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quinta-feira, 16 de agosto de 2012

POST 1777: 3 ESTRATÉGIAS PARA EQUALIZAR A VIDA PESSOAL E O TRABALHO

A sexta-feira está chegando ao fim e minha lista de coisas a fazer ainda está longe de acabar. Certamente uma parte dela ficará para segunda-feira. Enquanto penso em terminar o trabalho, várias atividades do fim de semana já passaram pela minha cabeça. Outra lista que certamente não será concluída em dois dias. Você está assim como eu? Muita gente tem dificuldade de balancear a vida pessoal e o trabalho.

Em artigo para a revista Inc, a empreendedora e investidora Maura McCarthy lista três estratégias importantes que devemos considerar para não surtar de tanto trabalhar:
1. Ligue os pontos entre o pessoal e o profissional – Parece lugar-comum e de fato é: fazer algo que você realmente ama é fundamental. Tenha a certeza de que seus talentos e suas habilidades são usados em seu trabalho. No melhor dos casos, seus principais talentos – aqueles que fazem parte da sua vida com a família, os amigos e incluem também os seus hobbies – são aplicados ao seu trabalho. Se você ainda não está nesse ponto, pode tentar fazer pequenas mudanças. Uma delas é se envolver em projetos que aumentam a satisfação pessoal. Quando alguém trabalha com paixão, a produtividade é maior, as ideias brotam com facilidade e os efeitos são contagiantes.

2. Use um lembrete visual – Perder-se no emaranhado de coisas a fazer é fácil, especialmente se seu trabalho for altamente estressante, com pessoas a gerenciar e muitos problemas cheios de detalhes para resolver. Estudos mostram que lembretes visuais podem ser altamente motivadores. Por isso, encontre um e coloque-o num lugar de destaque. Pode não ser simples encontrar a melhor imagem motivacional para você, mas ela pode estar em muitos lugares. Maura McCarthy diz que certa vez parou para comer um pedaço de pizza e viu na caixa da pizzaria uma mensagem que destacava a missão da empresa. Ficou impressionada. Rasgou parte da tampa da caixa e a levou para o escritório. Ainda guarda a frase em cima da mesa. Estar sempre em contato com o que nos inspira é essencial para manter a energia necessária para o trabalho – e para motivar quem trabalha com você.

3. Crie oportunidades para que você e seus funcionários vejam o resultado direto do trabalho – É claro que você não pensa nisso enquanto revê um orçamento do mês às 11 horas da noite. Mas ter uma experiência na linha de frente do negócio é importante para tornar mais clara sua missão principal. Um exemplo prático: uma entidade sem fins lucrativos faz um rodízio entre os funcionários para que todos possam ser seus embaixadores em diversas situações. Assim, eles vão a campo, representam a empresa e veem seu impacto direto nas atividades que ocorrem em países em desenvolvimento. Você pode fazer algo menos ambicioso. Pode mandar seus funcionários a eventos, representando a empresa. Quem não sai de sua mesa do escritório, não vê o negócio por todos os ângulos para entender de fato por que está (e quer estar) lá. Esse, certamente, é um investimento na carreira e para a felicidade.

terça-feira, 14 de agosto de 2012

POST 1764: ENTENDA O AQUECIMENTO GLOBAL. Por Stephen Kanitz

Estados Unidos, Europa e China representam 50% da emissão de Carbono.
São países que colocam o crescimento do PIB em primeiro lugar. O Brasil emite 1,3%, um terço do que emite o setor de aviação.

O problema são as políticas de maximização do PIB, que tomaram conta da maioria dos países, inclusive o Brasil.
A política atual é produzir a maior quantidade de produtos e bugigangas possível, algo que os chineses seguiram à risca.

Países que colocam o crescimento do Patrimônio Nacional em primeiro lugar, se preocupam em fazer menos produtos, mas com maior durabilidade.
Carros que duram 20 anos fazem mais sentido para a população como um todo, do que carros que duram cinco anos.

Dilma acaba de dar incentivos fiscais para produzirem mais eletrodomésticos e mais carros, e não para produzirem carros e eletrodomésticos mais duráveis, que não precisem ser trocados a cada cinco anos.
Maximizar o PIB maximiza também os impostos, mas não diminui a pobreza quanto maximizar o Patrimônio Nacional.

O maior impecilho para o desaquecimento global é a enorme dependência do Estado nos impostos gerados pelo PIB.
Empresas podem lucrar o mesmo valor vendendo produtos que duram mais, simplesmente cobrando mais, não necessariamente 5 x mais, mas 15% mais, se a margem de lucro for de 4%, por exemplo.
Poderíamos reduzir a emissão em 75% se produzíssemos produtos que durassem 20 anos, em vez de cinco anos.

Os ricos continuariam a comprar as últimas inovações tecnológicas, mas em vez de jogar tudo no lixo venderiam o produto usado para as classes mais pobres.
Estes pagariam a metade do preço de um novo, por um produto funcional, mas de uma tecnologia anterior. Qual o problema?
Eu quando era pobre, comprava carro usado.
Carro que não entrava no cálculo do PIB, apesar de eu ter aumentado meu padrão de vida, e bem.

E por não entrar no cálculo do PIB, usados nunca foram tema de política econômica em nenhum país.
Apesar de ganhar quatro salários mínimos na época, meu padrão de vida era o dobro, porque muita coisa que eu comprava era usada e custava a metade do preço.
Toda a indústria de genéricos fabrica remédios cujas patentes já caducaram, e portanto mais baratos.

Mas por isto mesmo são de uma tecnologia anterior, e agora acessíveis para pessoas mais pobres.
Preferível o remédio antigo e menos eficaz, do que nada.

Nós que somos adeptos a maximizar o Patrimônio Nacional não estamos preocupados com a "distribuição da renda", e sim com a "distribuição da produção".
Queremos que produtos durem e troquem de mãos, das classes mais ricas para as classes mais pobres.
Obrigaríamos as empresas a suprir com peças sobrassalentes, 10 anos depois do fim da produção, para incentivar justamente o mercado de usados.
Os adeptos de Adam Smith odeiam o mercado de usados. Apesar de aumentar o bem estar das classes mais pobres, ele não aumenta o PIB e muito menos os impostos.

Financiar casa usada, carro usado, televisão usada, nem pensar.
Tudo tem que ser novo, de última geração.
Pobre tem que pagar o dobro, neste modelo econômico elitista e excludente.
Para incentivar os adeptos de Adam Smith a mudar de filosofia, eu proporia a criação de Imposto de Circulação sobre Produtos Usados, com uma alíquota de 5%, mas o suficiente para chamar a atenção do governo.
Quem compra um carro usado, por exemplo, precisa das mesma estradas, guardas e faróis, e seria justo que pagassem por este custo do Estado, algo que não ocorre hoje.
O que não podemos é ter países como os Estados Unidos, os países europeus e a China, glorificando o consumo, a maximização do PIB, o endividamento absurdo das famílias, a emissão de 10 cartões de crédito para uma única família, para comprar produtos descartáveis.
O sonho dos adeptos de Adam Smith e dos maximizadores do Produto Interno Bruto.

Administrador, Consultor, Conferencista e Escritor

quinta-feira, 26 de julho de 2012

POST 1748: VOCÊ SABE O QUE É PRIORIDADE NA SUA EMPRESA? Por Christian Barbosa

Ao escrever este artigo minha intenção é justamente colocar o tema na pauta de todo empreendedor, diretor e CEO. Um dos maiores problemas de produtividade que enfrento em consultoria para empresas de qualquer porte e estágio de desenvolvimento é a falta clara de estratégias de priorização. Em geral tudo é para ontem e prioritário. As empresas estão sofrendo do "mal da prioridade", sem essa clareza, muito se trabalha, muito estresse é gerado e no final pouca execução e resultado acontece de verdade.

Imagine a seguinte situação corriqueira: um membro da sua equipe está trabalhando quando surge uma demanda urgente para ser atendida. Dois clientes com urgências pedem uma solução ao mesmo tempo (entenda cliente como interno ou externo). O primeiro cliente é tranquilo, calmo e expressa sua urgência de forma mais educada. Já o segundo cliente é extremamente mal humorado, indelicado, grosso e fica gritando.

Qual dos clientes você acha que seu colaborador vai atender primeiro? O calmo ou o nervosinho? Se ele estiver em uma empresa sem estratégias de priorização, com certeza o cliente nervosinho será priorizado. Isso é porque as pessoas dentro de empresas sem prioridade, acabam por definir a ordem de execução através da gritaria e não de prioridades.

É papel do líder ajudar o time a definir o que deve ser feito primeiro e o que deve ser feito depois. Sem essa definição, tudo é priorizado de forma empírica, por gritaria ou de forma errada. E pode ter a certeza, de que a culpa não é do time.

Existem dois níveis de prioridades que precisam ser definidas: as corporativas e as departamentais. Há algum tempo extingui as prioridades de unidades de negócios, por não se tornarem práticas no dia a dia. As prioridades corporativas têm ligação direta com a estratégia, missão, visão e decisões do board para o período em exercício. Prioridades corporativas devem ser específicas, ter uma ordem de importância, e não devem ultrapassar três ou quatro prioridades.

As prioridades departamentais têm obviamente ligação com as prioridades corporativas, mas tem ligação com o dia a dia do departamento, de uma forma bem prática e objetiva.

A partir do momento em que as prioridades estiverem definidas é preciso comunicá-las da forma adequada. Todos na empresa precisam saber exatamente o que deve ser feito quando duas coisas urgentes exigirem atenção imediata. Não pela gritaria, coleguismo, nível hierárquico de quem está pedindo, mas de acordo com o que é mais importante para a empresa, que ajuda os objetivos a serem alcançados e coloca o time focado no senso de importância e não nas urgências.

Um cliente nosso da área de IT definiu suas prioridades corporativas e departamentais. A escala de prioridades foi customizada no sistema de CRM, que facilita a visualização da prioridade de atendimento através de um score. Nenhum cliente fica sem atendimento, mas eles são priorizados de acordo com o que é realmente foco da empresa.

Sem produtividade, nenhuma empresa consegue permanecer competitiva no mercado por muito tempo. Que tal começar com o assunto de prioridades? Pense nisso!

Especialista em administração de tempo e produtividade, fundador da Triad PS, empresa multinacional especializada em programas e consultoria na área de produtividade, colaboração e administração do tempo.

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domingo, 3 de junho de 2012

POST 1712: VOCÊ ESTÁ SOBRECARREGADO? Por Christian Barbosa

Sua vida está no limite? Cheio de tarefas para fazer e pouco tempo? Nada de esporte, tempo para você, tempo para os amigos? Anda sempre cansado e não tem disposição para fazer nada de útil?

Se você está assim você não é o único, muita gente está vivendo sem equilíbrio. É mais comum do que você imagina. Muita gente vive ocupada, nunca tem tempo para nada, mas essa não é a questão. O que temos que nos perguntar é se estamos ocupados com as coisas que realmente deveríamos estar.


Já parou para pensar que na maior parte dos casos estamos sobrecarregados porque simplesmente aceitamos essa situação em algum momento? Muita gente gosta de estar assim, dá status, dá poder, dá automotivação. A questão é até quando.

A verdade é que não é “chique” viver sem agenda pra nada, sair do escritório todos os dias muito tarde, não ter final de semana, não fazer esporte, não se divertir. Na verdade é bem triste o que você pode estar fazendo da sua vida.

Acorda! Se você enfartar hoje de estresse por causa da sua rotina, todo mundo vai chorar e a vida vai continuar. Ninguém é insubstituível. Ou você pega leva com você ou a vida vai pegar pesado por você!

Estamos quase no meio do ano, eu costumo recomendar uma pausa estratégica nesse período para “revisar os objetivos anuais, o equilíbrio, os resultados obtidos”. Analise como foram seus meses até aqui e veja se quer repetir esse padrão.

Sempre é possível dizer um não, limitar seus horários, delegar mais, aprender técnicas modernas de gestão do tempo, usar melhor seu e-mail, permitir ao time tomar decisões, mudar de emprego, começar um esporte, etc. Você que manda na sua vida, não é?

As pessoas não fazem o que deveriam fazer e por isso perdem seu equilíbrio, que por consequência leva a perda do seu resultado mais cedo ou mais tarde!

Para pensar!




Christian Barbosa
Especialista em administração de tempo e produtividade, fundador da Triad PS, empresa multinacional especializada em programas e consultoria na área de produtividade, colaboração e administração do tempo.
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sexta-feira, 27 de abril de 2012

POST 1571: 7 DICAS PARA MANTER A PRODUTIVIDADE NAS VIAGENS. Por Christian Barbosa

Algumas pessoas tem como parte de seu trabalho, a realização de viagens constantes. Muita gente acha isso o máximo: não ter rotina, cada dia estar em um lugar, aprender culturas diferentes, ganhar um monte de milhas, etc. O problema é que esse “glamour executivo” passa rápida para quem o vive constantemente.

O Felipe Pinto, é uma das pessoas que passa por isso, ele mandou essa pergunta para o blog: “estou realizando viagens frequentes e gostaria de saber como você se planeja para continuar produzindo bem mesmo com essas significativas quebras de rotina. Pois, minhas viagens acabam tendo horários previstos de saída/chegada bem diferentes do planejado inicialmente e acabo tendo dificuldades de aproveitar os intervalos de tempo livre durante a viagem.”

Durante viagem, a produtividade tem a tendência a cair, é natural, com nossa infra estrutura aérea pior ainda, mas veja algumas dicas que podem ajudar você a manter a sua performance:


Tenha tempo – Chegar com antecedência no aeroporto é importante, dá tranquilidade. Se você chega no último minuto, precisa correr para embarcar e tudo se transforma em estresse: o check in pode ter fila, você pode ser obrigado a enfrentar filas no raio X, quando chega na aeronave não tem mais espaço para suas malas e por ai vai. Isso só aumenta sua irritação, sua pressão e seu estresse, ai tudo fica um porre e a sensação da viagem só piora.


Utilize as salas VIP – A maioria dos aeroportos tem salas VIP, de cartões de crédito ou das cia. de viagem. O simples fato de ter onde sentar, ligar o micro ou ver TV, tomar um bom café e comer alguma coisa ajuda a relaxar. Vale a pena o investimento em trocar seu cartão de crédito ou ter fidelidade de alguma cia. Aérea para aproveitar esse benefício.


Relaxe durante o voo – Voar por si só é cansativo, suga sua energia. Tudo que você puder fazer para tornar o voo mais relaxado, melhor. Se você gosta de ler, leve seu livro, se gosta de ver filmes, baixe no seu computador ou tablet. Se gosta de dormir, durma. Só evite bebidas alcóolicas e refrigerantes que podem prejudicar o voo. Eu não dispenso meu tablet com meu Kindle para ler livros ou ver meus filmes. Porém quando eu estou cansado eu durmo mesmo.


Alimente-se corretamente – Uma das coisas que mais aprendi, principalmente nos voos de longa duração ou com fuso horário diferente é a importância de uma correta alimentação. Eu evito ao máximo horários de voo que vou perder meu almoço, pois isso simplesmente desregula toda minha produtividade. É vital antes de voar, tomar café, almoçar ou tomar um lanche. Durante o voo, a cada 3 horas vale o consumo de uma barrinha, de um amendoim, etc.


Planejamento prévio – Um dos maiores fatores de procrastinação de tarefas é justamente quando a pessoa tem viagens ou deslocamento para reuniões. Nesses dias o melhor é fazer uma agenda “light”, ou seja, planejar o mínimo de atividades possível. Eu uso dias de viagem apenas para checar e-mails e fazer “follow up” rápidos. Se eu coloco algo mais complicado pra fazer, simplesmente a energia não aparece. No caso de viagens internacionais, eu nunca agendo nada no próprio dia, tenho pelo menos 1 dia livre antes de qualquer coisa importante, pois isso permite adaptações ao fuso ou correção de eventuais problemas que podem acontecer.


Coloque seu hobby – Sempre que vou viajar e tenho um intervalo superior a 3 horas para algum evento ou reunião, eu coloco uma partida de tênis na agenda. Eu já procuro antes quadras próximas ao hotel e checo a logística. Isso me ajuda a relaxar, liberar endorfina e ter disposição para o que vier. Sempre que possível coloque seu hobby na viagem, seja ela qual for, vai ajudar a manter sua performance.


Trabalhar na viagem – Eu parei de trabalhar nos aeroportos, só faço isso em caso de emergência. Não digo que você tenha de fazer isso, mas para mim o cansaço mental não compensava o resultado. Prefiro trabalhar em um momento com maior disposição, pois o trabalho vai render mais. Prefiro chegar no hotel, jantar, ver minha novela e ai tocar o que precisar, afinal estarei sozinho mesmo então não tem problema trabalhar nesses horários!




Christian Barbosa
Especialista em administração de tempo e produtividade, fundador da Triad PS, empresa multinacional especializada em programas e consultoria na área de produtividade, colaboração e administração do tempo.
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domingo, 8 de abril de 2012

POST 1464: É POSSÍVEL INOVAR MAIS NO BRASIL?

A criatividade brasileira é famosa em todo o mundo, mas porque as companhias brasileiras não inovam tanto? A indagação, feita pelo professor de economia da USP e do Insper, Naércio Menezes Filho, durante o SAP Fórum 2012, é fundamentada por alguns fatos, entre eles, o número de patentes registradas e o investimento destinado à pesquisa e desenvolvimento (P&D). Para o especialista, essa pouca atenção à inovação tem tido impacto direto na produtividade dos brasileiros e, consequentemente, no crescimento sustentável.

“Só vamos ganhar mercado se tivermos crescimento sustentável. Como inovar mais? Temos uma questão fundamental que é a da educação. Conseguimos colocar crianças nas escolas, mas a qualidade ainda é muito ruim. E isso está relacionado com inovação e patentes”, comenta o professor.

Ele lembra que, embora o País possua grandes pesquisadores na área de ciência e tem ensaiado algum professo, é preciso se fazer mais. Outro ponto crítico na visão de Menezes Filho é o chamado custo Brasil, já que as companhias precisam dispensar muito tempo com tributação. “As leis de incentivo à inovação parecem não funcionar bem. Com inovação, aumenta produtividade, tem crescimento e reduz pobreza”, ressalta.

Com dados de diversos estudos produzidos em âmbito global, o professor lembra que a produtividade do brasileiro ainda está bem abaixo dos concorrentes globais. Se comparada à dos norte-americanos, por exemplo, é cinco vezes menos, e com os sul-coreanos, três vezes menos. Sem elevar esse nível, é complicado competir. “O crescimento da produtividade nos BRICS foi de 6% ao ano entre 2005 e 2010, no Brasil, 2% ao ano. Nosso PIB cresceu menos e crescemos a custa de empregos. Como crescer empregando mais trabalhadores se estamos em pleno emprego? Só com aumento da produtividade.”

O País peca também no número de patentes registradas e aí é possível questionar o que causa este efeito: falta de cultura de inovação? Aversão ao risco? Os fatores podem ser os mais variados. Avaliando a questão das práticas gerenciais, o Brasil também está atrás de diversos países que concorrem diretamente na roda do comércio global. “Nos EUA a distribuição é normal, tem algumas ruins, mas a maior parte está na média e outras são bem inovadoras. No Brasil, concentração é na adoção de práticas de gestão ultrapassada, sem sistemas de promoção baseada no mérito, sem metas e com critério de soluções de problemas mal gerenciado.” Menezes Filho frisa ainda que, esse levantamento levou apenas a gestão no setor industrial e que, em serviços, o nível é bastante pior.

Diante de todo o cenário, o Brasil, na análise do economista, precisaria trabalhar os seguintes pontos: infraestrutura, crédito caro, dificuldade de fazer negócio (abrir e fechar empresa), política competitividade, incentivo à inovação, práticas gerenciais ultrapassadas, qualidade de educação, estrutura tributária complexa e distância entre empresas e universidades.



sexta-feira, 9 de março de 2012

POST 1373: TRABALHO BOM - BARATO - RÁPIDO



QUAL SUA ESCOLHA???

quinta-feira, 1 de março de 2012

POST 1354: QUE TAL UMA BOA RISADA? Por Christian Barbosa

Aquele comercial do Itaú, da criança rasgando o papel, é muito legal. Não tem pessoa que não abra um sorriso quando vê o comercial pela primeira vez. E isso faz muito bem a sua saúde!


Estudos sobre a Ciência dos Sorrisos indicam que uma boa dose diária de sorrisos faz muito bem para sua saúde e podem ser o melhor remédio para Você e sua família.

Em um trabalho científico apresentado recentemente em conferência sobre o assunto na American College of Cardiology em Orlando, na Flórida, Dr. Michel Miller da University of Maryland anunciou ter medido a pressão arterial de 20 voluntários antes e depois de terem assistido 2 filmes de gêneros diferentes: um sobre guerras, outro sobre comédias. . Os resultados foram dramaticamente opostos. Dr. Miller descobriu que a pressão arterial caiu em média para 35% dos voluntários durante o filme com cenas sanguinolentas e aumentou em 22% durante a exibição das comédias. Dr. Miller concluiu então, que os sorrisos são remédios muito mais saudáveis do que todos nós poderíamos imaginar.

Na mesma conferência, Dr. Wei Jiang, da Duke University demonstrou em seu estudo sobre 1.000 pacientes cardíacos, que sem sorrisos 44% deles possuíam maior risco de morte. Em outras palavras, uma atitude alegre diária faz muito bem ao seu coração e ajuda Você a viver melhor e a atingir uma expectativa de vida longa com maior certeza.

Os estudos intensivos sobre os benefícios do sorriso diário tiveram início há aproximadamente 20 anos atrás , quando um paciente Norman Coxins contou sobre sua vitória pessoal como sobrevivente a uma doença fatal , depois de ter assistido várias vezes os filmes ainda silenciosos de Charles Chaplin. Para se ter uma idéia, Coxins não possuía nenhum conhecimento médico sobre os resultados que começava a sentir em seu organismo, mas ele diariamente acreditava firmemente, que este era o antídoto natural à sua impaciência, desesperança e síndrome do pânico.

Desde então, Drs. Leila Berk e Stanley Tam – profissionais do Centro Médico da Loma Linda University têm sido os líderes na pesquisa sobre a fantástica Ciência dos Sorrisos. Estes incríveis estudos demonstram que o sorriso diário baixa a pressão arterial, reduz os estresses hormonais, aumenta o relaxamento muscular e acelera o sistema imunológico. O sorriso diário também produz endorfinas – os antidepressivos naturais em nosso corpo – produzindo uma gostosa sensação de bem-estar.

Entretanto, o melhor benefício dos sorrisos pode ser mesmo o econômico, pois é grátis e ainda não possui contra-indicações ou efeitos colaterais, além de ser contagiante e até mesmo, incurável.

Atualmente, muitos hospitais e médicos especializados já contam com Salas Hilariantes, onde dispõem de recursos e objetos cômicos, fantasias, fitas de filmes humorísticos, bem como permitem a visita de atores profissionais para animar/ reanimarem seus pacientes da forma mais natural possível, complementando seus tratamentos médicos.

Assim finalmente, a melhor bula de remédio para uma longa vida é uma saudável dieta alimentar seguida de exercícios físicos diários e uma boa dose de sorrisos diários. Pense a respeito disso. Faça agora mesmo um teste pela vida. Olhe para os seus filhos. Volte no tempo por alguns segundos e sorria! Olhe seu espelho preferido e veja estampada a alegria da vida natural como ela é. Comece o seu dia sorrindo à toa e tenha como merece uma vida longa.

“O comediante é como uma aspirina. Só que funciona 2 vezes mais rápido” Groucho Marx



Christian Barbosa
Especialista em administração de tempo e produtividade, fundador da Triad PS, empresa multinacional especializada em programas e consultoria na área de produtividade, colaboração e administração do tempo.
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sexta-feira, 24 de fevereiro de 2012

segunda-feira, 6 de fevereiro de 2012

POST 1311: MUDAR O NEGÓCIO É UM PROCESSO E, CABE AO LÍDER CUIDAR DELE

A jornada dinâmica da vida empresarial requer, não raramente, mudanças expressivas no modelo de negócio, bem como na forma de organização, no comportamento e na atitude dos indivíduos.

Também não é raro que os dirigentes tenham a ilusão de que, se agirem de forma diferente, toda a organização também o fará quase que instantaneamente. Não há dúvida de que o comportamento e a ação das pessoas que estão no topo da empresa são premissa fundamental para garantir a consistência, a modelagem e o entusiasmo. Mas, definitivamente, não são suficientes para obter a necessária adesão e mudar a prática cotidiana. É preciso reconhecer que a mudança é um processo - e que é função dos líderes cuidar dele.

Antes de descrever as quatro macrofases desse processo já aviso: na vida real elas não ocorrem de forma sequencial e organizada. É comum que se sobreponham. Além disso, mesmo antes de um ciclo ser completado, outro se inicia.

A primeira fase é identificada como aquela em que é necessário que o indivíduo deseje a mudança: "eu quero", "minha empresa quer". O autêntico desejo de mudar sustenta as ações que modelam o futuro e transformam a ambição estratégica em realidade concreta. Portanto, deve- se despertar em cada indivíduo esse desejo, mobilizá-lo.

Deve-se demonstrar tudo o que a mudança pode trazer de positivo, o futuro promissor, para que ele tenha prazer em avançar. Assim se cria significado para o trabalho de cada um e se abre espaço para que as pessoas exprimam sua capacidade de realização. Esse movimento estimula a busca de novas formas de atuar e todos se sentem com o poder de fazer e participar. Tudo isso deve ser realizado de forma organizada e sistematizada.

A fase seguinte se caracteriza pelo "eu preciso", "minha empresa precisa". Para chegar a esse estágio de consciência, normalmente é muito útil confrontar os dados da concorrência com os da empresa e avaliar o que acontecerá com a empresa e o indivíduo se a mudança não ocorrer.

Mas não basta querer ou saber que é preciso mudar. É necessário ter as competências que possibilitam a implementação da mudança. Essa é a terceira fase, do "eu sei", "a empresa sabe", à qual as áreas de Treinamento e Desenvolvimento devem redobrar sua atenção.

Estou certa de que, seja na empresa, seja nas grandes escolas internacionais, o treinamento e os programas estruturados são importantíssimos mas não são a melhor forma de desenvolvimento empresarial quando as iniciativas estão isoladas. O processo deve ser articulado com os desafios que o indivíduo enfrenta. Assim ele e especialmente a empresa capturam valor nas ações de T&D.

Pronto para passar à quarta fase: "eu faço", "a empresa faz". Aqui, sim, se põe em prática a mudança.

Nesse modelo, o típico temor ou medo crônico é tratado adequadamente e não paralisa as ações das pessoas. Muitas vezes elas se sentem acuadas ou ameaçadas. Uma questão crítica no papel da liderança é ajudar as pessoas a se sentirem fortes.

Tal fortaleza amplia o poder do líder, que se torna capaz de estimular intelectual e emocionalmente os liderados, criando assim as condições para o desempenho superior.

Dessa forma ele se torna um Líder Transformador, mobilizando seus liderados na direção de um novo "querer", um novo "precisar", um novo "saber" e gerando outras formas de "fazer".

A sobrevivência no ambiente em movimento das organizações exige dos executivos atenção a esses conceitos. Exige também que, ao mesmo tempo em que modelam seus comportamentos e relacionamentos, todos, líderes e liderados, estejam alertas às tendências de construção do futuro, tendo como alicerce as suas aspirações mais verdadeiras.


Texto de Betania Tanure
É doutora pela Brunel University (Inglaterra), psicóloga pela PUC-MG, professora da PUC-MG e convidada do Insead (França), Trium (NY University, London School of Economics, HEC) e London Business School. Foi diretora da Fundação Dom Cabral durante dez anos. Consultora da BTA -Betania Tanure Associados, atuando em empresas nacionais e internacionais nas áreas de gestão empresarial, gestão de cultura, liderança e equipes de alta performance. Membro do conselho de administração de grandes empresas brasileiras. Autora de diversos livros, artigos, papers e cases publicados no Brasil e no exterior.

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FONTE: Valor Econômico.

segunda-feira, 23 de janeiro de 2012

POST 1273: INFOGRÁFICO [ATUALIZADO] - INOVAÇÃO ABERTA, COCRIAÇÃO & CROWDSOURCING


ATUALIZADO* Conforme comentário deixado nesse post, consegui uma forma de deizar ampliado o infográfico.

Espero que tenha melhorado! =)



POST 1261: SAIBA O PORQUÊ DA APPLE FABRICAR TODOS SEUS PRODUTOS NA CHINA

O assunto não é novo, mas continua em pauta: com o sucesso cada vez maior de empresas como Apple, diversos políticos norte-americanos questionam o posicionamento delas, pois acreditam que tais companhias poderiam fazer muito mais pelo país se fabricassem seus produtos em solo estadunidense.


Falando especificamente da Apple, não temos como negar que o preço da fabricação de um iProduct em terras chinesas é inferior e que este é um dos grandes motivadores para adotar tal posicionamento. Mas engana-se quem acha que somente o preço é uma variável importante nessa equação.

Uma matéria do NYTimes.com, escrita por Charles Duhigg e Keith Bradsher — que entrevistaram diversos atuais e ex-empregados da Maçã, economistas, analistas, fornecedoras, entre outros —, trouxe novas informações sobre o assunto, afirmando que escala, velocidade, flexibilidade, diligência e qualificação são tão (ou mais) importantes que economia. Tais características, hoje, seriam impossíveis de serem alcançadas em fábricas instaladas nos Estados Unidos.

Um exemplo para isso foi um caso ocorrido em 2007, no lançamento do iPhone. Cerca de um mês antes do lançamento do smartphone, Steve Jobs convocou uma reunião e puxou um iPhone do bolso, mostrando a tela do aparelho para os presentes. O falecido cofundador e ex-CEO da Maçã não estava contente com os arranhões feitos por uma chave que, assim como o gadget, estava no bolso da calça. “As pessoas vão carregar esse telefone em seus bolsos. Elas também carregam suas chaves no bolso. Eu não vou vender um produto que fica arranhado. Eu quero uma tela de vidro, e eu o quero perfeito em seis semanas.”

Logo depois da reunião, um executivo voou para Shenzhen a fim de “consertar” o problema. Em menos de 30 minutos, cerca de 8.000 empregados devidamente alimentados com biscoitos e chás estavam prontos para turnos de 12 horas de trabalho, montando as telas de vidro nos aparelhos, conforme Jobs havia solicitado. Em 96 horas, a fábrica produzia 10.000 iPhones por dia.

Outro caso que exemplifica o atual cenário e a facilidade com que as coisas são resolvidas na Ásia: segundo um ex-executivo da firma de Cupertino, toda a cadeia de suprimentos está na China. “Você precisa de mil juntas de borracha? Basta bater na fábrica ao lado. Precisa de um milhão de parafusos? A fábrica para isso está a um quarteirão de distância. Quer que o parafuso seja um pouco diferente? Isso leva apenas três horas para ser feito.”

Não é à toa que a Foxconn, atual parceira da Apple na fabricação de iGadgets, é uma gigante mundial da indústria — estima-se que ela monte 40% de todos os produtos eletrônicos do mundo! De acordo com Jennifer Rigone, ex-gerente de suprimentos da Apple, na China, uma fábrica pode contratar 3.000 pessoas durante a noite. “Que fábrica nos EUA pode encontrar 3.000 pessoas durante a noite e convencê-los a viver em dormitórios?”


De acordo com cálculos dos executivos da Maçã, cerca de 8.700 engenheiros industriais foram necessários para supervisionar e orientar toda a linha de montagem do iPhone, na qual mais de 200 mil empregados trabalharam. Para contratar essa quantidade imensa de engenheiros, foram necessários apenas 15 dias — estimativas indicam que, nos EUA, demorariam 9 meses para encontrar todos os trabalhadores necessários.

Apesar da “pressão” do governo — para quem não lembra, um dos assuntos em pauta no jantar que reuniu o presidente dos EUA e líderes do setor de tecnologia era justamente esse: a criação de empregos para a classe média — alguns acham que trata-se de um caminho sem volta. O próprio Steve Jobs teria afirmado, no jantar, que “os empregos não estão voltando”.


Um executivo da Maçã, que permaneceu em anonimato, defendeu a decisão da empresa, afirmando que os produtos da Apple são vendidos em mais de 100 países e que a companhia não tem obrigação de resolver os problemas dos EUA: “Nossa única obrigação é fazer o melhor produto possível. Nós não devemos ser criticados por usar trabalhadores chineses. Os EUA pararam de produzir pessoas com as competências de que precisamos.”

Para Sarah Lacy (ex-editora do TechCrunch e fundadora do PandoDaily), o que o Vale do Silício representa para a criação de uma empresa (startup), a China representa para a criação de gadgets. Empresas sem qualquer know-how em produtos eletrônicos conseguem fabricar uma tablet em apenas seis meses (caso da NOOK, da Barnes & Noble). Alguns insistem na ideia de que a China só consegue fabricar produtos baratos e sem qualidade, e esquecem que uma das empresas mais respeitadas, e que mais valoriza a perfeição, fabrica seus produtos no país.

Alguns economistas acham que a economia dos EUA vai se adaptar, encontrando uma forma de substituir alguns desses empregos perdidos. Mesmo assim, diversos trabalhadores — especialmente os mais velhos — poderão ficar pra trás durante a transição.

Sem qualquer esperança de retomar os empregos, resta saber se o governo vai liberar a criação de um feriado de impostos, permitindo a empresas como a Apple que repatriem suas fortunas que estão em terras estrangeiras. Já seria algo bastante significativo.


 

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FONTE: MACMAGAZINE

terça-feira, 10 de janeiro de 2012

POST 1194: COMPARANDO O MÉTODO TRÍADE E O GTD DO DAVID ALLEN. Por Christian Barbosa

Agora que terminei de escrever meu novo livro, é o momento de tirar da gaveta alguns posts que precisavam de um tempo maior de pesquisa para serem escritos. Esse é o mais pedido de todos: uma comparação entre o GTD do David Allen com o método Tríade, mas antes eu queria reler o livro do Allen para escrever com maior profundidade esse post.

Quem me conhece sabe que não fico em cima do muro, ou eu gosto ou não gosto. Eu gosto do GTD, mas não gosto de um monte de porcaria sem nexo que tem por ai. O GTD se tornou o método mais popular de produtividade pessoal, pois foi contra muita coisa besta que falavam e ainda falam (como por exemplo gestão de tempo por valores, lista de tarefas isoladas, matriz do tempo, estado de flow, pensamento positivo, etc.) e também porque era mais “cool” , feito por um cara mais jovem. Eu conheci o Allen em 2002 e na época falei em fazer uma pesquisa sobre o tema, mas ele não teve muito interesse.

Desenvolvimento do método
A primeira coisa que precisamos comparar é a forma como o GTD e a Tríade foram desenvolvidos.

O Allen desenvolveu o GTD com base na sua própria experiência pessoal, na aplicação com seus clientes, na prestação de consultoria e na sua experiência em artes marciais. O primeiro livro sobre o GTD foi lançado em 2001.

Eu desenvolvi a metodologia Tríade com base na minha necessidade pessoal (meu problema de saúde e a necessidade de ter uma vida mais equilibrada), na experiência prévia ensinando gestão de tempo de outros métodos consagrados, aplicação com clientes, consultoria e com base em uma pesquisa realizada com 3 mil pessoas (2003) sobre essa temática. O primeiro livro sobre a Tríade foi lançado em 2004.

Como eu resolvi me aprofundar de verdade no tema, continuei a desenvolver uma série de pesquisas e, com o lançamento do software, eu tinha uma base de dados para pesquisar o que dava certo e o que não dava sobre o que tinha escrito. Isso mudou tudo.

Em 2008, relancei o livro da Tríade, com uma série de novos modelos, técnicas e inclusive contradizendo coisas sobre as quais eu afirmava em 2004 e muita coisa consagrada sobre gestão de tempo. Pela primeira vez eu tinha dados e estatísticas que comprovavam os resultados, e foi quando eu adotei a frase: “não acredite, experimente”.

O Allen também continuou lançando conteúdo, mas sem mudar o contexto original do seu trabalho de 2001. Com a popularização do GTD, ele reforçou o método nos livros seguintes.

Comparando GTD x Tríade
1 – Libere sua mente
Desde 1948, Lilian Gilbreth, uma das pioneiras no assunto de produtividade, com seus livros sobre eficiência e eficácia na vida doméstica, colocava que as pessoas que não anotavam suas demandas preenchiam suas mentes com afazeres e por isso não davam conta de fazer.

Esse conceito foi amplamente divulgado com o advento das agendas de papel e dos primeiros planners, que pregavam que escrevêssemos tudo ao invés de simplesmente deixar na cabeça.

O David Allen fez uma analogia genial ao pegar esse princípio e associar com o que seu mestre de artes marciais dizia: “uma mente clara como a água”, na qual a mente está livre de preocupações que são anotadas em algum lugar.

Eu falo sobre “vozes” que escutamos em nossa mente quando deixamos de registar nossas atividades. São essas vozes que nos fazem multi-tarefar e perder completamente a capacidade de planejamento. Eu consegui comprovar isso com base na estatística de que, em mais de 90% dos casos, as pessoas falham em planejamento porque não tiram as vozes da cabeça e colocam em um plano.

Usar ferramenta para liberar a mente (agenda, software, smartphone) é fundamental, e este princípio é reforçado em GTD, Tríade e em quase todos os métodos que conheço.
2 – Estrutura e conceito dos Métodos
2.1 Método GTD
O método GTD é totalmente baseado em administrar o fluxo de trabalho e consiste em 5 etapas para as atividades do dia a dia:
1 – COLETAR – Significa colocar tudo que deve ser feito em “caixas de coleta” para esvaziar sua mente e te dar a certeza de que tudo está mapeado para ser feito posteriormente. A recomendação é esvaziá-las regularmente.

2 – PROCESSAR – Após suas demandas serem coletadas, elas precisam ser esvaziadas e isso significa definir a próxima ação a ser feita para cada item. Ele recomenda um item por vez, nunca voltar a colocar nada no “IN”. Processar não é fazer, é determinar se o item tem ou não uma ação associada.

3 – ORGANIZAR – Significa definir os compartimentos certos para cada atividade previamente processada. As categorias básicas mencionadas pelo Allen em seu livro são: Lista de projetos ; Material de suporte a projetos, Ações e informações na agenda, uma lista Em Espera, Material de referência e uma lista Algum dia/talvez (esta última sobre a qual sou totalmente contra, veja aqui).

4 – REVISAR – A partir dos compartimentos previamente organizados ele impõe um modelo de revisão semanal, no qual você entra em contato com suas listas e determina o que deverá ser feito.

5 – FAZER – É o processo de decisão que deve ser feito diariamente para que as coisas sejam concluídas. Ele sugere quatro modelos para decidir o que deve ser feito: Contexto, Tempo Disponível, Energia Disponível e Prioridade.

O que eu gosto no GTD é que ele ajuda o usuário do método a ter uma visão clara do que deve ser feito com base nesses contextos, e então, cabe a pessoa realmente executar o que ela definiu. O conceito de executar por “contextos” (se estou em casa, faço coisas do contexto casa) é muito inteligente e funcional.

Fonte: Produtividade Pessoal, David Allen, Editora Campus

Para saber mais, leia o blog Efetividade do meu amigo Augusto Campos, que fala bastante sobre GTD.

2.2 Método Tríade
O método Tríade é totalmente baseado em alcançar metas e equilibrar sua vida. Eu acho que a vida fica sem graça se a gente se torna um robô da execução e deixa nossos sonhos de lado, e principalmente, nosso equilíbrio. Vida de robô executor dá câncer para seres humanos.
  • A Tríade do Tempo – O princípio básico da metodologia, assim como liberar sua mente, é ter clareza do que você está fazendo. Eu recomendo a classificação de todas as suas atividades em Importante (tem tempo para ser feito, traz resultados), Urgente (tempo acabou ou curto, pressão, correria) ou Circunstancial (ausência de resultados, desperdício de tempo). Você pode medir seu progresso antes e depois se usar essa classificação e ver o resultado por si próprio. Clique aqui baixar o capítulo do livro que fala sobre esse conceito.

  • Mensurar seu tempo – Se você quer ter tempo é preciso saber o quanto as coisas demoram para serem feitas. Uma lista de tarefas de nada adianta se não tiver a previsão de duração do seu dia. Esse foi um dos campos em que mais descobrimos coisas nas pesquisas realizadas. É impressionante a diferença entre pessoas que fazem listas e pessoas que mensuram seu dia.

  • Metodologia de 5 etapas – Nasceu com o agrupamento dos problemas que as pessoas retratavam na pesquisa, incluindo um conjunto de técnicas e ferramentas que estruturam passo a passo o modelo de “administração de vida (e não de tempo, porque só Deus administra tempo”). Cada uma das fases contém uma série de modelos que foram pesquisados e testados:
IDENTIDADE – A fase mais importante que ajuda a esclarecer o que é importante de verdade na sua vida, no que você quer focar e como pretende equilibrar sua rotina.

METAS – Eu sou fanático por fazer as pessoas saírem do lugar, evoluírem. Mais que administrar tempo é preciso dar sentido ao tempo. Na fase de metas, proponho um modelo para evoluir, de forma consistente, viável e aplicável no dia-a-dia.

PLANEJAMENTO– A partir do momento em que você sabe o que é importante e para onde vai, é preciso planejar para realizar. No método, ensinamos a planejar em 3 períodos de tempo (ano, mês e semana), como definir projetos para execução de atividades complexas, como focar para priorizar sua execução.

ORGANIZA – Uma fase complementar às outras, que ajuda a organizar seu ambiente físico, digital e de conhecimento para reduzir a perda de tempo que a má organização nos trás (em geral 40 minutos diários).

EXECUÇÃO – Como priorizar seu dia com base nas fases anteriores, como manter seu foco independente das interrupções e urgências. Como fazer a gestão do seu e-mail e do seu conhecimento com apoio da organização.


Mais informações sobre cursos, metodologia e palestras: www.triadps.com

3 – Resultados
Seja Tríade ou GTD, ambos os métodos podem proporcionar resultados na sua vida. São caminhos completamente diferentes que passam por estradas diferentes, chegando em lugares próximos, mas ambos ajudam a estruturar sua rotina.

Se você me perguntar qual o melhor eu diria o seguinte: experimente de verdade a Tríade, e se não gostar, tente o GTD. O resto é resto. Nesses últimos anos um monte de lixo foi lançado no mercado sobre este assunto. É cada um que surge que vira até piada e isso acaba queimando quem leva o tema a sério de verdade.

Algumas pessoas têm falado bem do ZTD (que é um GTD simplificado, mas que leva a simplicidade ao extremo), FranklinCovey é legal, mas se perdeu no tempo (mesmo com updates recentes) e o resto é resto, não perca seu tempo. Em breve vou falar aqui no blog sobre métodos de gestão de energia, que são totalmente complementares.

Eu sou obcecado por métricas, gosto de medir. Na Tríade temos feito um monte de pesquisas sobre resultados. O que já sabemos é que, com a aplicação do método, a partir da 5ª semana os resultados são inevitáveis. Eu até aceitei fazer um “reality” com leitores da Você S/A aplicando os conceitos e os resultados foram incríveis (veja aqui). O problema, seja com Tríade ou GTD, é que as pessoas desistem, não persistem até o final e aí o resultado não aparece.

Ps.: Já que temos resultado de verdade, vamos lançar um produto inédito no mundo nesse 1º semestre, mas por enquanto vou deixar em sigilo, depois eu conto!

4 – Ferramentas
Se você sabe andar de bicicleta, pouco importa a marca e o modelo, você anda. Mais importante que a ferramenta é o método. Você pode aplicar GTD e Tríade na agenda de papel, no caderno, Outlook, Gmail ou em qualquer lugar, pois tem a ver com a forma de lidar com as demandas e não com uma ferramenta específica.

O GTD não tem uma ferramenta própria, o David Allen não faz software. Você pode escolher entre os diversos programas que abrigam os conceitos (nem sempre da forma correta) nas mais diversas plataformas, como por exemplo, o Remember the Milk (RTM).
Eu faço software e desde o começo quis oferecer uma ferramenta aos usuários do método Tríade.

Esse é, ao mesmo tempo, meu maior erro e meu maior acerto. O Neotriad permitiu dar um passo que ninguém deu no mundo, com métricas, estatísticas e base de pesquisa. Por outro lado, inibi empresas de software que quisessem desenvolver seus próprios softwares e com isso ajudar na popularização. Eu tenho muita gente que usa GTD no Neotriad e Tríade no RTM.

Conclusão
GTD e Tríade são excelentes, cada um na sua, mas com alguma coisa em comum. Você pode usar GTD, usar Tríade, fazer uma mistura dos dois. O método perfeito é aquele que mais funciona para você.

O engraçado disso tudo é que brasileiro não dá muito valor a brasileiro, muita gente adotou Tríade achando que era “coisa de gringo”. Será que não podemos ser bons aqui também? Será que não podemos inovar aqui? Eu consegui quase 3 milhões de pessoas no mundo impactadas pela metodologia, software com muito esforço e sempre fazendo de tudo para ser muito melhor. Se eu fosse americano, teria 1/3 do esforço para obter o mesmo resultado! Eu tenho orgulho de ser brasileiro e se for pra ser fácil não tem graça!




Christian Barbosa
Especialista em administração de tempo e produtividade, fundador da Triad PS, empresa multinacional especializada em programas e consultoria na área de produtividade, colaboração e administração do tempo.
Mais de Christian Barbosa AQUI
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