sábado, 28 de abril de 2012

POST 1575: SERVIÇOS NA PONTA DOS SEUS DEDOS

Mais do que nunca, consumidores estão interagindo com empresas através de aplicativos para celular. Em um estudo feito recentemente pelo ClickFox, empresa de pesquisa de dados sobre experiência do cliente, 73% dos entrevistados disseram que já usaram um aplicativo para realizar algum tipo de compra.

Se por um lado o número de aplicativos usados para acessar informações ou realizar compras está crescendo, por outro, aqueles que visam a melhoria de um serviço ao consumidor ainda estão em falta. No mesmo estudo realizado pelo ClickFox, 72% dos usuários de telefone celular disseram que substituiriam os meios de serviço tradicionais por aplicativo para celular caso eles estivessem disponíveis nessa plataforma.

Serviços móveis ainda estão em fase de introdução, de acordo com Yochai Rozenblat, presidente do NICE Americas. Os serviços disponíveis em forma de aplicativo ainda são limitados e, na maioria dos casos, quando o consumidor se encontra diante de algo que ele não sabe como proceder ele retorna para um canal tradicional: “Ainda estamos no início da evolução desses aplicativos móveis para serviços do tipo autosserviço.

A chave do negócio, de acordo com Rozenblat, é construir uma solução que permite ao usuário permanecer no aplicativo para solucionar tudo que precisa. Em outras palavras, funcionalidades como um “clique-para-chat” ou “clique-para-ligar”, serviços que são oferecidos no site da empresa, devem estar presentes também no aplicativo. “Nos dias de hoje, o consumidor não tem piedade das companhias”.

De acordo com Scott Kolman, vice presidente de marketing da SpeechCycle, um fator crítico para se manter competitivo é fornecer uma experiência num canal que ofereça todos os serviços integrados. Ele aconselha as empresas a seguirem as práticas de interação com outros canais. “Precisamos aprender lições do nosso passado e não nos esconder atrás de aplicativos. Esses deveriam passar valor suficiente para que o consumidor queira usá-lo. Não o force a usar algo que ele não consegue decifrar”.

Entretanto, providenciar essa experiência completa em uma plataforma é um desafio. Christy Murfitt, gerente sênior de soluções de marketing da Nuance, afirma que os consumidores geralmente são obrigados a usar canais tradicionais de contato quando estão usando aplicativos porque esses últimos têm funções limitadas. Murfitt prevê que à medida que as empresas começarem a integrar o conteúdo digital com os meios tradicionais, se dará o início do uso de serviços de ativação por voz (como o Siri da Apple) e diz que essa funcionalidade levará a experiência com aplicativos a outro nível. “Eu acredito que os futuros aplicativos serão mais integrados com outros pontos de contato. Isso significa que o consumidor poderá migrar entre o aplicativo URA e o site da empresa sem ter que sair dele ou fazer algum tipo de esforço”.

David Vap, gerente de soluções do RightNow Technologies, conta que um caso de sucesso de integração do serviço por meio de um aplicativo é o do The Boston Globe, jornal de Massachussets. Foi lançado em setembro passado e atingiu a excelência após a organização implantar funcionalidades como um serviço de auto-ajuda, portal, chat, e “clique-para-ligar” em ambos os meios tradicional e digital.

Robert Saurer, diretor de experiência do cliente e inovação do The Boston Globe, afirma que o sucesso veio pois, à medida que a empresa se preparava para migrar para um novo serviço digital que fortalecia tanto o site quanto a experiência móvel, o feedback dos clientes não foi ignorado. Com esses inputs, descobriu-se que seus meios preferidos para se comunicar com a empresa eram o chat e o serviço de auto-ajuda, devido à sua prontidão.

Saurer ainda diz que providenciar o serviço de auto-ajuda e chat no aplicativo faz todo sentido, uma vez que 7 a 10% do conteúdo gerado pelo site é lido na plataforma móvel. Os 25 representantes de serviço ao cliente, que são responsáveis pelo suporte digital, agora fornecem ajuda tanto para o chat do site quanto para o aplicativo. “Toda nossa experiência de serviço está sendo otimizada na área móvel. [Aplicativos] são mais do que importantes, eles são essenciais, uma vez que estamos vendo um aumento no uso do conteúdo nos dispositivos móveis”.

O diretor ainda afirma que pretende coletar dados sobre a satisfação inicial do consumidor em relação ao aplicativo. Ele conta que, atualmente, dados subjetivos indicam que o consumidor tem apreciado e aprovado a presença do serviço por esse canal.

Acrescenta ainda que a empresa pretende aumentar a oferta de produtos digitais, o que inclui um novo newsletter e microsites que contenham conteúdo focado para nichos, como fãs de esporte ou conteúdo gourmet. Saurer diz que esses novos produtos precisarão de suporte da plataforma móvel. “Dispositivos móveis estão em alta. O número de pessoas que daqui há dois ou três anos usará smartphone irá dobrar ou triplicar. No final, precisamos estar lá dando suporte para as plataformas que as pessoas estão usando”.



FONTE: 1TO1

sexta-feira, 27 de abril de 2012

POST 1574: DE QUE SANTO É O MILAGRE ECONÔMICO? Por Rodolfo Araújo

Já faz algum tempo que venho questionando esta falácia do milagre econômico brasileiro:

Em Mercado Livre, Livre de Concorrência (13/04/2011) mostrei como a reserva de mercado ancorou os preços de algumas categorias de produtos em patamares tão altos quanto irreais. Nosso magnífico governo não deixou que eu mentisse sozinho e em JAC Motors X BR Motors (17/09/2011) lembro como esta insidiosa prática permanece em voga, mesmo após a suposta queda das tal política protecionista.

Bolha que estoura lá, estoura cá (24/06/2011) destaca que o Brasil anda na contramão do mercado imobiliário mundial, valorizando irracionalmente os imóveis apoiado na mesma especulação financeira que desencadeou uma crise de proporções bíblicas. Depois, O próximo desastre da produtividade (26/07/2011) adverte que as altíssimas margens de lucro aqui praticadas em breve quebrarão a indústria nacional, assim que a enxurrada de importados tornar-se inevitável.

Pois bem, eis que a The Conference Board solta um compêndio sobre os índices mundiais de produtividade. Olhando os números, fica realmente difícil acreditar no futuro brilhante do nosso país.

Um dos relatórios mais vexatórios é o de Produtividade por Empregado (LP-person EKS) - uma simples divisão do Produto Interno Bruto do país, pela sua População Economicamente Ativa. O gráfico abaixo fala por si só:


Clique para ampliar!



O Brasil do pré-sal está num empate técnico com o Equador, o conhecidíssimo país que divide o mundo ao meio. O gigante em berço esplêndido, palco da próxima Copa do Mundo e Jogos Olímpicos, por outro lado, dá uma surra homérica na Bolívia e suas lhamas. Tremendo orgulho!

Obviamente que uma média simples como esta fica sujeita a alguns sérios desvios. Dois deles estão no gráfico: Índia e China, cujo denominador na casa do bilhão joga o número lá embaixo. Mas o que este gráfico não mostra é que estes países multiplicaram seus índices por 4,5 e 12,7, respectivamente, nos últimos 50 anos, enquanto que o Brasil mal dobrou o seu (2,2).

À título de comparação, o índice americano é US$ 105.969 e os de outros países desenvolvidos são: Noruega US$ 103.678, Irlanda US$ 97.912, Bélgica US$ 94.531, Austrália US$ 90.809, França US$ 85.994, Reino Unido US$ 81.709 e Japão US$ 73.515.

O país do futuro perde feio para as nações mais quebradas do presente: Espanha (US$ 78.394) e Grécia (US$ 65.941). Dos países europeus, Portugal (US$ 49.609) está à frente apenas da Turquia (US$ 42.837), o que deve explicar muita coisa em termos históricos.

Muitos teóricos da Administração afirmam que a Produtividade guarda estreita relação com a Inovação, que melhora os processos de geração de riqueza e permite a produção de itens com maior valor agregado. Estes números põem em xeque, portanto, outra grande falácia que teimamos em bradar de forma ufanista: a de que somos um povo muito criativo e inovador.

Agora eu pergunto: que estranha ilusão mundial vai manter investimentos num país que tem uma das piores taxas de produtividade e ainda pratica preços exorbitantes? Quando é que nos daremos conta de que este milagre econômico é um sonho pagão?

Antes que você rotule meu texto de pessimista ou negativo, adianto que o escrevo com o grande pesar que a realidade obriga. Estamos na histeria coletiva de eventos multibilionários que têm tudo para fazer com que um país à beira do abismo dê um passo à frente.

Não devemos esquecer, ademais, que esta produtividade risível é corroída pelos juros mais altos do mundo, dissolvida por uma das maiores cargas tributárias do planeta e esmerilhada pela quadrilha de políticos mais corrupta do universo.

E, last, but not least, infelizmente não contamos com um povo à altura dos gregos e argentinos, que vão para as ruas carregando lindíssimas bandeiras, em comoventes demonstrações patriotas. Fazemos nossos protestos pelo Facebook, esperando que o Mark Zuckerberg ajude-nos a salvar o Brasil.

Então, que tal deixar de conversinha e trabalharmos de verdade, como seu Deus não fosse brasileiro?

*************************

Se você quiser sofrer um pouco mais, pode baixar aqui a planilha de Excel completa, com os dados do relatório: TEDI_Jan20121.xls. Aproveite e confira seu eu copiei direito os números. Obrigado.





Rodolfo Araújo
Mestre em Administração pela PUC-RJ; Pós Graduado em TI pela FGV-RJ; Bacharel em Comunicação Social pela UFRJ.
Mais de Rodolfo Araújo AQUI

POST 1573: O TRABALHO MAIS DIFÍCIL!



POST 1572: NENHUM LÍDER É FORMADO EM SALAS DE AULA. Por Henry Mintzberg

Quem nos colocou nessa situação? Os responsáveis pela crise financeira não são somente economistas irresponsáveis e credores gananciosos. Os líderes também tiveram o seu papel, afastando-se da administração de suas companhias e dos seus eventos do dia-a-dia. E por trás disso está um processo educacional que encoraja esse comportamento.

Como eu explico detalhadamente no meu livro, Managers not MBAs (MBA? Não, obrigado!, no Brasil), o MBA é uma educação mais refinada – mas sobre funções de finanças, não no exercício de administração. Essa é uma prática que deve ser aprendida no ambiente de trabalho: nenhum gestor, muito menos líder, foi formado em uma sala de aula. Na verdade, programas de MBA que dizem fazê-lo deixam a impressão de que os seus graduados podem administrar em qualquer contexto profissional. Isso é uma falácia e um perigo.

Então qual é o objetivo da educação de administração? Resumindo, ela deve mesclar-se ao desenvolvimento organizacional e de gestão. Para começo de história, precisa ser restrita àqueles que já exercem funções de gestão no ambiente de trabalho. Em vez de retirá-los para a sala de aula, eles deveriam permanecer em suas posições, alternando entre discussões no curso e aplicações práticas.

Dessa forma, intercalando o aprendizado com a ação, essa educação pode conectar-se mais eficientemente à experiência de trabalho.


É fácil falar, mas como fazer? Estivemos trabalhando há 15 anos em um conjunto de programas incomuns, criados com a ideia de que gestores aprendem melhor recuando um passo das pressões do seu trabalho para refletir sobre as suas experiências. No programa International Masters in Practicing Management, que está funcionando desde 1996, os gestores participantes sentam-se em mesas redondas de uma sala de aula comum para que possam refletir sobre as suas experiências e partilhar insights entre si. Tudo que nós educadores ensinamos é carregado para essas mesas e conectado ao contexto.

Esta se provou uma forma poderosa de aprendizado. O nosso desafio, contudo, vem sendo carregá-la para o ambiente de trabalho onde ela pode ter um impacto real. Ultimamente, nós utilizamos duas maneiras criativas de alcançar esse objetivo: uma que agrega o aprendizado da sala de aula ao lugar de trabalho e uma que traz o aprendizado diretamente ao local de trabalho. Nós acreditamos que essas duas ideias podem formar uma revolução no desenvolvimento de gestão e educação.


Duas soluções
Nunca mande uma pessoa alterada para uma organização inalterada. Todos nós já ouvimos isso, e mesmo assim é o que fazemos. Nos programas, nós podemos encorajar os gestores a utilizar o seu aprendizado, seja transmitindo-o a seus colegas de trabalho ou usando o que eles aprenderam para transformar as suas organizações. Muitos gestores fazem ambos, mas dificilmente de uma forma suficientemente coordenada e metódica.

O problema é que o grupo de alunos na sala de aula se divide depois em gestores sozinhos em seu ambiente de trabalho. Nós discutimos o assunto em um workshop com representantes de duas das companhias envolvidas com o IMPM desde a sua criação, Lufthansa e Rio Tinto, e chegamos a uma intrigante solução: reforçar cada gestor na sala de aula com um "time de impacto" em sua empresa composto de subordinados diretos ou colegas de mesmo nível. Essas pessoas participam efetivamente do programa, mas virtualmente: um aluno efetivo alavanca cinco outros em seu trabalho. Juntos, eles podem tornar-se um time entusiasmado para implementar mudanças.

A segunda ideia, trazer o aprendizado ao lugar de trabalho, veio de um gerente familiar com o nosso programa IMPM. Ele sentiu a necessidade de desenvolver os seus próprios gerentes, mas não tinha orçamento para mandá-los todos a algum programa. Então sugeriu que nós trouxéssemos esse tipo de aprendizado ao seu lugar de trabalho: periodicamente reunir os seus gerentes ao redor de uma mesa para que possam refletir sobre as suas experiências e partilhar as suas preocupações e insights. Ele fez exatamente isso, de maneira informal em almoços a cada semana, usando parte do material do IMPM para iniciar as discussões.

Essa ação foi tão bem-sucedida, tanto promovendo mudanças no ambiente de trabalho quanto desenvolvendo os gerentes, que continuou por dois anos. Essa experiência nos levou a incorporar a ideia inteira na forma do CoachingOurselves.com, permitindo assim que outros grupos de gerentes façam o mesmo. Hoje, as companhias se juntam ao programa, formam pequenos times de gestores e fazem o download de materiais sobre vários tópicos de gestão (por exemplo, Desenvolvendo a Nossa Organização como uma Comunidade, Reconhecendo a Gestão Média) para aperfeiçoamento pessoal e organizacional. Algumas companhias estão usando o CoachingOurselves para trazer mudanças verdadeiramente efetivas em seus negócios.

Essas são duas ideias simples: ligar o aprendizado na sala de aula ao ambiente de trabalho e trazer o aprendizado em si para esse ambiente. Em ambos os casos, os gerentes usam o conhecimento adquirido para implementar mudanças. Mas a grande diferença da educação de gestão convencional é o fortalecimento da ligação entre os gestores e as suas organizações. E essa pode ser uma boa forma de ajudar a prevenir outra confusão administrativa.



POST 1571: 7 DICAS PARA MANTER A PRODUTIVIDADE NAS VIAGENS. Por Christian Barbosa

Algumas pessoas tem como parte de seu trabalho, a realização de viagens constantes. Muita gente acha isso o máximo: não ter rotina, cada dia estar em um lugar, aprender culturas diferentes, ganhar um monte de milhas, etc. O problema é que esse “glamour executivo” passa rápida para quem o vive constantemente.

O Felipe Pinto, é uma das pessoas que passa por isso, ele mandou essa pergunta para o blog: “estou realizando viagens frequentes e gostaria de saber como você se planeja para continuar produzindo bem mesmo com essas significativas quebras de rotina. Pois, minhas viagens acabam tendo horários previstos de saída/chegada bem diferentes do planejado inicialmente e acabo tendo dificuldades de aproveitar os intervalos de tempo livre durante a viagem.”

Durante viagem, a produtividade tem a tendência a cair, é natural, com nossa infra estrutura aérea pior ainda, mas veja algumas dicas que podem ajudar você a manter a sua performance:


Tenha tempo – Chegar com antecedência no aeroporto é importante, dá tranquilidade. Se você chega no último minuto, precisa correr para embarcar e tudo se transforma em estresse: o check in pode ter fila, você pode ser obrigado a enfrentar filas no raio X, quando chega na aeronave não tem mais espaço para suas malas e por ai vai. Isso só aumenta sua irritação, sua pressão e seu estresse, ai tudo fica um porre e a sensação da viagem só piora.


Utilize as salas VIP – A maioria dos aeroportos tem salas VIP, de cartões de crédito ou das cia. de viagem. O simples fato de ter onde sentar, ligar o micro ou ver TV, tomar um bom café e comer alguma coisa ajuda a relaxar. Vale a pena o investimento em trocar seu cartão de crédito ou ter fidelidade de alguma cia. Aérea para aproveitar esse benefício.


Relaxe durante o voo – Voar por si só é cansativo, suga sua energia. Tudo que você puder fazer para tornar o voo mais relaxado, melhor. Se você gosta de ler, leve seu livro, se gosta de ver filmes, baixe no seu computador ou tablet. Se gosta de dormir, durma. Só evite bebidas alcóolicas e refrigerantes que podem prejudicar o voo. Eu não dispenso meu tablet com meu Kindle para ler livros ou ver meus filmes. Porém quando eu estou cansado eu durmo mesmo.


Alimente-se corretamente – Uma das coisas que mais aprendi, principalmente nos voos de longa duração ou com fuso horário diferente é a importância de uma correta alimentação. Eu evito ao máximo horários de voo que vou perder meu almoço, pois isso simplesmente desregula toda minha produtividade. É vital antes de voar, tomar café, almoçar ou tomar um lanche. Durante o voo, a cada 3 horas vale o consumo de uma barrinha, de um amendoim, etc.


Planejamento prévio – Um dos maiores fatores de procrastinação de tarefas é justamente quando a pessoa tem viagens ou deslocamento para reuniões. Nesses dias o melhor é fazer uma agenda “light”, ou seja, planejar o mínimo de atividades possível. Eu uso dias de viagem apenas para checar e-mails e fazer “follow up” rápidos. Se eu coloco algo mais complicado pra fazer, simplesmente a energia não aparece. No caso de viagens internacionais, eu nunca agendo nada no próprio dia, tenho pelo menos 1 dia livre antes de qualquer coisa importante, pois isso permite adaptações ao fuso ou correção de eventuais problemas que podem acontecer.


Coloque seu hobby – Sempre que vou viajar e tenho um intervalo superior a 3 horas para algum evento ou reunião, eu coloco uma partida de tênis na agenda. Eu já procuro antes quadras próximas ao hotel e checo a logística. Isso me ajuda a relaxar, liberar endorfina e ter disposição para o que vier. Sempre que possível coloque seu hobby na viagem, seja ela qual for, vai ajudar a manter sua performance.


Trabalhar na viagem – Eu parei de trabalhar nos aeroportos, só faço isso em caso de emergência. Não digo que você tenha de fazer isso, mas para mim o cansaço mental não compensava o resultado. Prefiro trabalhar em um momento com maior disposição, pois o trabalho vai render mais. Prefiro chegar no hotel, jantar, ver minha novela e ai tocar o que precisar, afinal estarei sozinho mesmo então não tem problema trabalhar nesses horários!




Christian Barbosa
Especialista em administração de tempo e produtividade, fundador da Triad PS, empresa multinacional especializada em programas e consultoria na área de produtividade, colaboração e administração do tempo.
Mais de Christian Barbosa AQUI 

quinta-feira, 26 de abril de 2012

POST 1570: QUAL VOCÊ ESCOLHE? SOCIAL SHOES!



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POST 1569: QUE TAL AGORA?!? Por Rosana Braga

Recentemente, terminei de ler um livro fantástico chamado “Um novo mundo – O despertar de uma nova consciência”*. Nele, dentre muitos aprendizados maravilhosos, tem uma passagem que conta sobre um mestre zen que, diante de qualquer circunstância, seja ela aparentemente boa ou má, ele simplesmente pratica o estado de presença e aceitação e responde “É mesmo?”, vivendo o que há para ser vivido! Sem julgar, sem fazer ligação com o passado ou com o futuro. Simplesmente confiando na vida...
Se você reparar, pelo menos os artigos mais recentes que tenho escrito, todos terminam convergindo para a uma ideia muito semelhante: deixar a vida fluir e viver o que está aqui, agora, neste momento, para ser vivido.

Se você pensa que estou falando de uma mesma situação ou de um mesmo aprendizado, está enganado. Apenas entrei num estado de sincronicidade incrível. O que existe dentro de mim e o que existe fora de mim tem sido, dia após dia, algo indissociável. É a unicidade da vida se manifestando milagrosamente, simplesmente porque decidi, definitivamente, que tudo é exatamente como tem de ser.
“Mas, então, tudo se trata apenas de uma escolha?!?”, você poderia me perguntar. E eu responderia com toda a certeza: sim, apenas uma escolha! É exatamente do que se trata tudo o que você faz ou deixa de fazer na vida: uma escolha, seja ela consciente ou não!
Isto é, quanto mais você entra em sintonia com o que há de mais verdadeiro em você, mais consciente será cada uma dessas escolhas que você faz a todo o momento.
“E é fácil?!?”, poderia ser a sua próxima... E eu não tentaria te iludir! Depende! Na maior parte das vezes, especialmente no início desta sincronicidade, não é tão fácil, já que estamos presos a padrões negativos que foram nutridos durante toda a nossa vida. Então, embora seja simples, nem sempre é fácil. No entanto, a cada dia que você tenta, a cada dia que você treina, torna-se mais fácil do que antes.
O segredo é abandonar a resistência. Toda a nossa dor, todo o nosso sofrimento está em resistir, em não aceitar, em brigar com as circunstâncias que não acontecem exatamente como esperávamos.
Travamos uma briga interna a maior parte do tempo, seja com o trânsito, seja com o tempo, seja com alguém que tem um comportamento que nos incomoda, seja com um resultado insatisfatório, seja com nada. Isso mesmo! Brigamos até com o nada, com o que não acontece. Tornou-se praticamente um vício nos mantermos num estado de constante conflito com a vida!
E, sabe o que é pior? Nem percebemos. Terminamos acreditando que é assim mesmo. Que o melhor da vida está justamente nesta tensão que parece nos motivar, neste amontoado de problemas a serem resolvidos. Afinal, se pensarmos bem, terminaríamos concluindo: o que seria nossa vida senão todas essas questões a serem ultrapassadas!
Que desperdício!!! Tenho descoberto, na prática, extasiada e feliz, o quanto posso relaxar, parar de fazer força, parar de brigar. O quanto é tão melhor e tão menos difícil viver o tão falado AGORA, que até então eu não havia sentido exatamente que tempo era esse...
Afinal de contas, quando pode ser a vida senão agora? Quando eu posso aproveitar senão agora? E agora, acreditem, neste instante, não há mais nada senão eu mesma escrevendo essas linhas. E agora, enquanto você lê, não há mais nada senão você lendo essas linhas.
O agora é tudo o que temos e o que somos.
E, quando conseguirmos não entender (porque a mente não é capaz de compreender o agora), mas viver de fato esse momento, viver de fato o agora, sem conduzir nossos pensamentos para o passado ou para o futuro e sem ficar analisando e julgando tudo o que acontece, como se fôssemos juízes do mundo e de nós mesmos, como se pudéssemos controlar o Universo, simplesmente entramos num estado de paz até então desconhecido... e sentimos o que é, finalmente, a felicidade.
Então, simplesmente relaxe os músculos, respire profundamente e se entregue, aceite o que for, o que vier. Tente, só por hoje, responder “é mesmo?” para tudo o que lhe acontecer, e veja o que acontece.
E quando a sua mente tentar te distrair com reclamações, indignações e tensões, apenas proponha a si mesmo: QUE TAL AGORA? E volte para o único tempo que realmente vale a pena ser vivido! Parece utopia, mas não é!

* Livro de Eckhart Tolle, Editora Sextante. O mesmo autor do também fantástico “O Poder do Agora”.



Rosana Braga
Reconhecida como uma das maiores especialistas em relacionamento & comunicação do país, Rosana Braga desenvolve um trabalho considerado inspirador e eficaz, promovendo mudanças no âmbito profissional e pessoal.
Mais de Rosana Braga AQUI

POST 1568: A ARTE DE FALAR EM PÚBLICO – COMO VENCER A TIMIDEZ. Por Rodrigo Cardoso

Já aconteceu com você de ser convidado para falar em publico de improviso?

A dica que eu dou para falar de improviso é:

Tenha preparado uma apresentação de “improviso” – entre aspas.


Uma história, uma piada ou uma metáfora... Enfim, uma mensagem objetiva e que tenha a ver com você, que seja sincera.

O objetivo principal é que todas as vezes que isso venha a acontecer, de certa forma, você já esteja pronto.

No entanto, você se considera uma pessoa tímida para esses casos?

Para as pessoas que tem muita timidez, aqui vão algumas dicas poderosas que aprendi no curso de Programação Neurolinguistica.

Para maximizar sua confiança e diminuir a timidez você pode imaginar que todos os participantes na platéia medem meio metro... São todos pequeninos e você um gigante....

Também pode imaginar que todos estão vestidos com roupas íntimas...

Nesse caso, se alguém tem que ficar tímido, que sejam eles e não você.

Ou então, por fim, ainda pode imaginar que cada um ali estar te devendo dinheiro, isso fará com que você olhe nos olhos deles com confiança...! Pensando...

Você está me devendo mil...e você me deve quinhentão...
Experiente.

Para terminar, que te contar meu segredo, eu sempre faço uma oração rápida, que dura 10 segundos e isso funciona muito bem para mim.
Peço a Deus que coloque em minha boca as palavras que irão atingir o coração das pessoas.

Se você esquecer-se de tudo, fale de coração, nenhuma dica é tão poderosa quanto esta!
Acredite você não é tímido, você está tímido e pode mudar!


Rodrigo Cardoso
• Engenheiro formado pela Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (USP)
• Pós graduado em Psicologia - FACIS IBHE - SP
• Leader Coach pela Institute for International Research & Crescimentum
• Master Practitioner em programação neuroligüística pela SBPNL
• Treinado pela Robbins Research International - EUA e Austrália
Mais de Rodrigo Cardoso AQUI
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