sexta-feira, 10 de agosto de 2012

POST 1759: 7 LIÇÕES DE SUCESSO DOS CAMPEÕES OLÍMPICOS QUE PODEM AJUDAR SUA CARREIRA

Em época de Olimpíadas, olhamos esses semideuses descerem do Olimpo e nos encantarem com seus desempenhos inacreditáveis. Impossível olhar para eles e não perguntar: como conseguem?

O mundo se transforma a todo instante. Os mercados, as empresas e os indivíduos nunca permanecem os mesmos. Devido a essa transformação constante, que na maior parte do tempo é muito lenta e imperceptível, todos nós somos convidados a nos adaptar e nos transformar também. Estar consciente dessa realidade é que nos permite escolher. Aceitamos a transformação ou resistimos a ela?

Os que resistem à transformação imaginam que o mundo será como antes. Acreditam que as condições que permitiram seu sucesso no passado se repetirão e, portanto, não precisam se aprimorar, apenas esperar. Em geral, é o que fazem.

Já aqueles que aceitam a transformação, sabem que precisam se adaptar constantemente, pois seu aprendizado torna-se obsoleto a cada instante, e que ficar parado, nessa realidade, equivale a morrer em vida.

Aqueles que melhor se adaptam às transformações, em geral, são os que se tornam líderes. São eles que contribuem para o desenvolvimento dos demais, liderando um processo que também é transformador.

Nesse sistema de adaptação e melhoria contínua, é que observamos o quanto temos a aprender com os atletas olímpicos.

Seja treinável
Existem muitos cursos que se propõem a ensinar o profissional a ser líder. Não conheço nenhum que o ensine a ser liderado. Entretanto, para se desenvolver precisa de uma competência fundamental: ser treinável. Isso significa, conscientemente, abrir mão de se auto-orientar para receber o treinamento de alguém que, reconhecidamente, é capaz de auxiliá-lo a aprimorar-se.

O problema de alguém tentar fazer isso sozinho é que, provavelmente, não usará um método reconhecido. A consequência é que demorará muito para aprender, e o resultado será duvidoso.

Os melhores atletas são treináveis, dedicam-se ao treino de corpo e alma por anos a fio.

Aprenda a lidar com as frustrações
Mesmo que dois ou mais atletas desempenhem com perfeição sua modalidade, somente um será o campeão. Para competir, um atleta deve saber lidar com a derrota. Nesse sentido, significa aprender com ela. Na raiz da palavra competição está o conceito de que seu oponente dará o melhor de si, e você deverá fazer o mesmo. E, nesse exercício, ambos cooperarão para o aperfeiçoamento mútuo.

Em nossa cultura, as pessoas têm um relacionamento fatalista com a derrota. Como se ela fosse definitiva, vergonhosa e não devesse acontecer. Com esse pensamento, é difícil se aprimorar. A derrota é apenas um feedback para dizer ao indivíduo que, da forma como ele está fazendo, não funciona. Portanto, deve fazer de outro modo. Aumentar seu repertório e aprimorar-se.

Ganhar jogando mal
Um campeão não é aquele que se apresenta competindo bem o tempo todo, mas aquele que, mesmo em um dia infeliz, consegue vencer. Quando observamos os grandes, vemos claramente que são capazes de arrancar uma vitória em momentos em que não estão no seu melhor ou quando cometem erros. Isso exige reconhecer que somos humanos e, como tal, não estamos todos os dias em nosso melhor momento. Portanto, temos de aprender como fazer para arrancar o resultado necessário em um dia difícil.

Ganhar dos desonestos
No campo, assim como na vida, não temos condições de escolher 100% das pessoas com quem vamos nos relacionar. E encontraremos aquelas que não jogam pelas regras do jogo. Temos de identificá-las e ganhar delas também. Se não desenvolvermos essa competência, chegaremos ao fim de nossa carreira lamentando a má sorte de termos tido nosso tapete puxado.

Além de identificar essas pessoas de má índole em nosso campo de atuação, temos também de ter muito cuidado com os juízes. Isto é, aqueles que determinam o jogo, quando é falta e o que é válido. Refiro-me a líderes que deveriam saber que seu papel principal é desenvolver pessoas e assegurar as condições para que isso ocorra. Entretanto, muitas vezes são eles os elementos desonestos. Portanto, temos de ter habilidade para identificá-los e, na maioria das vezes, endurecer o jogo para que possamos sair vencedores nessas situações. Mas saiba que, no caso de juízes desonestos, por vezes a única saída é aceitar a derrota na partida e esperar a próxima oportunidade.

Treine todas as suas dimensões
Não adianta um atleta estar preparado fisicamente, mas ser fraco emocionalmente. O preparo mental é tão importante quanto o atlético. É fundamental que o atleta desenvolva a mente para suportar os rigores do treino e as pressões das situações desfavoráveis durante a competição. Um profissional na empresa deveria fazer o mesmo.

Em geral, as pessoas são contratadas por suas habilidades técnicas e demitidas por seu comportamento. Nada causa mais dano à carreira do profissional que seu despreparo emocional, incapacidade de lidar com a política da organização e aceitar os paradoxos empresariais. Amadurecer significa percorrer uma estrada rigorosa, mas nem todos estão dispostos a fazê-lo.

Vença os desequilíbrios
A vida é injusta, acostume-se a isso. Nas competições, os atletas americanos possuem mais recursos que os demais. Na China, eles usam o esporte como propaganda política, portanto, há um apoio ao esporte muito mais intenso que no Brasil.

Em Londres são mais de 14.000 atletas e somente 302 medalhas de ouro. Não importa o quanto tenha se esforçado, a maioria voltará somente com a lembrança de ter participado do evento.

Se nós formos esperar por maiores e melhores políticas de incentivo ao esporte, recursos para educação e justiça para fazer o que tivermos de fazer para vencer, aguardaremos indefinidamente.

Em nossa carreira, com frequência, ocorre o mesmo: as dificuldades para estudar e graduar-se são enormes. A competição para ingressar nas empresas é brutal. Em seu interior, a pressão por resultados, as jornadas exaustivas e as cobranças são constantes. Isso sem falar nas deslealdades e condições desbalanceadas provocadas por paradoxos, políticas e favorecimentos. Acostume-se com isso. Não há empresa perfeita.

Vencer vale a pena
Competir é a essência do espírito olímpico. Mas competir para vencer. Ou seja, um atleta nos jogos deve competir para ser vencedor, e não somente para participar.

Na empresa, e de certo modo na vida como um todo, precisamos ser incansáveis, não nos paralisar diante do medo, recusar a ser insignificantes e nos recuperar dos fracassos.

A vitória é reservada somente para aqueles que não desistem. E vale cada segundo da jornada.

Vamos em frente!
PS: meu mais profundo respeito e agradecimento a todos os atletas brasileiros que nos representam na Olimpíada de Londres.

FONTE: Administradores

POST 1758: O EMPREENDEDOR ESTÁ MORRENDO?

Precisamos dos pioneiros, dos malucos inconsequentes, dos artistas incompreendidos, dos que se recusam a entrar nos moldes e padrões pré-estabelecidos.

Vivemos em uma sociedade que se desenvolve mais rapidamente a cada dia. Vemos traços desse desenvolvimento e evolução em todas as coisas que nos cercam diariamente. Deixe-me citar alguns exemplos bastante próximos da nossa realidade.

Antigamente, jogar futebol de forma profissional exigia talento suficiente para o jogador se tornar um grande atleta. Hoje qualquer jogador mediano pode se transformar em um astro. As tecnologias e a ciência do esporte trouxeram técnicas cada vez mais avançadas de condicionamento físico para transformar qualquer pessoa em uma verdadeira máquina de jogar bola. Da mesma forma, as técnicas e as táticas vêm se desenvolvendo tanto a ponto de muitos considerarem que o futebol brasileiro, conhecido mundialmente como exemplo do futebol arte, está com os dias contados. As demonstrações dadas pelo futebol espanhol e alemão nas finais da Eurocopa mostraram como o desempenho humano, aliado às técnicas afiadas de movimentação e organização no campo, jogadas ensaiadas exaustiva e disciplinadamente e táticas cada vez mais eficazes dão evidentes sinais de que a arte vai ser sobrepujada. O futebol brasileiro não é sequer comparável ao futebol europeu. Muitos acreditam que o Brasil não tem condições de disputar mais nenhuma Copa.

Além disso, a profissionalização da gestão chegou aos clubes. Planejamento estratégico, missão, objetivos, gestão por competências, orçamentos e balanced scorecard já não são instrumentos de gestão exclusivos de bancos, indústrias e consultorias. Os clubes estão ficando eficazes, está sobrando dinheiro, estão diversificando produtos e fontes de receita, fala-se de perfil do consumidor, proposição de valor e excelência no desempenho. Isso está acontecendo em todas as áreas que antes não tinham gestão profissionalizada. Médicos geriam hospitais antes. Agora, são administradores. Jornalistas dirigiam redações antes, hoje são administradores. Os professores que conduziam as escolas antigamente estão dando suas posições aos administradores. Estamos vivendo a era da gestão.

Tudo isso é muito bom, não é? São sinais de que o mundo está evoluindo e se tornando melhor. Pouca gente é capaz de criticar esse processo evolutivo. Sabe de outra vantagem deste processo? Quanto maior o uso de técnicas, modelos, ferramentas e instrumentos, menor é a necessidade de ter profissionais altamente qualificados. Um processo bem estruturado, organizado e documentado pode ser seguido por qualquer pessoa com baixa formação educacional. Veja a aviação civil por exemplo. Um piloto de avião hoje não tem nem a metade da competência, conhecimento e experiência dos mesmos pilotos de 20 anos atrás. Por quê? Porque antes não existia tecnologia nem processos estruturados. O piloto, diante de uma emergência ou situação inesperada, contava só consigo mesmo para resolver o problema e não deixar a peteca cair (ou avião). Hoje, se todos seguirem os manuais e fizerem os treinamentos, nada vai dar errado. Os pilotos seguem mecanicamente os procedimentos de verificação e segurança, muitas vezes até sem entender o que estão fazendo. Se alguma coisa dá errado, a solução precisa estar no manual.

Os jornais divulgaram recentemente que o acidente do voo da Air France que saiu do Brasil foi provocado por erro do piloto, provavelmente em alguma situação que não foi prevista. Agora, todos se debruçam nos procedimentos, no treinamento e na tecnologia e verificam todo o processo para, no final, adicionar novas etapas de verificação, novas tecnologias de alerta, novos processos para tentar prever todas as situações. Os bons cientistas de antigamente eram capazes de relacionar fatos, dados, histórias, evidências, buscando ligações, induções, reflexões, e daí, com sua capacidade de cognição, desenvolver hipóteses, postulados e teorias que deveriam ser testadas depois. Hoje, os cientistas já não precisam pensar mais. Preferem jogar os dados em um software estatístico, tentando correlacionar tudo com tudo e ver o que o software traz. Simples assim. Os atendentes de call center não precisam mais entender o problema do cliente, apenas ler scripts, diagnosticando cada situação de acordo com as respostas dadas pelo cliente e assim, proporcionar soluções-padrão, que às vezes não atendem à demanda nem resolvem o problema.

Médicos em início de carreira aprendem a interpretar os sintomas segundo uma cartilha pré-estabelecida e, da mesma forma, eles não só diagnosticam mas prescrevem o tratamento de acordo com o manual. Cada vez mais atividades podem ser organizadas, previstas, estabelecidas, ordenadas, estruturadas e colocadas em prática. Para tudo vão existir manuais, roteiros, scripts e fluxogramas. São os modelos em ação, ferramentas fundamentais para a busca da eficácia de forma contínua e ininterrupta. O sistema eficiente, dentro dessa concepção, é aquele que independe da pessoa, que seja livre de erros e à prova de incompetentes. Do ponto de vista do desenvolvimento de talentos, essas práticas, alimentadas e refinadas continuamente vão gerar nada além de... incompetentes mesmo! Pessoas que só sabem agir dentro das regras, que ficam perdidas se não tiverem um processo para seguir, que esperam a orientação para tomar uma decisão. Essas pessoas paralisam diante de uma situação inesperada, se sentem desconfortáveis em ambientes instáveis e elaboram um modelo mental no qual as coisas precisam acontecer do jeito certo para serem eficientes e reduzir o erro.

Pois bem, claro que isso está acontecendo com empreendedorismo também. A visão romântica do empreendedor antigo que, com o espírito pioneiro, desbravava fronteiras e explorava novas dimensões de negócios, mercados e ramos de atuação está dando lugar ao pragmatismo do perfil empreendedor que Peter Drucker sempre pregou e defendeu: o empreendedor-administrador. A maior parte dos cursos de empreendedorismo que existe no mercado são cursos de quê? Claro, de administração de empresas ou gestão de negócios. Todo negócio precisa ser gerido para não fracassar. Pessoas com perfil empreendedor sem ter algum controle mínimo dos seus números, dos seus processos, das pessoas e do seu mercado está fadado ao fracasso. Uma boa gestão, portanto, alinhada à onda da profissionalização das organizações, é fundamental!

Acontece que um administrador não necessariamente é um empreendedor. E a arte, a experiência e a sabedoria? Serão substituídos por inteligência, conhecimento e padronização? Não se engane, empreendedores precisam de uma boa gestão para sobreviver, mas uma boa gestão não garante o crescimento. Para crescer, fazer algo muito bem não é suficiente, é preciso fazer alguma coisa diferente, pois os modelos padronizados, as técnicas disseminadas amplamente, os benchmarks, as referências, a análise dos dados, a pesquisa de mercado, isso todo mundo faz. Valorizar demais o que está garantindo a sobrevivência pode estar paralisando o crescimento, o que parece um paradoxo, pois os empreendedores procuram aprender técnicas de gestão justamente porque querem crescer. Veja a história dos empreendedores bem-sucedidos e você entenderá o que estou falando. Embora todos, em algum momento, tenham precisado aprender técnicas de gestão para melhorar o seu negócio, nenhum deles abandonou o seu DNA, o que faz a diferença no seu negócio.

Por isso ainda precisamos dos pioneiros, dos malucos inconsequentes, dos artistas incompreendidos, dos que se recusam a entrar nos moldes e padrões pré-estabelecidos. Não vamos deixar as técnicas testadas e provadas aniquilarem a intuição. Não podemos permitir que a criatividade seja suplantada pela modelagem. Não vamos deixar a onda da gestão profissional matar a arte de empreender, porque empreender é muito mais do que gerir.

E é por isso que fico incomodado ao ver cada vez mais empreendedores disseminando a importância de administrar bem o negócio como se fosse a panaceia universal, a solução de todos os seus problemas, e afirmando que antes ele não era empreendedor, e agora que aprendeu a gerenciar seu negócio é que se sente empreendedor. Acredito que ele precise ouvir o seu estômago, em vez do seu cérebro, de vez em quando – tanto quanto o Brasil precisa acreditar no futebol arte como forma de surpreender quem está acostumado a jogar do jeito “certo”. Aprenda as técnicas modernas, mas não mate seu potencial empreendedor, porque esse é o seu diferencial. São suas características pessoais que o tornam diferente dos demais e podem representar seu fator de competitividade, seja ela a criatividade, o relacionamento pessoal, a intuição, a visão, a inspiração ou qualquer outra coisa que, ao contrário das técnicas e métodos, não são facilmente aprendidos e disseminados. Ser igual aos outros só coloca você no jogo. Mas, depois que entrou no jogo, seu desafio é ser diferente.

Como dizia Raul Seixas, “eu prefiro ser essa metamorfose ambulante do que ter aquela velha opinião formada sobre tudo”.


Por Marcos Hashimoto é professor de empreendedorismo da ESPM, consultor, palestrante e um dos autores do livro Práticas de Empreendedorismo: Casos e Planos de Negócios, Editora Elsevier. 

POST 1757: MODELOS MENTAIS FAVORÁVEIS AO EMPREENDEDORISMO

Este artigo avalia o impacto dos modelos mentais positivos e negativos que determinam o sucesso ou o fracasso no mundo do empreendedorismo.

Empreender é uma atividade desafiadora. Pessoas que empreendem por iniciativa própria desenvolvem suas habilidades técnicas, humanas e conceituais de maneira mais rápida e se tornam mais eficientes no mundo dos negócios. Aliado a isso, com planejamento e muita determinação, empreender pode ser uma atividade recompensadora.
A prática do empreendedorismo requer a construção de modelos mentais positivos, outro grande desafio para a maioria dos empreendedores. Modelos mentais são determinantes na capacidade de ação e reação das pessoas diante das situações mais adversas. Portanto, dependendo de como foram construídos ao longo do tempo, eles definem o seu grau de comportamento empreendedor.

Antes de prosseguir, é necessário identificar a origem dos modelos mentais e a maneira como se consolidam na sua vida. De acordo com Daniel Goleman, psicólogo e autor do best seller Inteligência Emocional, as fontes dos modelos mentais são a maneira pela qual os seres humanos organizam e dão sentido às suas experiências.

O comportamento humano, segundo Goleman, é condicionado por modelos mentais e estes, por sua vez, são definidos com base em quatro pressupostos:

Biologia: rotula a capacidade de realização do ser humano com base nas suas limitações fisiológicas. O fato de alguém ser alto ou baixo, branco ou negro, cabeludo ou calvo, gordo ou magro, bonito ou menos favorecido em termos de beleza deve ser um fator de sucesso ou insucesso no mundo dos negócios? Infelizmente, é assim que muitas pessoas pensam e, por puro preconceito, inúmeros potenciais se dissipam no meio do caminho.

Linguagem: é o meio no qual se estrutura a consciência do ser humano. Quando você ouve um nordestino, um catarinense, um gaúcho dos pampas, um paulista do interior ou um carioca descolado conversando com aquele sotaque típico da sua região, o que lhe vem à mente? A forma de comunicação pode se constituir num fator de sucesso ou insucesso no mundo dos negócios?

Cultura: dentro de qualquer grupo - famílias, tribos, indústrias, organizações e nações -, os modelos mentais coletivos são desenvolvidos com base em experiências compartilhadas, razão pela qual a cultura pode ser considerada um modelo mental coletivo. Se você é filho de judeu, italiano, grego, alemão ou japonês, não importa, existe um conjunto de valores ou pressupostos típicos de cada cultura. De alguma forma, isso afeta os relacionamentos pessoais e profissionais. Se você é descendente de italiano, japonês, árabe ou judeu, por exemplo, já nasce com o espírito empreendedor mais acentuado.

Experiência pessoal: diz respeito ao sexo, à nacionalidade, à origem étnica, à condição social e econômica, às influências familiares, ao nível de educação e à maneira como as pessoas são tratadas por seus pais, irmãos, professores e companheiros de infância. A maneira como as pessoas começam a trabalhar e alcançam a autossuficiência também é fruto da sua experiência pessoal e isso também influencia o seu sucesso ou insucesso.

Na prática, os modelos mentais de uma pessoa, quando mal construídos, são determinantes para o fracasso nos negócios por conta própria. Por outro lado, quando bem construídos, os modelos mentais são o combustível necessário para a superação das dificuldades inerentes a qualquer negócio por conta própria.

Embora seja necessário considerar outros fatores, os modelos mentais são determinantes na formação do pensamento empreendedor. Prosperidade, riqueza, felicidade e sucesso nos negócios não acontecem para pessoas com modelos mentais negativos predominantes que atribuem a culpa do seu insucesso ao governo, à família, ao mercado e outros fatores.

Como saber se os seus modelos mentais são favoráveis ao empreendedorismo?
Em primeiro lugar, avalie o seu discurso. Se você é de origem humilde e natureza católica, como a minha, por exemplo, deve ter ouvidos coisas do tipo "o pouco com Deus bastante", "dinheiro não dá em árvores", "é mais fácil um camelo passar pelo fundo de uma agulha do que o rico entrar na porta do céu" e outros típicos da sua criação.

Acredite ou não, essas pequenas frases foram mal utilizadas ao longo de milhares de anos e incorporadas de maneira repetitiva na vida de muitas pessoas. Se você considerar ainda os milhares de "nãos" que recebeu nos anos da infância e da adolescência, é natural que sua mente seja predominantemente negativa. Ao persistir nisso, torna-se mais difícil substituir o conforto do emprego fixo pelo arriscado mundo dos negócios.

Em segundo lugar, com base nos modelos mentais negativos, fruto da sua biologia, da sua cultura, da sua linguagem e da sua história pessoal, não existe outra forma de prosperar por conta própria se você não mudar radicalmente a sua forma de pensar.

O fato de você conhecer empresários falidos ou de ter passado necessidade por conta de um negócio familiar malsucedido não significa que também está condicionado ao fracasso, a menos que incorpore esses exemplos como seus modelos mentais negativos.

Como construir modelos mentais positivos e favoráveis ao empreendedorismo?

De acordo com T. Hark Eker, autor do best seller Os Segredos da Mente Milionária, o seu mundo interior cria o seu mundo exterior. Acredito piamente nisso. O sucesso ou o fracasso também é reflexo do seu discurso e, consequentemente, das suas atitudes em relação ao dinheiro e aos negócios.

Com base nisso, muitas coisas que você sempre ouviu sobre dinheiro e negócios não são necessariamente verdadeiras. É preciso optar por novas formas de pensar, novas ideias e novos modelos mentais que contribuam para a sua felicidade e para o seu sucesso.

Dessa forma, procure condicionar a sua mente para se libertar das experiências negativas passadas em relação ao dinheiro e aos negócios a fim de criar um futuro rico, próspero e diferente daquele impregnado pelos seus pensamentos negativos.


A maneira de fazer as coisas na sua vida é você quem escolhe, portanto, avalie suas ideias e pensamentos e procure alimentar somente aqueles que lhe fortalecem. Pensamentos negativos não poderão ajudá-lo a construir um empreendimento de sucesso; ao contrário, vão consolidar ainda mais os seus modelos mentais negativos.

Você é responsável pelo seu próprio grau de sucesso financeiro, portanto, seja remunerado com base nos seus próprios resultados. Significa assumir a responsabilidade de construir o seu patrimônio por meio do seu próprio esforço, criatividade e persistência.

Procure focalizar as oportunidades e não os obstáculos. Espelhe-se nos empreendedores de sucesso que passaram por obstáculos até então julgados instransponíveis. Abra a sua mente e o seu coração. Pense grande com os pés no chão. Comprometa-se a ser bem-sucedido e o mundo não terá outra alternativa senão curvar-se aos seus pés.

O grande segredo é que não há segredo. O que existe é uma mistura de planejamento, garra, determinação, criatividade e uma vontade imensurável de vencer todos os desafios que existem quando se deseja trilhar o caminho do sucesso. There is no free lunch!

Por fim, esteja aberto e propenso a vencer por conta própria e risco. Aja, apesar do medo, da dúvida, da preocupação e do desconforto. Comprometa-se a crescer e a aprender todos os dias a fim de se tornar maior do que seus problemas. Do resto, o universo se encarrega.
Pense nisso, empreenda e seja feliz!

FONTE: Administradores

POST 1756: O CURRÍCULO DO FUTURO

Brasileiros lideram expectativa de que as redes sociais substituam o atual modelo de CV.

Os executivos de recursos humanos brasileiros aparecem na primeira colocação entre os que mais acreditam que as redes sociais - como LinkedIn e Facebook – vão substituir os currículos tradicionais no futuro.

De acordo com a pesquisa global, conduzida pela consultoria Robert Half, 34% dos entrevistados do Brasil apontam ser muito provável essa substituição, enquanto outros 42% consideram um pouco provável. A Holanda aparece na sequência: três em cada dez executivos apostam na mudança do CV tradicional para as redes sociais, e outros 50% acham pouco provável.


TOP 5 – Muito provável que os CVs tradicionais sejam substituídos por perfis nas redes sociais*
1 Brasil 34%
2 Holanda 30%
3 Chile 29%
4 Itália 16%
5 Suíça e Luxemburgo 14%
* % de executivos que consideram muito provável a substituição no futuro dos CVs tradicionais por perfis nas redes sociais (Fonte: Robert Half)
Quando questionados sobre a eficiência das redes sociais como ferramentas de recrutamento, 54% dos brasileiros acreditam no potencial delas. Nesse quesito, a liderança fica por conta dos executivos da China (64%) e de Cingapura (56%). Os da Alemanha (67%) são os que menos consideram as redes sociais eficientes no recrutamento, seguidos pelos da Bélgica (63%).

No Brasil, o principal uso das redes sociais no processo de recrutamento se dá na verificação de referências de potenciais candidatos, conforme relatado por 25% dos RHs brasileiros. O uso das redes também foi considerado válido para os pesquisados na comunicação com candidatos (24%) e na seleção de profissionais (21%).

Na média global, as redes sociais são consideradas muito úteis na seleção e na comunicação com candidatos, segundo 26% dos executivos.
A pesquisa sondou 1 876 diretores de RH em 16 países.

FONTE: VOCÊ RH

sexta-feira, 3 de agosto de 2012

POST 1755: OS "DEZ MANDAMENTOS" DE PHILIP KOTLER

Ninguém melhor para compilar os ensinamentos deixados por Philip Kotler no Special Management Program da HSM do que Jaime Troiano, presidente do Grupo Troiano de Branding e um dos maiores especialistas em marketing da atualidade. Foi ele quem comandou as wrap-up sessions do evento, que aconteceu nos dias 20 e 21 de junho, em São Paulo.

Na ocasião, brincando com o público, Troiano comentou que se sentia “obeso de tanta informação” e que o grande desafio para todos os profissionais que ali estavam seria colocar em prática tudo o que lhes fora transmitido. De fato, os dois dias foram repletos de conceitos, exposições de casos internacionais e respostas a questionamentos do público.

Para reforçar a apresentação do “pai do marketing”, que na mesma semana palestrou em Recife, confira alguns pontos importantes destacados pelo presidente do Grupo Troiano de Branding:

1º Mandamento
Precisamos entender que a comunicação integrada de marketing é fundamental e desafiadora. O Brasil ainda não tem grandes “maestros” que saibam integrar essa comunicação de fato.

2º Mandamento
O marketing é essencialmente uma conexão de pessoas com outras pessoas. Daí vem a força das marcas regionais, do mercado local. Cabe ao profissional de marketing tornar essas mensagens aplicáveis ao mercado nacional.

3º Mandamento
É importante entender que as marcas têm raízes, mas que é preciso preservar o essencial em busca do novo. Isso é inovação de marca.

4º Mandamento
Crie métricas para avaliar sua marca e invista na criação de modelos capazes de inovar. Faça periodicamente cálculos de valor da marca.

5º Mandamento
O importante para uma empresa não é o que ela faz ou o que ela vende e sim o porquê ela faz. O propósito é a razão de ser de uma empresa – engaja pessoas, alinha projetos e gera resultados.

6º Mandamento
Não existe possibilidade de construir qualquer marca forte se isso não começar dentro de sua empresa. Colaboradores devem estar convencidos do valor de sua marca, devem estar engajados e serem multiplicadores dessa valorização.

7º Mandamento
O consumidor não é tão simples quanto parece. Por isso, se preocupe em conhecê-lo cada vez mais e melhor. Se a sua empresa colabora para aumentar a autoestima do seu cliente, ele estará cada vez mais próximo de você.

8º Mandamento
Ao realizar uma pesquisa, despreze sempre a primeira resposta. Estimule a conversa. É importante falar com o consumidor sempre. E a tecnologia contribui para essa interação.

9º Mandamento
Empresas que olham para a classe C devem saber que ela é conservadora e tem características próprias. Crie produtos direcionados a esse público, ao invés de baratear os já existentes.

10º Mandamento
Crie uma plataforma de desenvolvimento de novos produtos sob a mesma marca. Associe-os à marca e, com isso, agregue valor.

Por Jaime Troiano.
É presidente do Grupo Troiano de Branding.
Fonte: Portal HSM.
Retirado do Blog do Albírio Gonçalves.

POST 1754: REGRAS DE OURO PARA ADMINISTRAR O TEMPO E VIVER MELHOR. Por Tom Coelho

"Some dance to remember, some dance to forget.”
(Eagles, in Hotel California)


Algumas dicas práticas para melhor gerenciar o tempo e elevar a qualidade de vida.
1. Seja sempre pontual. Autênticos líderes não deixam ninguém esperando para um compromisso agendado. É preferível chegar 30 minutos mais cedo que apenas cinco minutos atrasado.

2. Espere 24 horas para reagir. Procure não reagir antes de 24 horas. Entre um dia e outro, com uma noite de descanso no meio, o que se mostrou um problema irresoluto surgirá não menor, mas com dimensões reduzidas à sua realidade.

3. Ninguém está contra você. Por compreender que a natureza humana é legitimamente individualista e egoísta, aprendi que raramente as pessoas estão contra mim, pois estão apenas a favor delas próprias. Esta percepção é suficiente para evitar conflitos desnecessários e eleger as batalhas que valem a pena ser travadas.

4. Exceção não é regra. Refeições feitas em fast food ou em frente ao computador, noites em claro ou maldormidas, dias sem comparecer à academia, certa desatenção para com os familiares. Tudo isso, embora indesejável e não recomendável, pode ser tolerado quando acontece de maneira pontual, por curtos períodos de tempo. Mas é inadmissível que se torne regra.

5. Administre a transição do ambiente profissional para o familiar. Situações de conflito começam ou se intensificam nos primeiros minutos após o regresso ao lar. Por isso, ao chegar em casa, estabeleça uma zona intermediária de até 15 minutos, período no qual deverá apenas cumprimentar carinhosamente seus familiares com no máximo 25 palavras. Procure desacelerar. Tome um banho, troque suas roupas, beba algo. O diálogo que seguirá será mais ameno, gentil e profícuo.

6. Gerencie a concentração, não apenas o tempo. Estabeleça uma hora por dia sem interrupções para você e neste intervalo trabalhe concentradamente em três objetivos específicos. Faça as tarefas mais desagradáveis logo no início do dia, quando sua energia, concentração e disposição são superiores.

7. Evite o duplo manuseio. Ocorre quando você recebe as correspondências do dia, faz uma triagem, inicia a leitura de uma carta ou e-mail e decide interrompê-la para continuar depois. A regra é começar e terminar!

8. Administre a energia, não o esforço. Faça pausas estratégicas de apenas 30 segundos a cada meia hora, e pausas essenciais de dois a cinco minutos no meio da manhã e à tarde para aumentar sua energia e concentração.

9. Não espere pelo mundo perfeito. O tempo certo para agir é agora. Não de qualquer jeito, não com mediocridade, mas com o máximo empenho possível. Amanhã, como diriam os espanhóis, é sempre o dia mais ocupado da semana.

10. Ouça sua intuição. Fique atento aos “sinais” por mais sutis que sejam. Isso não significa necessariamente seguir à risca a intuição para tomar decisões, porém jamais ignorá-la.

11. Coloque VOCÊ em sua agenda. Determine um dia por semana, e apenas uma hora nesse dia, que será reservada a você e mais ninguém. Desligue telefones, feche a porta da sala, não receba ninguém – apenas a si próprio. Dê atenção e oportunidade à pessoa mais importante de sua vida: você mesmo!

12. Tenha uma agenda de 10 segundos. Em que pesem todos os planos, com os pés firmes no chão e os olhos no firmamento, a vida está acontecendo aqui e agora. Por isso, sua agenda deve contemplar somente os próximos dez segundos. Talvez breves, talvez distantes, talvez intermináveis e, talvez, inatingíveis dez segundos.

13. Faça de seu trabalho um meio de diversão. Este é um aviso essencial àquelas pessoas que, ao entardecer do domingo, têm uma sensação de angústia diante do início de mais uma semana de trabalho que se avizinha. Procure cultivar um trabalho digno e prazeroso, que seja fonte de alegria e não de infelicidade.

14. Evite as saudades vazias. Saudades dos lugares que não visitou, das viagens que não fez, dos pratos que não provou, dos abraços que não acolheu, dos beijos que não deu ou recebeu. Lembranças imaginárias do que poderia ter sido, mas não foi. Para evitá-las, prefira pecar por excesso do que por omissão.

15. Aproveite o momento! Por fim, viva sua vida de forma extraordinária, com intensidade. Não se trata de aproveitar o dia como se fosse o último e, desta forma, fazê-lo de maneira irresponsável, mas de elevar a qualidade de cada momento, proporcionando a si e oferecendo aos demais o que você tem de melhor.

Tal qual a letra da banda Eagles, que prefacia este texto, alguns dançam para lembrar, outros, para esquecer. Em qual grupo você está?



Tom Coelho
Com formação em Publicidade pela ESPM e Economia pela USP, tem especialização em Marketing pela Madia Marketing School e em Qualidade de Vida no Trabalho pela USP. É mestre em Gestão Integrada em Saúde do Trabalho e Meio Ambiente pelo Senac.

Mais de Tom Coelho AQUI.

POST 1753: SINCERIDADE E HONESTIDADE: ESSAS SÃO PALAVRAS MÁGICAS

O Dalai Lama twita suas sábias palavras todos os dias, inspirando seguidores a se tornarem pessoas melhores em 140 caracteres ou menos. Outro dia, sua Santidade tuitou um conselho que realmente me fez refletir: “Se você conduz sua vida com base na honestidade e sinceridade, isso te dá uma sensação de satisfação e autoconfiança”.

Assim como a sinceridade e honestidade são base para uma fundação sólida de qualquer bom relacionamento, eu não pude evitar pensar sobre isso como um conselho para minha vida tanto pessoal quanto empresarial. Sinceridade e honestidade realmente constroem uma sensação de satisfação – tanto para empresas quanto para os consumidores. Nós somos dependentes de certos produtos e serviços, confiantes de que fizemos a melhor escolha. É somente quando esses relacionamentos se tornam tensos que começamos a vaguear, quebrando os laços da lealdade.

Um dia desses, quando voltei pra casa, liguei meu computador e descobri que estava sem conexão à internet. Tendo sido fiel há mais de 2 anos ao mesmo provedor, eu fiquei chocada ao ver que isso se tornou algo constante, que se repetiu por, ao menos, 4 vezes na mesma semana. Essa imprevisibilidade testou a minha paciência quase que diariamente, de modo que eu tinha que esperar até 1 hora para a conexão magicamente voltar. Penso que aqueles fios que saem do meu roteador devem ser na verdade os laços que o meu provedor usa para manipular meu contrato.

Coincidentemente, ao mesmo tempo, o serviço começou a falhar, comecei a receber malditas ligações telefônicas e e-mails sugerindo que melhorasse meu pacote de serviços, prometendo entregar a velocidade de internet mais rápida que havia no momento. Chame-me de receosa, mas eu me senti subitamente presa em uma armadilha. Quão conveniente é que, no exato momento que eu preciso de uma melhor conexão, o meu provedor (que eu ainda estou presa por um contrato), criou uma nova, embora mais cara, opção que talvez seja a exata solução para o meu problema?

Alguns anos atrás, eu sofri do mesmo acaso, porém não tive muita opção, ou lidava com o serviço de má qualidade, ou “aprimorava” para o plano que, na verdade, tinha contratado a princípio. Quase como um aprisionamento, os provedores sabem que os consumidores querem evitar o incomodo que é trocar de fornecedor, eventualmente se inscrevendo para um serviço “aprimorado” em contrapartida.

Porém essas técnicas, se usadas com frequência, começam a forçar demais os laços de lealdade que ligam o consumidor ao provedor. As empresas devem construir uma relação de longo prazo baseada na honestidade e serviço de confiança. Entretanto, muitos provedores sabem que os atuais consumidores estão acorrentados a contratos, mas se esquecem que eles têm o poder de influenciar outros. Eles tentam retirar o máximo de dinheiro daqueles que já estão gastando, ao invés de construir uma reputação sólida e de confiança, que transcenda a de outros provedores do mesmo setor. Eles não conseguem responder a simples questão: O que acontecerá quando esses bolsos estiverem vazios?

FONTE: 1to1, Peppers & Rogers Group

POST 1752: BOO-BOX NO PROGRAMA ROBERTO JUSTUS+ SOBRE REDES SOCIAIS


boo-box no programa Roberto Justus+ sobre redes sociais

O programa Roberto Justus+ da segunda-feira (23-jul-2012) contou com a participação via skype de Marco Gomes, jovem empresário e criador da boo-box, que falou sobre as novas oportunidades de inovação criadas pela internet.

Related Posts Plugin for WordPress, Blogger...

MAPA DOS VISITANTES DO MASTER A PARTIR DE 06.02.2012

free counters

ORIGEM DOS ACESSOS AO MASTER DESDE 01.02.2011

free counters

You can replace this text by going to "Layout" and then "Page Elements" section. Edit " About "

MASTER Copyright © 2011 -- Template created by O Pregador -- Powered by Blogger