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segunda-feira, 1 de abril de 2013

POST 1923: FOCO: UM FATOR DETERMINANTE DO SUCESSO OU DO FRACASSO


Outro dia, estava parado tranquilamente num sinal vermelho, quando meu carro foi abalroado violentamente e teve sua traseira destruída, o que resultou em perda total. Uma coisa é certa, o motorista do outro veículo podia estar focando em múltiplas coisas, menos no que devia, era importante e essencial, ou seja, no carro que trafegava à sua frente. Podia estar falando ao celular ou até olhando a lua que, quem sabe, estivesse muito bonita.



Foco é uma questão essencial para instituições, empresas ou pessoas. Assim, um exército que luta em várias frentes tem suas forças dissipadas e aumenta consideravelmente a probabilidade de perder a guerra. Uma empresa que tem múltiplos focos pode acabar tendo baixa produtividade e ir a banca rota, ou como diz Al Ries: "Foco é uma questão de vida e morte para uma empresa". Para pessoas vale a Lei da Atenção Concentrada (Foco) de Charles Baudouin: "Quando uma pessoa foca a sua atenção numa ideia, esta tende a se concretizar por si mesma". E cabe ressaltar que isto tanto vale para o bem como para o mal, ou seja, quem foca no negativo, negativo vai ter. Assim, se você quiser se sentir mal é fácil, é só focar em todas as tragédias do mundo e, em pouco tempo, você vai estar deprimido ou dominado por outras emoções negativas. Em suma, foco é como diz uma música composta por Billy Blanco: "O que dá para rir também dá para chorar".

Assim sendo, entender a questão do foco pode fazer a diferença entre o sucesso e o fracasso. Quando se pensa em foco, existem dois conceitos distintos. Um é o de inteligência multifocal. O outro é o de inteligência com foco essencial ou focada, que é baseada em princípios da sabedoria universal, inclusive em processo decisório e solução de problemas.

A inteligência multifocal

O conceito de inteligência multifocal é inspirado no conceito de inteligências múltiplas de Howard Gardner, psicólogo da Universidade de Harvard que, baseado em pesquisas, questionou a visão tradicional de inteligência, uma visão que enfatiza as habilidades linguística e lógico-matemática e que é medida nos testes de QI. Gardner identificou que não existem apenas dois, mas sete tipos de inteligências: linguística, lógico-matemática, espacial, musical, cinestésica, interpessoal e intrapessoal
Na sua essência, a inteligência multifocal é uma constatação de que é possível ter múltiplos focos, ou seja, que é possível focar em muitas coisas. Para saber mais sobre o tema, você pode ler meu artigo Inteligência Multifocal para Administradores e, subsidiariamente, Compras: uma Competência Essencial para um Administrador e Palavras Assassinas Internalizadas: Aprenda a Administrar seu Pensamento.

A inteligência com foco essencial ou focada

A inteligência com foco essencial tem base nos seguintes princípios:
1) É óbvio que uma pessoa pode focar em múltiplas coisas, mas não ao mesmo tempo. Assim, se você estiver focando no que está na sua frente, não pode focar ao mesmo tempo no que está atrás de você. E se você estiver focando nos seus pés, não poderá ver um pássaro que estiver voando acima da sua cabeça;
2) Naquilo que uma pessoa pode focar existem coisas importantes, mas também aquelas destituídas de valor e, pior do que isto, coisas que são inadequadas e destrutivas, para a própria pessoa, para os outros e para o universo. Assim, a grande questão do foco é saber e decidir o que é importante e prioritário e este importante e prioritário é dinâmico. Ou como dizia o filósofo grego Heráclito: "Uma pessoa não se banha duas vezes no mesmo rio", ou seja, tudo está em constante vibração e mutação;
3) A tendência da mente é a dispersão, ou de acordo com Buda: "A mente é um macaco pulando de galho em galho, em busca do fruto, na selva do condicionamento humano";
4) Saber o que focar e manter o foco é, portanto, a grande questão. De acordo com Emmet Fox: "Até conseguir colocar sua atenção naquilo que quer, você não pode se considerar um mestre de suas ações. Você nunca será feliz até que seja capaz de determinar no que irá pensar na hora seguinte";
5) Por um lado, é importante desenvolver o controle metal e emocional e saber o que é a mente emissiva e o que é a mente receptiva. Por outro, foco é uma questão de decisão. Assim, decidir o que focar é uma das decisões mais importante para se chegar à excelência de resultados;
6) Existem 6 tipos de foco que são: o efetivo ou essencial, ou seja, o que agrega valor e os focos que prejudicam ou que afastam você da realização dos seus objetivos. Entre eles estão os focos caótico, bode cego, equivocado, limitado e contaminado.

O foco caótico

O foco caótico é, em si mesmo, o antifoco. É ficar pulando de galho em galho sem nenhuma consistência e direção e faz com que se não tenha nenhuma disciplina. Quando uma pessoa ou uma organização tem dificuldade para realizar aquilo que foi planejado, entre as várias causas possíveis, existem 3 que são comuns: modelo mental limitado, esforço ineficiente e foco caótico.

O foco bode cego

É o de uma pessoa ou organização que está focada numa direção e se torna incapaz de perceber mudanças, ameaças e oportunidades. Dois exemplos:
1) Em 1905, um químico alemão desenvolveu a novocaína como o primeiro anestésico local e, embora tentasse, não conseguiu que os médicos a usassem. Eles preferiram a anestesia geral. Mas sem mais nem menos, os dentistas começaram a usar o medicamento. E o inventor ficou muito irritado com isto, afinal, o seu invento havia sido feito para médicos. Dizem que passou o resto da sua vida, fazendo preleções para dentistas contra o uso da novocaína para fins odontológicos. Portanto, se a sorte bater na sua porta, não a despreze.
2) A Enciclopédia Britânica era líder absoluta no seu setor. Entretanto, não se deu conta de que estavam acontecendo drásticas mudanças no mercado com o advento dos microcomputadores. Outras possibilidades começaram a surgir com a utilização de CDs. Por que comprar uma Britânica pelo preço de um microcomputador? Quando a Britânica percebeu isto, uma boa parte do seu mercado já tinha ido. Assim, não fique focado só no seu sucesso. O sucesso de ontem não é garantia do sucesso amanhã. Esteja atento às ameaças.

O foco equivocado

É aquele do motorista que destruiu a traseira do meu carro. Não estava focando no que devia, ou seja, no trânsito. Muitos desastres são relatados a respeito de motoristas que mandam mensagem pelo celular enquanto dirigem seus automóveis. As vezes acontecem acidentes por muito menos do que isto. Michael Schumacher, o piloto mais vitorioso da fórmula 1, estava dirigindo numa autoestrada alemã, quando foi mudar a estação de radio e acabou batendo no carro que estava na sua frente.

O foco limitado

Embora uma pessoa não possa focar em várias coisas ao mesmo tempo, existe um conjunto de coisas que precisam ser focadas ao longo de um dia ou de um determinado período de tempo. O foco limitado não identifica todas as condições necessárias e suficientes para o sucesso. Para organizações, contraria um velho ditado: "não coloque todos os ovos numa cesta só". O Magazine Luiza, por exemplo, em nome do foco, foi orientado a abrir mão de uma de suas linhas de produtos. Felizmente não seguiu a orientação, que como os fatos vieram a mostrar posteriormente, se constituía em grave equívoco. Assim, saber a amplitude das coisas que uma organização ou pessoa pode focar é uma grande questão. Uma empresa com excesso de focos dissipa seus recursos, mas com foco limitado pode perder oportunidades.

O foco contaminado

É o foco de uma pessoa que, de uma forma ou de outra, não consegue viver o presente e não segue a expressão "Faze o que fazes" ou "Age quod agis", que era o lema do filósofo grego Xenofanes de Cólofon, que viveu antes de Sócrates. Viver o presente com qualidade significa não estar contaminado por múltiplas solicitações ou pelo passado. Assim, existem pessoas que quando lhes acontece qualquer problema pela manhã, ou mesmo em algum lugar do passado, ficam com o problema o tempo inteiro e não conseguem fazer bem aquilo que tem que ser feito no seu aqui e agora. O foco contaminado também é uma das principais causas das reuniões com baixa produtividade e qualidade hoje em dia, um dos fatores que mais contribuem para a má administração do tempo.

O foco efetivo ou essencial

Entre as múltiplas coisas que se pode focar, a maioria delas é inútil e vale o Princípio de Pareto que reza que existem algumas poucas coisas relevantes em relação a muitas coisas triviais e, até mesmo, destrutivas. Assim, sempre vale o que dizia Peter Drucker: "O produto final do trabalho de um administrador são decisões e ações". E uma das decisões mais importantes para pessoas e organizações é a que trata do: o que, para que, como, quando, onde e quanto focar. Vamos a alguns exemplos:
Um dos primeiros computadores desenvolvidos para fins científicos foi o Eniac da Universidade da Pensilvânia. Entretanto, o Eniac era muito mais adequado para aplicações empresariais como o processamento de folhas de pagamento, só que seus projetistas não perceberam isto. A IBM criou a sua própria versão do Eniac, que foi lançada em 1953 e se constituiu no padrão para computadores comerciais, multifuncionais e centrais. A Universidade da Pensilvânia teve o foco bode cego. A IBM o foco voltado para oportunidade. Busque proativamente por oportunidades. Não espere apenas que elas venham até você.
Logo após a Segunda Guerra Mundial, uma pequena empresa indiana de engenharia comprou uma licença para produzir uma bicicleta de projeto europeu, que possuía um fraco motor auxiliar. Embora o produto parecesse ideal para a Índia, nunca se saiu muito bem. Entretanto, o fabricante notou que havia um grande número de pedidos apenas para o motor. Foi verificar a razão e descobriu que os fazendeiros estavam tirando os motores das bicicletas e usando-os para acionar bombas de irrigação que até então eram operadas manualmente. Esse fabricante se tornou o maior produtor mundial de bombas de irrigação de pequeno porte. Suas bombas revolucionaram toda a agricultura do sudoeste da Ásia. É preciso estar atento aos sinais que o mundo nos envia. Descubra sinais que identificam necessidades de mudanças. Pequenos sinais podem levar a grandes mudanças e sucessos. Às vezes, é preciso desistir do seu sonho e ir em busca de um outro sonho.

Para concluir

Esteja consciente do fato de que, queiramos ou não, estamos sempre decidindo e uma das decisões mais importantes que podemos tomar está a relativa ao foco. Mas é preciso ter cuidado com conceitos simplórios e equivocados que podem redundar em graves prejuízos. Saber o que focar demanda aprendizado e muita competência. Importa em avaliação precisa de cada situação, identificação de oportunidades, ameaças e, acima de tudo, em flexibilidade, que é um conceito difícil e complexo, mas extremamente importante para se compreender melhor o que seja a inteligência com foco essencial. As duas frases que se seguem mostram melhor a questão:
"Insanidade é fazer as mesmas coisas repetidas vezes e esperar obter resultados diferentes" (Jeff Olson).
"Quando nada parece ajudar, eu vou e olho o cortador de pedras martelando sua rocha talvez cem vezes sem que nem uma só rachadura apareça. No entanto, na centésima primeira martelada, a pedra se abre em duas, e eu sei que não foi aquela a que conseguiu, mas todas as que vieram antes" (Jacob Riis)
Isto significa que manter o foco, insistir e persistir no seu sonho pode ser sinal de insanidade, mas também, manter o foco, insistir e persistir no seu sonho pode ser sinal de lucidez. E saber a diferença entre uma situação e outra é a grande questão e o objetivo da inteligência com foco essencial. Em suma, tudo na vida importa em perceber, compreender, escolher, decidir e agir e, isto será objeto de um outro artigo. Mas, mais uma vez, vale lembrar a música composta pelo Billy Blanco: "O que dá para rir também dá para chorar".


POST 1921: ESTÍMULOS E PROVOCAÇÕES PARA EMPREENDEDORES



Empreender é uma iniciativa, ou até uma arte, que não está necessariamente, vinculada ou dependente, das condições do meio em que ela ocorre. Existem muitos casos de empreendimentos muito bem sucedidos que surgiram em períodos de crise e recessão – tanto econômica como social -, da mesma forma que tantos outros foram criados em momentos de bonança ou euforia econômica.
O que os estudos ainda continuam mostrando é que a maioria dos empreendedores surge nas camadas mais desfavorecidas da sociedade. Ou seja, é bem mais raro o espírito, e até a iniciativa empreendedora, entre os membros da classe média ou entre famílias mais abonadas, com herdeiros que já nascem com uma vida muito mais cheia de facilidades. Sem a necessidade, ou estímulo, para conquistar algo pelos seus próprios meios ou determinação.

Especialmente se considerarmos que uma das características marcantes de quem empreende é descobrir, ou transformar, em oportunidades, situações ou necessidades onde a grande maioria apenas enxerga problemas.
Apesar de iniciativas e estímulos valiosos, como os oferecidos por entidades  tipo Endeavor, Sebrae, Senac, Sesi e algumas instituições de ensino profissionalizante, existem duas fontes permanentes de desestímulo ao espírito empreendedor.
Refiro-me a própria família, que de forma bastante convencional, e com base na própria história profissional dos pais e avós, tende a orientar seus descendentes para a idéia exclusiva do emprego formal. Seja ele público ou privado, mas sempre com a doce ilusão da segurança que uma carteira profissional assinada, ou a estabilidade de funcionário público, possam proporcionar.
A outra instituição que continua preparando, quase que exclusivamente para o emprego, é a própria escola, e o mundo acadêmico de uma forma geral. Reforçam, de uma maneira muito enfática, a necessidade de um detalhado planejamento prévio – desconsiderando a importância da iniciativa e intuição –  a tal ponto que a maioria das tentativas não ultrapassa os limites do papel.
Muitos sonhos, aspirações e planos já morrem no nascedouro. E não necessariamente pela escassez de recursos financeiros, mas pela falta de estímulos e autoconfiança.
Entre empreendedores podemos caracterizar dois tipos. Que embora tenham como ponto de partida algumas características em comum, ambos necessitam de tratamento e orientação que considere algumas diferenças significativas.
Refiro-me em primeiro lugar ao “lobo solitário”. Ou seja, aquela pessoa que tem ambições muito próprias, individualista e que sonha em ser “dono” do seu negócio.
Esta pessoa necessita desenvolver sistemas de auto-motivação permanente, além de também exercer uma liderança participativa, motivadora e de forte reconhecimento com sua equipe. Por menor que ela possa ser no início. E também necessita criar formas de relacionamento com fornecedores e clientes na busca de uma fidelidade que deve ser correspondida – mutuamente - em várias dimensões.
Deve tomar muito cuidado, para um adequado processo de crescimento, em não criar uma estrutura que se torne dependente da sua figura, carisma ou processo decisório. Muitos empreendedores deste tipo tendem a ser centralizadores, o que pode dificultar a formação de equipes com suficiente autonomia e grau de iniciativa.
Já quando falamos de empreendedores, que iniciam seu projeto em grupo, a principal preocupação no início deve ser a de fixar um Acordo ou Protocolo. O mesmo visa estabelecer, de forma bastante participativa, amplamente discutido e aceito por todos envolvidos, um conjunto de direitos e obrigações de tudo aquilo que envolve seu relacionamento como sócios, além do papel de gestores do negócio.
Importa saber que, na qualidade de sócios deve existir uma clara confiança para que os riscos e conquistas possam ser claramente compartilhados. Independentemente da proporção de cada um na sociedade. Já na qualidade de gestores suas atribuições, autonomia e relação hierárquica devem também estar fixadas e aceitas por todos. Tanto entre os mesmos como na relação com seus colaboradores.
Vale ressaltar que, da mesma forma como devem ser discutidos os resultados do negócio, é da maior importância que os sócios se mantenham atentos em avaliar, permanentemente, sua relação.
É bom lembrar que 70% dos negócios que desaparecem no Brasil, têm como causa principal conflitos societários – ou familiares – não resolvidos.
 Este artigo visa estimular o surgimento de empreendedores em um mercado cada vez com maiores oportunidades. E para quem busca uma alternativa diferente ao emprego formal. É apenas mais uma provocação.

domingo, 2 de dezembro de 2012

POST 1886: FORMAÇÃO E EDUCAÇÃO: ESTEJA PRONTO ANTES PARA OS DESAFIOS QUE VIRÃO! Por Marcelo Miranda

 
Tenho lido artigos bem escritos e posts sobre excesso de educação ou formação atrapalhar na carreira. Respeito e posso até entender a linha de raciocínio. Mas, não concordo.


Conheço muitos bons exemplos de pessoas que cresceram e são um sucesso sem formação acadêmica ou profissional, admiro, reconheço e valorizo, mas não vejo como regra.


A formação e o investimento na própria carreira transformam os profissionais em pessoas mais preparadas para decidir, para resolver problemas, para entender conflitos. Estudos de casos, conhecimentos de diversas áreas, são investimentos que nos preparam para desafios maiores futuros.


Vejo com frequência pessoas que se inscrevem em curso de pós graduação buscando retorno imediato do curso em promoções ou no salário, e também não funciona bem assim. Muitas vezes o conhecimento, os casos ali vistos, nos trarão retorno no médio prazo, com a junção da teoria com a prática no nosso dia a dia. É preciso equilibrar o que se aprende na teoria com nossa vivência prática. Essa mistura trará crescimento profissional.


Estudar por estudar não leva ninguém a lugar nenhum. Mas se a pessoa se preocupa em se preparar para os próximos desafios, aprender novos conhecimentos para abrir a cabeça e ampliar o leque de oportunidades, e principalmente souber equilibrar a formação com a prática e a experiência acumulada, o estudo é para mim como um fator muito positivo e não um ponto negativo. Profissionais que investem em si mesmo demonstram uma inquietação e ambição positiva.


A formação é um meio de nos tornarmos mais preparados e adquirirmos conhecimentos e habilidades que afetarão positivamente nosso desempenho profissional quando bem direcionados.


E nesse mundo
onde sobra informação superficial e falta conteúdo, uma educação/formação de qualidade pode ser um acelerador para o desenvolvimento profissional de cada um, equilibrando períodos de formação com períodos de consolidação na prática dessas habilidades e conhecimentos aprendidos.


Assim, não concordo que excesso de educação pode atrapalhar na carreira. Formação e conhecimento são sempre bem vindos e são impulsionadores de novas habilidades e competências que fazem melhores profissionais quando equilibrados com a correta experiência prática.


E você, qual sua opinião sobre o assunto? A minha você já sabe, educação de qualidade voltada para trazer novas competências com a correta dose de prática é sempre bem vinda!

 
Marcelo Monteiro de Miranda
É mestre em Administração de Empresas pela Stanford Graduate School of Business (Sloan), certificado em Global Management. Possui dois cursos de especialização pela Harvard Business School, um sobre em análise financeira e outro sobre mercado imobiliário.
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domingo, 25 de novembro de 2012

POST 1869: MANTENHA A SANIDADE MENTAL (E FINANCEIRA) NESTE FINAL DE ANO. Por André Massaro

Os finais de ano costumam ser épocas extremamente estressantes do ponto de vista financeiro (às vezes de outros pontos de vista também). Especialistas em finanças pessoais costumam ser bastante requisitados nessa época, especialmente pela mídia, que busca dicas de como utilizar melhor o 13º salário, como otimizar os gastos com presentes e festas e como planejar as férias que já deviam estar planejadas meses atrás…
Vamos, então, ver um apanhado dos assuntos financeiros que tipicamente tiram o sono das pessoas nessa época do ano e o que se pode fazer para sobreviver e manter um mínimo de sanidade para começar o novo ano da melhor forma possível.
13º salário
Aqui não há muito o que discutir. Quem tem dívidas, deve utilizá-lo para pagar essas dívidas. Num país onde alguns instrumentos de crédito têm taxas de juros superiores a 200% ao ano, não se deve “marcar bobeira” de jeito nenhum.
Quem não tem dívidas pode se dar ao luxo de direcionar essa verba para o consumo, mas ainda assim é interessante pensar em investir.
Presentes
O ideal é sempre comprar os presentes de final de ano ANTES do final do ano. Naturalmente, pouquíssimas pessoas fazem isso; afinal, somos o povo que sempre deixa tudo para a última hora…
Aqui vale a velha e boa lei da oferta e da demanda. Com a demanda alta, não espere dos comerciantes boa vontade para facilitar a vida dos compradores. As margens de negociação ficam bem reduzidas em situações assim. Por isso, deve-se pensar em outras formas de economizar aqui, como fazer uso intensivo da internet para comparar preços ou apelar para o tradicional “amigo secreto”, para evitar comprar presentes para cada parente individualmente.
Se a situação estiver meio apertada, não tenha o menor pudor em não dar presentes, especialmente para aquelas pessoas que, de alguma forma, não estão merecendo desfrutar do seu “espírito natalino”. Isso vai doer na hora mas, acredite, você se sentirá muito mais leve depois…
Férias
Mais uma vez, a lei da oferta e da demanda é implacável aqui. É o pior momento possível para fazer planos de férias. Se você não planejou suas férias ainda, o ideal é que você simplesmente não faça nada.
Se for absolutamente necessário viajar, defina bem o objetivo da viagem (não gaste uma fortuna no hotel mais caro se tudo o que você precisa é apenas um lugar para dormir e tomar banho), faça um orçamento e evite ao máximo financiar a viagem, pois no futuro você estará pagando por algo que será apenas um conjunto de lembranças em sua memória.
Impostos
“Nada é certeza, exceto a morte e os impostos”, já dizia Benjamin Franklin. Não se esqueça de colocar essa “inevitabilidade” em seu planejamento financeiro. O Big Brother está de olho em você (e NÃO estou falando de um programa de televisão)…
Feliz ano novo?
Um final de ano que se preze precisa ter planos e promessas (que provavelmente não serão cumpridos). Uma das promessas mais populares (talvez só perca para a dieta) é “este ano colocarei minhas contas em ordem”.
As pessoas sempre perguntam “como começar o ano com as contas em ordem?” Essa é fácil de responder: “basta terminar o ano com as contas em ordem” (eu sei, não era a resposta que você esperava…).
Se suas contas estão bagunçadas agora, provavelmente não há muito o que fazer para começar o ano com as contas em ordem (vamos ser realistas), mas pense agora em como será o final de 2012 (lamento informar, mas acho que não é desta vez que o mundo vai acabar!). Como você gostaria de começar o ano de 2013?
Esqueça os planos mirabolantes e concentre-se em viver o ano de 2012 seguindo o ensinamento máximo da boa gestão de finanças pessoais: “viva de acordo com seus meios”. Os começos de ano são épocas em que renovamos nossas esperanças e nos sentimos mais motivados para irmos atrás de nossos sonhos. Não é bom, nem financeiramente nem psicologicamente, começar o ano cheio de encrencas para resolver. Coloque suas contas em ordem e se dê de presente de Natal, no ano que vem, um final de ano sem pressões financeiras. Começar o ano endividado não é apenas ruim para o nosso bolso, é ruim para a nossa sanidade.
 
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Originalmente postado no Blog do André Massaro na EXAME
 
André Massaro
Administrador de empresas pós-graduado em economia.
Já foi executivo financeiro, consultor e investidor profissional.
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POST 1868: A ARTE DE FALAR EM PÚBLICO – METÁFORAS, VIDEOS, DINÂMICAS E PIADAS. Por Rodrigo Cardoso

A Atitude e Comportamento de hoje irá tratar sobre dicas, técnicas e ferramentas para melhorar suas apresentações em público.

Estou partindo do pressuposto que você, em algum momento de sua vida, já se deparou com a situação de apresentar um seminário, falar em pé numa reunião de negócios, vender uma idéia em público ou até mesmo realizar palestras.

Muitas pessoas me perguntam sobre o uso de piadas para começar uma apresentação.

Minha opinião a respeito é que se deve ter muito cuidado com essa abordagem. Primeiro deve-se verificar o perfil do publico, segundo, a piada obviamente deve ser de bom gosto e não gerar nenhum tipo de constrangimento e por último, você deve ter certeza de ser um bom contador de piadas.

Nesse contexto, você pode usá-las, eu particularmente acho bem arriscado, portanto, avalie. As pessoas que tem facilidade para tal costumam fazer um ótimo quebra gelo com essa abordagem no início.

Caso ninguém ria de sua piada, faça como Jô Soares, não ria também, fique sério, ou ridicularize sua própria piada... Você terá uma chance de salvar a situação...

Dinâmicas: Gosto muito de usá-las. Movimentar a platéia combina muito com o meu perfil. Porém, quando estou falando com líderes, diretores e presidentes, eu evito usar essa abordagem. Ela funciona melhor com equipe de vendas e o pessoal administrativo.

Vídeos: é uma ótima ferramenta para reforçar um conteúdo, uma idéia ou até mesmo quebrar o gelo para que as pessoas dêem boas gargalhadas, desde que os vídeos sejam bem escolhidos e que tenham a ver com o contexto. Vídeos podem ajudar até na emoção de sua apresentação. Gosto muito de usá-los.

No entanto, é importante frisar que devemos tomar muito cuidado com os vídeos que rodam na internet e o excesso da utilização desse recurso. Eles devem ajudá-lo apenas como um apoio. Caso contrário sua apresentação se torna uma seqüência de vídeos com alguns comentários no meio. Isso é perigoso.

Por último, uma excelente dica para uma oratória interessante e surpreendente é o uso de metáforas, histórias. Quando originais e bem contadas, costumam surtir um grande efeito. As metáforas criam imagens no cérebro da sua platéia e usando analogias, costumam ter um forte poder de fixação e aprendizado.

Lembre-se de escolher metáforas originais, de preferência, crie as suas. Algumas histórias e metáforas estão muito conhecidas. Começar a apresentação com uma delas pode estragar sua palestra.

Pesquise, estude e tenha ótimas experiências ao falar em público.
 
 
Rodrigo Cardoso
• Engenheiro formado pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP)
• Pós graduado em Psicologia - FACIS IBHE - SP
• Leader Coach pela Institute for International Research & Crescimentum
• Master Practitioner em programação neuroligüística pela SBPNL
• Treinado pela Robbins Research International - EUA e Austrália
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segunda-feira, 19 de novembro de 2012

POST 1862: 5 MITOS DE INOVAÇÃO EM COMUNICAÇÃO

 
A inovação é fundamental para que as marcas tenham destaque no mercado. Em um cenário brasileiro atual de transformações, onde os conteúdos direcionados ao consumidor podem ser gerados em múltiplos canais, é preciso estar atento aos mitos – verdadeiros ou não – que se apresentam. Enumerados na pesquisa “Inovação e o Ecossistema de Mídia”, do Coppead, são eles: 1 - nada vai mudar no mercado brasileiro; 2 – a TV é a mãe do Brasil; 3 – audiência é igual à atenção; 4 – conteúdo é rei; 5 – sucesso nunca é demais.
 
A premissa de que tudo permanecerá imóvel e como sempre esteve falseia o primeiro mito. Apesar de a TV ter sido e continuar sendo, desde sua implantação no Brasil na década de 1950, o principal canal de comunicação entre público e marcas, outras mídias surgiram e o grau de engajamento e co-criação atualmente é muito maior. Segundo o estudo do Coppead, não haverá mudanças bruscas e definitivas, mas elas começam a acontecer.
 
Ainda assim, mesmo que as mídias sociais tenham ganhado um espaço maior no relacionamento entre as empresas e seu público-alvo, existe lentidão. “O Brasil tem uma situação única no mundo. Temos uma audiência de Super Bowl diariamente em nossas novelas e as marcas ainda conseguem uma abertura grande trabalhando especificamente com essa mídia. Por outro lado, o cenário de inovação tem diversas possibilidades e múltiplos futuros. O que percebemos é que haverá um investimento cada vez maior em mídia própria e mídia espontânea e pessoas cada vez mais jovens assumindo cargos de liderança e mudando todos os formatos antes tradicionais”, indica a pesquisadora Paula Chimanti.
 
Coppead,Inovação,inovar,comunicação,TV,mídia,redes sociais,pesquisaO Brasil no alvo
A revolução digital que o país passou e os números de usuários brasileiros nas redes sociais ainda não foram suficientes para derrubar a verdade do segundo mito da inovação: “A TV é a mãe do Brasil”. Boa parte da importância e da permanência acentuada de ações das marcas por meio dos televisores se explica pela inserção do aparelho em 99% dos lares brasileiros e de sua penetração forte em diversas regiões, ainda que com diferenças marcantes entre si.
 
Outro fator prioritário é a conveniência do canal. “Geralmente escutamos a frase de que a TV é a mídia mãe do Brasil acompanhada de um ‘ainda’. Não sabemos quanto tempo vai durar, mas trabalhamos com análises de cenários e, nesse ponto, surgem a internet e os celulares, que estão crescendo e sendo bem avaliados. Porém, a televisão é mais conveniente e entrega uma quantidade maior de conteúdo, junto com entretenimento e uma imagem mais trabalhada diante de seus consumidores”, indica Paula.
 
 
Mídias tradicionais x mídias digitais
Mais do que medir qual o número de leitores e assinantes de um jornal ou quantos estão com a televisão ligada em determinado canal, o mundo digital, incluindo as mídias sociais e as plataformas mobile, revolucionaram a forma que as empresas podem e devem falar com seu público-alvo. Diferente dos formatos tradicionais de mídia, hoje a internet permite ir além da simples aferição da efetividade das ações, levando os grupos a entenderem o potencial de interação do consumidor.
 
Nesse cenário, o terceiro mito, audiência é igual atenção, encontra seu problema na intersecção entre modelos tradicionais e digitais e se mostra falso. “Na internet eu consigo de fato saber onde o usuário está colocando sua atenção. Um modelo de negócios do Google, por exemplo, cobra o anúncio da empresa só se houver o click. Existe então um deslocamento dos formatos antes usados para outros onde existe o engajamento. A união deles é o grande desafio porque, no final das contas, a empresa quer vender”, avalia Paula Chimenti, responsável pelo tema “Inovação e o Ecossistema de Mídia”, apresentada durante o 4º Encontro Internacional Coppead de Comportamento do Consumidor.
 
 
Coppead,Inovação,inovar,comunicação,TV,mídia,redes sociais,pesquisaAparecer nem sempre é bom
Facebook, Twitter, blog, portal, ações em pontos de venda, televisão, jornal, rádio: não importa se são todas de uma vez ou uma pequena seleção, toda empresa deseja aparecer e estar entre os assuntos mais comentados – e de forma positiva – nas mídias. A saga pela prioridade do consumidor, no entanto, pode ser um tiro no pé e levar ao quarto mito que não é verdadeiro: “Conteúdo é Rei”.
 
A lição, de acordo pesquisa “Inovação e o Ecossistema de Mídia”, não é quantidade e sim qualidade. “Sim, o conteúdo continua sendo uma base importante, mas não é suficiente e não ganha o jogo sozinho. É preciso que haja conveniência, imagem, comunicação e relevância no que se aborda. O consumidor não quer apenas saber o melhor filme para assistir, ele quer um lugar no celular onde ele possa clicar, receber um ingresso e ir para o cinema sem se preocupar com mais nada”, diz Paula.
 
Outro erro comum dos grupos é acreditar que o importante é aquilo que eles definirem em suas estratégias de Marketing. “Qualidade de conteúdo é muito questionável. Não é o que a empresa acha que é bom, é o que o consumidor percebe como relevante. Existem empresas como o Netflix ou o iTunes que são grandes plataformas e não produzem conteúdos. O case de sucesso é no sentido de serem agregadoras e organizadoras de acervos relevantes para os usuários”, completa a pesquisadora.
 
O último mito, sucesso nunca é demais, se torna, portanto, complemento do quarto mito. A falsa premissa indica que em um cenário onde as redes sociais têm aparecido cada vez mais e que o futuro da TV ainda é incerto, grupos que se tornaram grandes no passado não necessariamente continuarão da mesma forma em novos cenários onde a instabilidade comanda o futuro.
 
A inovação, nesse caso, pode vir de onde menos se espera. “Sempre que existe uma tecnologia que rompe e realmente muda as coisas, criam novos modelos de negócio ou novos mercados, geralmente são as menores empresas que lideram o processo de inovação. Grupos que não faziam parte daquele nicho, daquela cadeia de valor, mas abriram os olhos. As grandes empresas ainda continuam reticentes e esse cenário já ocorreu com a música, com a indústria editoral norte-americana e continuará acontecendo. A pergunta não tem que ser ‘por que mudar?’, mas sim ‘por que não mudar?’”, define Paula Chimanti.
 
 
FONTE: MUNDO DO MARKETING

sábado, 17 de novembro de 2012

POST 1850: PRECISO ME PROFISSIONALIZAR

 
O termo “profissionalizar” é amplo o suficiente para os conselhos mais diversos. Veja como entender e institucionalizar o seu negócio.
Por Cláudio Gracia*

 
Todo empreendedor, à medida que o seu negócio vai sendo cada vez mais bem-sucedido, passa pelo mesmo caminho: mais volume de atividades, mais gente, mais clientes, mais tudo. Muitos, pela primeira vez, reconhecem que precisam de ajuda. Sendo assim, vão conversar com amigos, colegas de outras empresas, começam a ler livros sobre o tema e comumente se deparam com uma clássica resposta : precisam “profissionalizar a empresa” (o que me leva sempre a tentar entender como seria possível a eles chegarem aonde chegaram sem serem profissionais!).
 
Talvez as pessoas que falam em “profissionalizar” um negócio na verdade queiram dizer que há necessidade de investimento em gestão (aspecto com o qual concordo). Mais volumes, mais clientes, mais empregados, mais fornecedores, novos produtos, etc. são situações que acarretam maiores necessidades, como as de controle e de liderança, entre outras, aplicadas de forma inteligente. Ou seja, a necessidade de “profissionalizar” a empresa traduz-se corretamente na necessidade de nelas se injetar gestão.
 
Mas o termo “profissionalizar” é amplo o suficiente para os conselhos mais diversos. Tenho, com bastante frequência, visto empreendedores serem expostos às mais diversas ofertas para resolverem seus problemas de crescimento. Eis uma bem comum: achar um sócio que “complemente” o(s) atual(is). É claro que isso pode dar certo. Mas não é tão simples assim. Primeiro que não se trata é só de complementaridade técnica. Existem pontos para os quais não há necessidade de complementação, mas sim de convergência. E, mesmo assim, só depois de serem alinhadas personalidades, visões de futuro, valores pessoais, capacidades, entre outros aspectos dos indivíduos que já estão no negócio, talvez um novo sócio possa ser a solução.
 
O que tenho visto é que, na maioria das vezes , quando se cogita fazer esse alinhamento, normalmente se recorre à intuição (algo muito usual entre os empreendedores). No entanto, a intuição tende a falhar quando pouco se viveu essa experiência antes. E não vejo sentido em construir e destruir sociedades até aguçar a intuição para que esta tome a decisão certa. E separação de sociedades é normalmente sinônimo de grandes transtornos.
 
Há outras duas ofertas também muito comuns aos empreendedores que precisam “profissionalizar” o negócio: fazer um curso em uma renomada escola de negócios do exterior ou trazer um executivo do mercado. Mas a dinâmica de empresas nas quais a personalidade do dono se mistura à da organização é radicalmente diferente da realidade de organizações que já amadureceram e para as quais a maioria das tecnologias de gestão foram pensadas e desenvolvidas. Normalmente os cursos são ricos, inspiradores, mas se mostram ineficazes em ajudar solucionar problemas de falta de “profissionalização” das empresas mesmo no médio prazo. Em relação à contratação de executivos, o que frequentemente tenho visto são empreendedores e executivos de mercado frustrados ao se associarem, não só pelo que já expusemos aqui, como também pelo tradicional despreparo do empreendedor para receber alguém de fora.
 
É claro que existem diversas tarefas empresariais nas quais é fácil injetar gestão. Processos administrativos e financeiros, processos simples de RH, produção, entre outros podem evitar gastos de energia desnecessários e liberar energia para tarefas mais essenciais.
 
Mas o empreendedor deve usar sua energia para principalmente “profissionalizar” poucas coisas: justamente aquelas que diferenciam a sua empresa no mercado e que normalmente estão concentradas no próprio empreendedor e em algumas poucas pessoas. Pode ser um modelo de elaboração de produto, a forma como se dá o relacionamento com os clientes, as atitudes perante as dificuldades, a forma como os serviços são entregues, o modelo pessoal de vendas etc.
 
Entendo “profissionalizar” aqui como institucionalizar essas capacidades que já estão concentradas no empreendedor. Ou seja, criar práticas de gestão, desenvolvimento, processos, políticas e sistemas que permitam à organização refletir aquilo que é essencial para seu crescimento e não podem ficar concentrado em algumas poucas pessoas.
 
E para isso o caminho começa por meio do próprio empreendedor. Entender como ele pensa e age e educá-lo para transformar o conhecimento intuitivo em práticas claras para serem aprendidas e praticadas por pessoas já inseridas na organização deveria anteceder quaisquer outras soluções, como o perfil de um potencial sócio ou de um executivo de mercado. Nesse sentido, as consultorias podem ajudar a empresa não só a identificar os pontos que ainda orbitam no campo da intuição, mas também e, principalmente, a torná-los concretos, ou seja, institucionalizados.
 
Conhecer o empreendedor é a melhor forma de se colocar consciência naquilo que conduziu a empresa ao seu atual estágio e entender como ela poderá se estruturar para estágios futuros.
 
Eis algumas dicas para entender e institucionalizar a intuição em uma organização:
 
1) Tente descobrir quais são os pontos essenciais que fazem a diferença na empresa, mas que estão concentrados no empreendedor ou em outras poucas pessoas. Se você é o empreendedor e tiver dificuldade de expressá-los, peça ajuda aos profissionais que trabalham com você ou aos seus clientes para conseguir verbalizá-los.
 
2) Com isso em mãos, tente entender como você opera para fazer desses pontos essenciais uma realidade. Se tiver dificuldade, peça ajuda a um profissional de coach ou para um consultor de organizações.
 
3) Com a informação sobre como você funciona, peça ajuda aos profissionais que trabalham com você ou de consultorias para transformar essa informação em processos, políticas, práticas e projetos de desenvolvimento.
 
4) Implemente e monitore os resultados, que serão observados à medida que a organização depender menos de você e de outras poucas pessoas, tornando-se escalável, crescendo e deixando mais clientes felizes.
 
 
(*) É presidente da DBM na América Latina, Líder Global da prática de Desenvolvimento de Talentos.
 
 
FONTE: Portal Endeavor Brasil.
RETIRADO DO BLOG DO ALBÍRIO GONÇALVES

POST 1847: DE ONDE VEM AS IDEIAS?


quinta-feira, 8 de novembro de 2012

POST 1844: OS SEGREDOS DE HOWARD SCHULTZ PARA A RETOMADA DE SUCESSO DA STARBUCKS

 
O que você prefere: simplesmente tomar um café ou ter uma experiência diferenciada ao tomá-lo? Foi esta segunda opção que a Starbucks escolheu como core competence, ou seja, sua competência central, e que tem lhe garantido atender 60 milhões de clientes por semana. Só para se ter uma ideia, hoje, a empresa tem uma receita anual de US$ 10 bilhões, 18 mil lojas em 54 países e possui 200 mil funcionários (que prefere chamar de "parceiros").

Os números, que impressionam, sofreram um baque em 2007. Nesse ano, a Starbucks viveu sua maior crise: suas vendas e ações caíram e foram desfeitas mais de 600 lojas. Isso fez com que a empresa recorresse ao aposentado Howard Schultz em caráter de urgência, após oito anos afastado.
 
Como CEO e chairman da companhia, o objetivo de Schultz não poderia ser outro: promover a retomada dos lucros. E com pouco tempo e muitas ideias inovadoras, os resultados de seus esforços, aliados a uma equipe verdadeiramente determinada, conforme ele relata, fizeram com que a Starbucks superasse esse momento e retomasse o crescimento.
 
O renomado executivo falou na ExpoManagement, realizada em São Paulo, sobre como conseguiu reverter o cenário vivido pela empresa e como ela conseguiu, desde os meados dos anos 1970, alcançar esse patamar tão admirado pelos consumidores.


Foto: HSM/Divulgação
Howard Schultz em palestra virtual na Expomanagement

Inovação e ideias

Uma das formas encontradas pela Starbucks foi superar o momento ampliando o relacionamento e a ligação emocional que a Starbucks tinha com seus consumidores e funcionários. "A idéia não era investir tanto em marketing, mas sim investir na confiança com o cliente e com o funcionário, tendo um relacionamento com nível emocional capaz de criar essa conexão singular", indica o executivo.
 
Uma das ideias, em vigor hoje, foi a criação do "My Starbucks Idea" - um projeto que pede a ajuda das pessoas para definir o futuro da empresa. Através de um site, as pessoas podem sugerir ideias e discutir com outros consumidores as melhores propostas.
 
"As redes sociais não são o canal para vender de imediato, mas sim criar um canal de confiança e que gere engajamento. Criamos esse canal "My Sarbucks Ideia" para ter, inclusive, um feedback dos nossos funcionários", disse.
 
Na China, vendo o relacionamento mais próximo entre pais e filhos, a Starbucks criou uma reunião anual com os pais dos funcionários. "Sabíamos que se deixássemos os pais dos colaboradores mais envolvidos sobre o trabalho de seus filhos conseguiríamos profissionais mais engajados", falou o empresário.

Os detalhes que fazem a diferença

Amor e humanidade. Essas são duas palavras que Howard Schultz considera como fundamental para o sucesso da Starbucks e para as empresas que querem obter sucesso. "Você tem que ter amor naquilo que faz, quase tanto quanto você ama sua família. E o sucesso é melhor quando você sabe dividir com os colaboradores da empresa. É servir aos outros melhor do que a você mesmo", indica.
 
Nesse quesito, o executivo destaca que o objetivo de uma empresa supera a questão do dinheiro. "A nossa responsabilidade vai muito além de ganhar dinheiro e ter lucro, devemos ter um nível de responsabilidade social. Não podemos criar valor para os acionistas se não criarmos o mesmo valor para nossos funcionários e para as comunidades que estão a nossa volta. Reconhecer que nosso propósito é sim ter lucros, mas que queremos administrar a empresa com o olhar da humanidade", afirma.
 
Para alcançar isso, Schultz ressalta que inovação, dedicação e trabalho são extremamente fundamentais. "O sucesso não cai do céu, ele precisa ser alcançado. A inovação não é um acessório. A empresa precisa manter em seu DNA isso, e sempre se reinventar com ousadia", conclui.
 
 

segunda-feira, 7 de maio de 2012

POST 1640: 8 PASSOS PARA GARANTIR SEU ESPAÇO NO MERCADO

O Dia Mundial do Trabalho foi criado em 1889, durante um Congresso Socialista em Paris, para representar a greve geral que ocorreu em 1º de maio de 1886, em Chicago.

No Brasil, as comemorações do 1º de maio continuam relacionadas à luta pela redução da jornada de trabalho, cuja primeira celebração ocorreu em Santos, em 1895. Foi consolidada como o Dia dos Trabalhadores em 1925 e instituído o 1º de maio como feriado nacional.


Conforme informações do IBGE, o movimento grevista contou com milhares de trabalhadores que foram às ruas para protestar contra as condições de trabalho desumanas a que eram submetidos, exigindo a redução da jornada de trabalho e movimentando a cidade com manifestações, passeatas, piquetes e discursos. Houve dura repressão ao movimento, com prisões, feridos e até mesmo mortos nos confrontos entre os operários e a polícia.

Ainda hoje a luta reside em manter todos os direitos constitucionais adquiridos e buscar mais avanços na direção da felicidade do ser humano. E como obter felicidade num mercado cada vez mais competitivo e exigente? O que se sabe é que não basta a formação técnica, mas sim reunir competências comportamentais que facilitem o relacionamento entre as pessoas e propicie uma comunicação objetiva e transparente. Estudos recentes demonstram que posições executivas são ocupadas por pessoas que transitam com maior naturalidade nestas competências e facilitem a convivência que funcionará como mola propulsora da busca de resultados.

Para quem deseja ingressar no mercado de trabalho, algumas ações podem ser fundamentais para o sucesso: antes, durante e depois do ingresso na tão sonhada carreira profissional, entre elas:


1- Prepare sua auto-apresentação: em situações de entrevista ou em outros momentos de interação profissional, existirão situações em que você deverá responder as clássicas perguntas "fale-me a seu respeito", "conte-me sobre você", "fale da sua vida" ou "diga quem é você". Saber fazê-lo de maneira concisa e representativa requer reflexão, escolha e ensaio. Suas competências, seu modo de ser, suas experiências e suas aspirações, tudo deve ser passado de forma clara e articulada e, sobretudo, convincente, onde o importante é dar uma visão geral de sua experiência e expectativas de evolução profissional.


2- Desperte interesse no entrevistador: fazer a diferença e causar uma ótima impressão pode valorizar seu "passe", visto que além de apresentar um currículo, os candidatos devem também fazer a diferença na sua apresentação na forma como destacam as áreas de interesse.


3- Cuide de sua imagem: ao se apresentar numa entrevista pessoal, você deve cuidar de sua imagem, incluindo cabelo, unhas, maquiagem, uma vestimenta formal e cores neutras. Lembre-se: uma imagem descuidada pode causar uma impressão negativa.


4- Conheça a empresa: você deve se informar antecipadamente sobre a empresa, visitando o site e buscando informações em revistas de negócios e até especializadas no seu segmento, demonstrando interesse e algum conhecimento no momento da entrevista.


5- Procure empresas que apostem na formação: pesquise e procure confirmar se a organização investe no desenvolvimento de seus profissionais, atuando no fortalecimento das competências pessoais e profissionais. Demonstre que você valoriza esta iniciativa durante a entrevista.


6- Complemente sua formação acadêmica: as empresas valorizam os candidatos que apresentam experiências sociais ou profissionais complementares à formação acadêmica. Os trabalhos de voluntariado e estágios são exemplos de experiências bem valorizadas, pois demonstram o interesse e o desenvolvimento de competências importantes no futuro profissional.


7- Diversifique a procura de trabalho: o mercado de trabalho é cada vez mais global e os jovens devem estar atentos ao conjunto de oportunidades que surjam em nível nacional e internacional.


8- Procure identificação pessoal com os valores das empresas: as pessoas e as empresas são diferentes. Os candidatos devem procurar as empresas com que se aproximem ao seu perfil e valores.


E depois de se atentar às dicas acima, aqui vai a mais importante e crucial delas: seja você mesmo, sempre! Use e abuse de suas competências técnicas e comportamentais, agindo como facilitador e peça fundamental na solução de problemas. Assim, seu caminho para o sucesso estará sendo trilhado. Sucesso a todos!


Elaine Lombardi é psicóloga e consultora da M&S, consultoria especializada em desenvolvimento humano.
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