jobs inclusive revelou que essa foi “uma das duas ou três coisas mais importantes” que ele fez em sua vida. Foi depois disso que ele se juntou a Steve Wozniak para criar os primeiros computadores Apple e tornou-se um dos grandes nomes da informática moderna.

Bill Gates

Bill Gates é um dos fundadores da Microsoft e idealizador do sistema operacional Windows. Ao contrário de Jobs, ele não concorda que as drogas tenham sido importantes para a vida dele. Mesmo assim, admitiu (em entrevista à Playboy, em 1994) que antes de seus 25 anos passou algum tempo sob o efeito da dietilamida de acido lisérgico (LSD).

Francis Crick

Você pode não saber quem é Francis Crick, mas tudo o que você conhece sobre a estrutura do DNA é devido aos estudos dele. Crick foi assumidamente usuário de LSD e há suspeitas de que seus tratados sobre o DNA tenham sido criados com a influência dos alucinógenos. Segundo alguns parceiros do cientista, ele só percebeu a dupla-hélice do DNA porque estava em estado alterado.

Thomas Edison

Thomas Edison é reconhecido como o criador das lâmpadas incandescentes e há muitos relatos que apontam para a relação entre o inventor e a utilização de cocaína. O cientista apoiava o consumo de um elixir de coca, que o deixava acordado por mais tempo para que pudesse criar e trabalhar. Vale lembrar que, na época, o consumo era permitido.

(Fonte da imagem: Reprodução/Wikimedia Commons)


Benjamin Franklin

Um dos líderes da Revolução Americana (que deu origem à independência dos Estados Unidos) é também reconhecido internacionalmente pela sua relevância nos conhecimentos acerca da eletricidade e da condução elétrica. No final de sua vida, ele sofria com muitas dores por pedras nos rins e, segundo um artigo publicado na Scientific American (em 1991), ele consumia ópio para aliviar a dor.

Winston Churchill

Também conhecido como gás hilariante, o óxido nitroso é importante para fins medicinais, devido ao seu poder sedativo. Winston Churchill (Primeiro Ministro britânico durante a Segunda Guerra Mundial, peça vital para a vitória dos aliados) acabou se viciando no gás. Também há relatos de que ele se viciou em remédios para conseguir se manter calmo em reuniões importantes.

Douglas Engelbart

Reconhecido como o inventor do mouse, Douglas Engelbart assumiu publicamente que passou bom tempo de sua vida em estado alterado. Assim como Jobs e Gates, ele utilizava LSD para “despertar-se sensorialmente”. Engelbart diz que o ácido fazia com que seus pensamentos pudessem ser menos limitados.

John Lennon

Líder dos Beatles e um dos maiores nomes da contracultura, John Lennon foi muito importante para a mobilização dos jovens contrários à ocupação norte-americana no Vietnã. Há relatos de que ele tenha consumido maconha, LSD e cogumelos durante sua vida – sendo que as drogas teriam sido responsáveis por boa parte das composições dele.


(Fonte da imagem: Reprodução/Wikimedia Commons)


Gênios de cara limpa

Entre os grandes nomes da ciência, tecnologia e política que não utilizaram drogas (ou pelo menos nunca revelaram), podemos citar vários gênios. Nikola Tesla (grande rival de Thomas Edison) era conhecido por total abstinência de substâncias que pudessem alterar sua percepção da realidade (incluindo bebidas alcoólicas).

Outro destaque vai para Steve Wozniak (cofundador da Apple), que disse várias vezes em entrevistas sempre ter gostado dos hippies, mas o fato de eles usarem drogas o incomodava bastante. Também é preciso ressaltar um dos maiores gênios de toda a história: Leonardo Da Vinci, que fez todas as suas obras em estado normal.


 

FONTE: TECMUNDO
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